Buckley treina com Usman antes do UFC 328 após derrota por decisão

Joaquin Buckley não hesitou ao aceitar o convite de Kamaru Usman para treinar em conjunto antes do UFC 328. O movimento acontece em um momento importante para o lutador, que vinha de uma derrota por decisão unânime em junho, quando sofreu diante do ex-campeão dos meio-médios, uma experiência que abriu espaço para um novo tipo de preparação ao lado de um dos nomes mais completos do MMA moderno.

Após a luta contra o ex-dono do cinturão, Buckley recebeu a chance de viajar até a região da Flórida do Sul e fazer camp com Usman na Kill Cliff FC. O timing, segundo o próprio contexto da matéria, foi especialmente favorável: no confronto entre os dois, Usman conseguiu quatro quedas e passou quase 13 minutos controlando a ação, cenário que reforçou para Buckley a relevância de acompanhar de perto a abordagem de um grappler de alto nível para ajustar detalhes técnicos e de estratégia.

Com isso, Buckley (22-7 no MMA, 11-5 no UFC) agora mira o duelo deste sábado contra Sean Brady, especialista em luta agarrada, que chega ao combate com cartel de 18-2 e retrospecto de 8-2 na organização. A luta integra o card do UFC 328 no Prudential Center, em Newark, Nova Jersey, com transmissão do Paramount+.

Em entrevista, Buckley destacou o contato com Usman e a forma como foi recebido pelo grupo. “Quero agradecer ao Usman por ter me chamado e entrado em contato”, disse ele. O lutador também explicou que a ideia era aproveitar a oportunidade para absorver ensinamentos diretos do ex-campeão, além do acolhimento da equipe: “Só me avisando que eu posso ir lá e aprender algumas coisas com ele. Para a equipe me abraçar e me receber de braços abertos, eu realmente agradeço. Valeu para a Kill Cliff, valeu para o Usman. Foi uma situação bonita”.

O brasileiro de coração não está no texto original, mas a narrativa do atleta segue firme na avaliação do próprio camp e do que conseguiu confirmar durante o período de treino. Buckley afirmou que a decisão de ir para o time foi “fácil”, justamente por enxergar valor em estudar com quem já o superou e com quem domina recursos que ele ainda não tinha testado com a mesma profundidade: “Era uma decisão fácil. Por que não aproveitar a chance com alguém que me venceu, ou com a equipe que me venceu, e tentar absorver algo que você talvez não soubesse? Muitas coisas que meu treinador já tinha me mostrado acabaram sendo confirmadas pelo Usman e pelo Henri Hooft. Então foi uma confirmação boa de que o que eu venho trabalhando agora é exatamente o que eu preciso ajustar para esta luta. Fico feliz por ter aceitado a oportunidade de ir lá”.

O duelo entre Buckley e Brady, porém, teve mudanças de planejamento. Inicialmente, os dois estavam escalados para o combate principal do UFC Fight Night 274 em 25 de abril, no Meta APEX, em Las Vegas. A luta foi adiada e também rebaixada do formato de cinco rounds para três, o que alterou o ritmo e a dinâmica do confronto.

Mesmo com a perda de um round adicional, Buckley disse que entendeu o cenário e procurou enxergar o lado positivo. Ainda assim, ele comentou que preferia ter mais tempo para colocar em prática sua evolução e executar um plano tático mais variado. No entanto, a troca para o UFC 328 acabou virando a “linha de luz” para o lutador buscar um desempenho ainda mais marcante: “Eu preferiria que fosse main event e que tivesse ido para cinco rounds. Principalmente porque eu fiquei fora por 11 meses. Eu queria tirar esse tempo. Eu pensei que queria acelerar e tirar o Brady de lá já no primeiro round, mas percebi que faz um tempo e eu não quero correr. Eu quero fazer as coisas no meu tempo”, concluiu Buckley, projetando uma atuação forte e cuidadosa no octógono.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.