Amanda Nunes destaca retorno de Ronda ao octógono e impacto no MMA feminino

MIAMI — Ronda Rousey está de volta ao MMA após quase dez anos afastada das lutas e retorna ao octógono mais tarde neste mês, reacendendo uma mistura intensa de sentimentos e reações no cenário. Entre as vozes do meio, uma das mais marcantes é a de Amanda Nunes, que acompanhou de perto a volta da rival e comentou o impacto desse retorno para o MMA feminino, inclusive lembrando que a história entre as duas começou muito antes de Rousey pendurar as luvas.

Rivalidade histórica e a leitura de Amanda Nunes

A rivalidade entre Amanda Nunes e Ronda Rousey ganhou força em 2016 e terminou com um desfecho dramático: Nunes venceu com autoridade na sua primeira defesa do cinturão do UFC na categoria dos galos femininos, em um cenário que também levou Rousey a encerrar a carreira naquele período.

Agora, com a aposentadoria de Nunes e o retorno de Rousey acontecendo em paralelo, a campeã demonstrou satisfação por ver a ex-rival fazendo o caminho de volta. Para ela, o movimento é positivo mesmo que a luta de Rousey não aconteça dentro do UFC.

Em entrevista, Nunes afirmou que não enxerga “ninguém perdendo” com o retorno. Segundo a brasileira, Rousey está de volta e vai lutar contra Gina Carano, o que, na visão dela, eleva o nível do MMA feminino e beneficia todo o ecossistema do esporte.

Quando e onde Ronda Rousey volta: luta de estreia contra Gina Carano

Rousey fará sua reaparição como luta principal do primeiro evento de MMA da organização MVP. O card terá transmissão ao vivo pelo Netflix no dia 16 de maio, direto do Intuit Dome, em Inglewood, na Califórnia.

No compromisso, a ex-campeã enfrenta Gina Carano, considerada uma das pioneiras do MMA feminino e ex-dona do cinturão do Strikeforce. A luta marca um reencontro entre duas figuras históricas do esporte, com grande apelo no público que acompanha a evolução do MMA feminino ao longo dos anos.

O que aconteceu com o retorno de Amanda Nunes e o duelo adiado com Kayla Harrison

Enquanto Rousey planeja seu retorno, Amanda Nunes também estava prevista para voltar ao combate neste janeiro, no coevento principal do UFC 324, enfrentando a atual campeã do UFC, Kayla Harrison. A luta, porém, não aconteceu: Harrison sofreu uma lesão no pescoço que exigiu procedimento cirúrgico, e o confronto foi cancelado.

Na ocasião, o comando do UFC tratou a situação como algo a ser reagendado. O presidente da organização garantiu que a luta será marcada novamente quando Harrison estiver apta a competir.

Nunes e Harrison, que já chegaram a ser companheiras de treino na seleção olímpica de judô dos Estados Unidos, passaram a trocar provocações tanto em ambientes online quanto na imprensa desde que a luta de Rousey contra Carano foi anunciada em fevereiro. Apesar do ruído em torno do assunto, Nunes disse não se importar com o que esteja acontecendo fora do ringue, colocando o foco em ter uma data para finalmente enfrentar Harrison.

Recado direto de Nunes sobre a situação de Kayla Harrison

A brasileira foi objetiva ao comentar a ausência de um retorno por parte de Harrison. Ela declarou que não sabe o que ocorre com a adversária e que, na prática, o que quer é uma data. Para Nunes, o interesse é fazer o confronto acontecer e colocar um ponto final no duelo no octógono.

Na avaliação dela, não existe nada “horrível” no cenário atual. Pelo contrário: Nunes enxerga como positiva a volta de Rousey, que vai lutar e chamar atenção do público. Além disso, ela também mostrou expectativa de que ela e Harrison se enfrentem “em breve”, tratando o desenrolar como uma conquista para o MMA feminino como um todo.

  • Evento de retorno de Ronda Rousey: luta principal do primeiro card de MMA da MVP
  • Transmissão: ao vivo pelo Netflix
  • Data e local: 16 de maio, no Intuit Dome, em Inglewood, Califórnia
  • Adversária de Rousey: Gina Carano (pioneira do MMA feminino e ex-campeã do Strikeforce)
  • Retorno de Amanda Nunes (planejado para janeiro): coevento principal do UFC 324 contra Kayla Harrison
  • Motivo do cancelamento: lesão no pescoço de Harrison, com necessidade de cirurgia
  • Garantia do UFC: reagendar a luta quando Harrison estiver liberada para competir

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.