Jon Anik explicou por que não acredita que Colby Covington mereça entrar no Hall da Fama do UFC. O comentarista lembrou pontos específicos do caminho do lutador no peso-médio (meio-médio) e também do ritmo de atividades no fim da carreira.
O contexto da aposentadoria
- Colby Covington anunciou sua aposentadoria do UFC
- Ele tem cartel de 17-5
- O último combate foi interrompido por decisão médica em um TKO diante de Joaquin Buckley, em dezembro de 2024
Covington, ex-campeão interino dos meio-médios, comunicou que encerrou a trajetória no octógono. A luta mais recente dele aconteceu em dezembro de 2024, quando foi parado por interrupção médica após perder por TKO para Joaquin Buckley.
Por que o currículo divide opiniões
- Covington afirma que enxerga o próprio cartel como digno do Hall da Fama
- Jon Anik discorda e cita a falta de um cinturão definitivo
O americano sustenta que seu currículo tem peso para a entrada no Hall da Fama. Já Anik ponderou que, apesar do impacto em performances marcantes, faltou completar a trajetória com conquista do título incontestável.
Anik destacou a atuação de Covington contra Robbie Lawler, em 3 de agosto de 2019, apontando como uma das melhores exibições que já viu. Na leitura do comentarista, a combinação de ofensiva, quedas e golpes foi “fora do normal”, mas o momento não seria o de “defesa de cinturão”.
O ponto central, segundo Anik, é que Covington estava sem o cinturão: ele havia sido despojado do título interino dos meio-médios por conta de uma lesão. Depois disso, o lutador não teria conquistado o cinturão definitivo.
O comentarista também lembrou que, na saída, Covington competiu apenas pontualmente ao longo dos anos seguintes. Foram lutas em 2020, 2021, 2022, 2023 e 2024, o que, na visão dele, não fortalece o caso para o Hall da Fama do UFC.
Inatividade, votação e impacto na decisão
- Dana White é apontado como o núcleo do corpo de votação
- Anik afirma que nem sempre o Hall da Fama depende apenas do histórico
Anik ressaltou que o processo de decisão não se resume a um “pacote” de conquistas. Para ele, o que Covington oferece como atleta — cardio, wrestling e toda a estrutura do MMA — é de alto nível, mas ainda assim ficaria “um pouco abaixo” do critério para entrar no Hall da Fama do UFC.
O comentarista ainda citou a questão da constância recente como um fator que pesa. Mesmo reconhecendo a qualidade do lutador, a sequência de anos com pouca atividade teria interferido na avaliação do próprio Anik.
UFC Freedom 250 e o rumor com Bo Nickal
- Covington esteve em conversas para possivelmente lutar no UFC Freedom 250
- O confronto não se concretizou, e ele acabou ficando de fora
- Bo Nickal disse que Covington recusou uma luta no evento de 14 de junho na Casa Branca
- Covington negou veementemente a versão
Antes de encerrar a carreira, Covington chegou a ser mencionado como opção para uma possível participação no UFC Freedom 250. Contudo, o duelo não aconteceu, e ele não foi escalado.
Em paralelo, Bo Nickal afirmou que Covington teria recusado um combate no evento marcado para 14 de junho na Casa Branca. O ex-campeão, por sua vez, contestou a acusação com veemência.
Anik retomou esse episódio ao comentar a situação de Covington e disse que imaginaria uma chance de enfrentar Nickal no gramado ao ar livre do evento. Para ele, o assunto se conecta com a inatividade dos últimos anos e, com isso, acaba influenciando o legado do lutador — ao menos na percepção do comentarista.

