Holly Holm rebate provocação de Ronda e relembra nocaute no octógono

Mais de uma década se passou desde a voadora que repercutiu pelo mundo inteiro. Em novembro de 2015, Holly Holm desmanchou o ritmo da até então invicta Ronda Rousey e a nocauteou, virando o cenário do esporte com uma atuação que ainda é lembrada pelos fãs. Apesar do impacto do resultado, as duas nunca voltaram a se enfrentar: Holm acabou perdendo o cinturão para Miesha Tate, em um desfecho que ficou marcado como um dos episódios mais discutidos nos bastidores do MMA. Tate, por sua vez, foi rapidamente superada por Amanda Nunes, que então destruiu Ronda Rousey na luta que marcou a despedida da americana do UFC.

Anos depois, Rousey voltou a ganhar espaço diante dos holofotes após a vitória sobre Gina Carano no evento inaugural do MVP MMA, realizado ao vivo pela Netflix. Mesmo deixando claro que pretende retornar à fase de aposentadoria depois dessa apresentação, Rousey não perdeu a chance de mirar Holm e reforçar a ideia de que, caso as duas encarassem um duelo novamente, ela “limparia o relógio” da adversária.

Holm respondeu em seguida, lembrando que Rousey nunca demonstrou interesse genuíno em uma revanche. Em declarações reproduzidas no contexto de uma conversa com Ariel Helwani, via Curtis Calhoun, a lutadora afirmou que dá para ouvir uma coisa e ver outra na prática. Para Holm, a ex-campeã sempre teria sido mais do tipo que fala, mas não concretiza. Ela insistiu que, no fundo, a posição sempre foi clara: Holm disse que esteve aberta a uma revanche desde o início, enquanto a outra parte não teria mostrado vontade. A brasileira destacaria, no entendimento da ex-desafiante, que não vale a pena colocar alguém para lutar se a pessoa não quer realmente entrar no octógono, pois ela busca um confronto com desejo e comprometimento de ambos os lados. Além disso, Holm reforçou que a revanche não aconteceu por uma negativa sua, citando respeito pelo retrospecto e pelo caráter de dominância da rival quando foi campeã. Ainda assim, a norte-americana pontuou que Rousey teria “lacunas” na parte em que a troca acontece em pé, mas reconheceu que ela é muito competente no conjunto das próprias habilidades.

Do lado de Holm, o ritmo competitivo também mudou desde aquele período. Ela não disputa uma luta no cage desde a derrota para Kayla Harrison em agosto de 2024, resultado que aconteceu quando Harrison ocupava o posto de campeã mundial do peso-galo. Desde a saída do UFC, Holm voltou a atuar no boxe e, mais recentemente, sofreu uma derrota em uma decisão considerada altamente controversa para Stephanie Han.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.