Em meio à preparação para a primeira defesa de cinturão dos meio-médios no UFC, Khamzat Chimaev deixou claro que não enxerga o título como prioridade máxima — e citou uma oportunidade que, na prática, poderia ampliar ainda mais seu faturamento: a chance de enfrentar Conor McGregor em um evento de boxe, caso a estrutura da Zuffa Boxing abra essa porta. A declaração veio antes do duelo contra Sean Strickland, marcado para o main event do UFC 328, no dia 9 de maio, em Newark, nos Estados Unidos.
Declarações de Chimaev: cinturão não é a única motivação
Atual campeão dos meio-médios no UFC, Chimaev chega ao confronto com um cartel de 15 vitórias e nenhuma derrota no MMA (15-0) e uma campanha perfeita no octógono: 9 triunfos em 9 lutas (9-0 UFC). Para o lutador, o que pesa nas decisões parece ser, sobretudo, o potencial financeiro. Antes da primeira defesa do título, ele afirmou que a motivação principal não gira em torno do cinturão, mas sim do dinheiro — e, nesse contexto, enxergou um nome capaz de movimentar bastante sua conta bancária.
O campeão também deixou uma linha bem definida sobre seu foco esportivo: segundo ele, não pretende “migrar” definitivamente para o boxe. A ideia seria apenas uma exceção, caso a Zuffa Boxing ofereça a oportunidade. Ainda assim, ele condicionou o cenário a um acordo: se a empresa der essa chance, ele toparia encarar Conor; e, caso McGregor aceite, a conversa poderia avançar.
- Chimaev não quer abandonar o UFC (“continuaria como lutador do UFC”, na visão apresentada).
- Ele colocaria o boxe como possibilidade apenas se houver oportunidade via Zuffa Boxing.
- O adversário citado para esse hipotético duelo seria Conor McGregor.
Conor no radar: comparação com o caminho do irlandês
Chimaev tratou McGregor como alguém com qualidade técnica acima da média no boxe dentro do próprio UFC. Ele descreveu o irlandês como “um dos melhores” boxeadores entre os lutadores da organização e disse que seria interessante encarar justamente esse tipo de desafio, além de destacar o apelo financeiro do confronto.
Na mesma linha, o campeão lembrou o impacto histórico da trajetória de McGregor para ele mesmo. Chimaev admitiu que a vitória relâmpago de McGregor sobre Jose Aldo, que culminou no título peso-pena do UFC após um nocaute em apenas 13 segundos, teve influência direta quando ele ainda estava em ascensão. A motivação, segundo ele, veio do que viu em termos de ganhos financeiros — não apenas do resultado esportivo.
Além disso, ao citar o que muitos atletas desejam, Chimaev mencionou o fato de McGregor ter conseguido competir no boxe enquanto ainda estava sob contrato com a organização. Ele relembrou o confronto de 2017 contra Floyd Mayweather, apontando que McGregor lutou de forma corajosa, mas acabou finalizado por nocaute técnico (TKO) no décimo round (Round 10).
UFC 328: Strickland é o foco imediato e o que esse jogo representa
Apesar das especulações sobre boxe, o compromisso imediato de Chimaev é a primeira defesa de cinturão. O adversário será Sean Strickland, que chega ao evento com 30 vitórias e 7 derrotas no MMA (30-7) e um retrospecto de 17 triunfos e 7 derrotas no UFC (17-7). O duelo acontece no main event do UFC 328, no dia 9 de maio, em Newark, com transmissão pelo Paramount+.
Com esse cenário, o peso do confronto é duplo: por um lado, é a manutenção do cinturão em uma luta que coloca o campeão contra um striker conhecido por sua postura agressiva e volume em pé; por outro, é um teste para consolidar ainda mais o lugar de Chimaev no topo do ranking dos meio-médios, sobretudo porque se trata da primeira defesa do título. Um desempenho convincente tende a reforçar a aura de dominante que o cartel invicto no UFC já sustenta: são nove vitórias consecutivas na organização, sem derrotas.
- Chimaev defende o cinturão dos meio-médios pela primeira vez no UFC 328.
- O evento ocorre em 9 de maio, em Newark, nos Estados Unidos.
- O adversário é Sean Strickland (30-7 no MMA; 17-7 no UFC).
Quanto ao “próximo passo” provável, a lógica do calendário aponta para a confirmação do título após a defesa contra Strickland. Depois disso, qualquer hipótese fora do octógono — como o boxe citado contra Conor — dependeria de oportunidades institucionais, já que Chimaev reforçou que continuaria como lutador do UFC e que trataria o boxe como uma possibilidade condicionada à estrutura da Zuffa Boxing e ao interesse do próprio McGregor.

