Chimaev encara ameaça de Strickland e diz que aceita o que vier no UFC

MORRISTOWN, Nova Jersey — Khamzat Chimaev tratou o clima de tensão envolvendo Sean Strickland como parte do cenário que pode surgir antes ou depois do UFC 328. O russo/checheno, invicto, disse que “aceita o que vier” vindo do adversário que vai encarar no card principal, mas ressaltou que, até aqui, não encontrou o rival durante a semana de preparação.

  • Luta: Khamzat Chimaev x Sean Strickland
  • Evento: UFC 328
  • Disputa: título peso-médio (UFC Middleweight Championship)
  • Cartel antes do confronto: Chimaev (15-0 no MMA, 9-0 no UFC) e Strickland (30-7 no MMA, 17-7 no UFC)
  • Local do combate: Prudential Center, Newark (sábado)

Declarações inflamadas e ameaças durante a pré-luta

A escalada de drama aconteceu rapidamente quando Strickland, durante um momento de desabafo, soltou ofensas pesadas ao atual campeão peso-médio do UFC e passou a usar xingamentos de forma provocativa. Além disso, o norte-americano chegou a insinuar ameaças físicas, dizendo que poderia atirar contra Chimaev e sua equipe caso cruzassem caminhos e a situação “esquentasse”.

Chimaev afirmou que encara a ameaça com naturalidade, mas admitiu que, durante a semana de lutas, ainda não conseguiu ver de fato o oponente. Segundo ele, não houve encontro direto antes do combate e ele não sabia onde Strickland estava.

“Eu não sei onde ele está; vamos ver se ele aparece”

Em conversa com a imprensa durante a coletiva de mídia do período pré-competição, Chimaev foi direto ao ponto ao comentar a situação. O lutador afirmou que não acredita que seja “possível” que Strickland cometa qualquer ato violento, justamente porque, segundo ele, há controle e restrições que impedem aproximações fora do ambiente do evento.

O campeão também comentou que está há três dias no lobby do hotel e que ouviu de Strickland a promessa de que o atacaria. Na mesma linha, Chimaev disse que não entende o paradeiro do adversário e que, se a ameaça for levada ao limite, ele “aceita” o desafio.

“Eu não acho que seja algo que dê para acontecer, porque eles não deixam eu encontrar esse cara. Eu não sei onde ele está. Faz três dias que eu estou aqui, no lobby, e ele falou que ia atirar em mim. Então vamos. Faz isso. Eu vou ficar feliz em morrer”, declarou Chimaev na ocasião.

Sem levar para o lado pessoal

Mesmo com as provocações consideradas infantis e com o tom agressivo usado por Strickland, Chimaev insistiu que não enxerga o bate-boca como algo pessoal. Para o campeão, as ofensas e o excesso de fala não passam de barulho, sem impacto real na forma como ele encara o confronto dentro do octógono.

Ele também destacou que o UFC adotou medidas extras para manter as partes separadas até o momento da luta. A intenção é reduzir ao máximo qualquer chance de contato fora do ringue, garantindo que o duelo aconteça apenas no dia do evento.

“Deixa ele vir. Eu acho que levaram ele para outro hotel… eu não sei. Eu tentei achar o cara, mas isso não é tanto pessoal. Ele só fala demais”, resumiu Chimaev.

Após a luta, o foco não é reconciliação

Depois do combate, Chimaev disse que não tem interesse em buscar entendimento com Strickland. Para o campeão, a prioridade é cumprir o trabalho, resolver o confronto no tempo certo e garantir o maior pagamento de sua carreira no UFC até aqui, antes de virar a página e seguir para o próximo desafio.

O lutador ainda explicou por que, para ele, tanto faz se o adversário pretende ou não apertar as mãos após o fim da luta. Na visão de Chimaev, o importante é o que acontece dentro do octógono: vencer o confronto. Ele também mencionou que, em lutas anteriores, já não se importou em manter contato com adversários depois do resultado.

“Qual é a graça de apertar a mão, ou não? Depois que a luta acabar, eu vou bater nele. Talvez eu nunca mais veja ele. E com outros quinze caras que eu já bati, eu quase nem vi de novo. Eu não me importo com a vida dele. Eu estou vivendo a minha vida”, finalizou Chimaev.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.