Edmen Shahbazyan diz que chegou a hora de virar impacto no octógono

Por anos, Edmen Shahbazyan carregou o peso das expectativas — a ideia de que ele seria um daqueles nomes capazes de chegar ao topo rapidamente. Agora, aos 28 anos, o norte-americano acredita que chegou a hora de finalmente transformar pressão em impacto dentro do octógono.

Natural de Glendale, na Califórnia, Shahbazyan entrou no UFC como uma das grandes promessas do esporte. Estreou ainda adolescente e, ao longo do início da carreira, construiu uma reputação ligada à capacidade de finalizar adversários, com performances que alimentaram o debate sobre uma futura disputa de cinturão. Só que o caminho até o topo se mostrou bem mais difícil do que muita gente imaginava.

Em meio a uma fase de reconstrução, Shahbazyan agora se vê diante de uma oportunidade que, para ele, pode ser a mais importante de sua trajetória. No sábado, ele encara o brasileiro Brendan Allen, ranqueado em quarto lugar na categoria dos médios, em um confronto que pode alterar de forma relevante o rumo do futuro de ambos na divisão.

Chegando ao duelo em uma sequência de três vitórias consecutivas, Shahbazyan trata a luta como algo maior do que “mais uma batalha”. Para o atleta, o combate serve como vitrine do quanto ele evoluiu ao longo dos anos, absorvendo experiência, lidando com adversidades e transformando o aprendizado em mais maturidade e eficiência.

Antecedentes

Quando surgiu o convite para enfrentar um adversário do Top 5, Shahbazyan afirma que a resposta foi imediata. Ele ressaltou que oportunidades como aquela não aparecem com frequência e que uma vitória teria potencial de virar uma página importante em sua carreira.

Ao mesmo tempo, ele reconhece que o início promissor no UFC deu lugar a um período complicado. Depois de começar o trabalho na organização com bastante impulso, Shahbazyan enfrentou uma sequência dura: foram cinco derrotas em sete lutas. Com isso, surgiram dúvidas sobre se o atleta, antes tratado como “garoto-prodígio”, conseguiria entregar tudo o que era esperado.

Apesar do retrospecto adverso, Shahbazyan sustenta que aqueles reveses ajudaram diretamente na formação dele como lutador. Na visão do médio, a fase difícil contribuiu para o amadurecimento, ampliou a bagagem de experiência e o deixou mais perigoso hoje do que no passado.

Além do aspecto técnico, ele aponta um fator pessoal como determinante: a paternidade. Shahbazyan afirma que ser pai “maturou” sua mentalidade e elevou seu nível, fazendo com que ele priorize ainda mais a família e a responsabilidade de entregar boas lutas para quem está ao lado dele.

Do outro lado, Brendan Allen entra em um momento positivo, vindo de uma vitória sobre Reinier de Ridder, então número quatro do ranking. Para Allen, o duelo carrega peso: como ele defende posição no Top 5 diante de um rival que não aparece no ranqueamento atual, o risco esportivo é considerável.

Para Shahbazyan, a principal dificuldade do confronto está no estilo completo de Allen. Ele afirma que se preparou durante meses para lidar com as capacidades do adversário e que treinou com intensidade para encarar o jogo do brasileiro.

A luta

Shahbazyan também destacou que a preparação tem recebido atenção especial por conta do componente de grappling de Allen. Na leitura do norte-americano, a defesa contra quedas e tentativas no chão será um ponto pronto, com estrutura de treino voltada para isso.

Ele comenta que conta com um treinador de grappling de confiança, parceiros experientes e rotina diária de preparação no Extreme Couture. A ideia, segundo ele, é estar preparado para enfrentar a parte mais perigosa do jogo de Allen e conseguir impor respostas ao longo dos rounds.

O camp de Shahbazyan no Extreme Couture, inclusive, é apontado como um diferencial. Ele afirma que no local há o campeão dos médios Sean Strickland, o que permitiu trabalhar com um atleta de elite, ter o brasileiro como parceiro de treino em alto nível e receber orientação constante de qualidade durante a fase final de preparação.

Um triunfo sobre Allen colocaria Shahbazyan novamente no radar do ranking de forma imediata e o colocaria diante de chances ainda maiores dentro de uma das divisões mais profundas do UFC. Para ele, como Allen é um nome entre os melhores da categoria, este será um dos maiores testes desde o período de ascensão inicial na organização.

Na parte mental, Shahbazyan diz que o combate acende motivação extra. Ele afirma que, todos os dias na academia, sente um combustível adicional para trabalhar mais duro, entrar no octógono com mais vontade e mostrar exatamente o que acredita ser capaz de entregar.

Com a idade de 28 anos, o lutador acredita estar atingindo o auge atlético e técnico, o que, na visão dele, torna o desafio ainda mais perigoso para quem estiver diante do caminho dele na noite do sábado.

  1. Início da trajetória e pressão: Shahbazyan afirma que por anos carregou expectativas, entrou no UFC cedo como promessa e construiu fama de finalizador, mas o topo demorou mais do que o imaginado.

  2. Reviravolta na carreira: após um começo com impulso, ele sofreu uma sequência difícil, com cinco derrotas em sete lutas, gerando dúvidas sobre o potencial que era projetado.

  3. Aprendizado e amadurecimento: o atleta sustenta que os reveses ajudaram a torná-lo melhor, ampliando experiência e maturidade, além de elevar o nível do jogo apresentado hoje.

  4. Motivação para o Top 5: ao aceitar enfrentar um oponente do grupo de elite, Shahbazyan afirma que a resposta foi imediata e que uma vitória pode reposicionar sua carreira rapidamente.

  5. Preparação para o jogo completo de Allen: ele aponta que a preparação tem foco especial na defesa do grappling, com trabalho diário e suporte técnico no Extreme Couture.

  6. Plano de luta mais paciente: Shahbazyan diz que um dos ensinamentos centrais que pretende aplicar é a paciência — antes, ele buscava finalizações correndo para vencer; agora, pretende agir com mais calma e permitir que as oportunidades apareçam.

  7. Postura para o sábado: ele projeta uma atuação dominante, afirmando que pretende vencer, independentemente do caminho do combate, e que acredita estar pronto para o combate.

O pós-luta

Shahbazyan deixa claro que enxerga o momento como um ponto de virada. Para ele, uma vitória sobre Allen não apenas devolve o atleta ao caminho do ranking como também abre portas para desafios maiores em uma divisão extremamente competitiva.

Na fala final, o médio reforça sua confiança para o sábado: ele prevê vitória e afirma que vai dominar o adversário, citando a crença em si mesmo e a prontidão para entrar no octógono.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.