Muita gente ficou em choque ao ver Rico Verhoeven, lenda do kickboxing, ter desempenho tão competitivo contra o campeão de boxe peso-pesado Oleksandr Usyk na última semana, em uma superluta realizada no Egito. O que ainda causou mais estranheza, porém, foi o que apareceu nas cédulas dos juízes: a pontuação final foi extremamente desfavorável ao holandês, mesmo depois de ele ter dominado grande parte do combate.
- Resultado: Usyk foi declarado vencedor nas decisões dos jurados (placares finais em disputa).
- Método: a luta foi interrompida no 11º round após uma sequência decisiva no fim do tempo regulamentar, com impacto direto no resultado.
- Rounds: 11 rounds.
- Momento da definição: a resposta de Usyk veio com apenas 1 segundo restante no cronômetro do 11º round.
- Local: confronto em território egípcio, com a luta marcada para o cenário das Pirâmides de Gizé.
- Cartel: não informado na fonte fornecida.
Verhoeven dominou a maior parte, mas a pontuação “não bateu”
O confronto foi tratado como uma espécie de “superevento” entre estilos, e Verhoeven esteve muito à frente no ritmo e na troca durante grande parte do duelo contra o campeão do boxe. De acordo com o que a maioria esperava ver, o holandês teria controlado o embate com mais trabalho e superioridade no volume, especialmente ao longo do desenvolvimento da luta, em um palco de enorme visibilidade diante das Pirâmides de Gizé.
O cenário mudou apenas no fim. Com o cronômetro já apontando para a reta final do 11º round, Usyk conseguiu encaixar uma sequência capaz de interromper o combate e evitar uma virada histórica. A finalização, no entanto, gerou questionamentos: Verhoeven teria tido pouco tempo para reagir após a sequência e, quando o árbitro entrou na ação, o holandês ainda chegou a se defender com golpes, enquanto a interrupção era realizada.
Placar dividido: 95 a 95, mas um juiz marcou Usyk por 96 a 94
Se a forma como a luta terminou já deixou dúvidas para parte do público, os números lidos na sequência foram ainda mais explosivos. A percepção geral era de que Verhoeven chegava com folga no 11º round, mas os três juízes enxergaram de maneira diferente.
Dois magistrados registraram empate em 95 a 95, enquanto o terceiro avaliou o combate com vantagem do ucraniano: Usyk venceu por 96 a 94. Na leitura de quem acompanhou, o resultado foi tratado como um verdadeiro desvio da lógica do que vinha acontecendo dentro do octógono — ou, no caso, do ringue improvisado para um duelo de grande apelo — e virou alvo direto de críticas pela discrepância entre o que o público via e o que foi formalizado nas cédulas.
Reação imediata de Joe Rogan: “roubo”
Entre os nomes que comentaram o caso, Joe Rogan, comentarista do UFC e fã assumido tanto de boxe quanto de kickboxing, foi um dos mais contundentes. Rogan acompanha o cenário do boxe e, ao mesmo tempo, tem enorme apreço pelo trabalho de Verhoeven no ringue — especialmente pelo que o atleta construiu dentro da organização GLORY. Ao ver os placares, ele não escondeu o choque e classificou o resultado como uma “roubada”.
Em participação recente no podcast Joe Rogan Experience, Rogan resumiu a situação como um caso de “roubo” nos critérios de pontuação. Ele destacou que, se Usyk realmente estivesse à frente, ainda assim o veredito representaria uma injustiça, e afirmou que, na leitura dele, o ucraniano estaria vencendo de forma clara em sua própria contagem, chegando a apontar uma diferença de 8 a 2 — inclusive antes de o combate ser interrompido no 11º round.
Rogan também criticou o formato da interrupção. Para o comentarista, Verhoeven estava em movimento, fechando a guarda e tentando se proteger, e questionou o que ele poderia ter feito com apenas 1 segundo sobrando. A avaliação dele foi de que a parada não deveria ocorrer daquela maneira, sugerindo que a interrupção aconteceu no timing errado, quando a rodada já estava no fim.
Além disso, ele atacou diretamente a capacidade dos responsáveis pela arbitragem de pontuação. Na visão de Rogan, a decisão refletiu incompetência, e o fato de Rico não estar à frente no placar foi descrito como algo “absurdo”.
Debate sobre corrupção: dinheiro e risco para o esporte
A sequência de críticas alimentou um debate mais amplo sobre a possibilidade de corrupção ou manobras estranhas por parte de juízes. A fonte aponta a ideia de que, mesmo que os atletas não estejam envolvidos em “atividades paralelas”, isso não impediria que jurados pudessem agir de forma irregular ao computar os pontos.
O raciocínio que sustenta essa preocupação é que Usyk é, atualmente, o rosto do boxe. Se o campeão viesse a perder para um lutador de kickboxing em um dos maiores palcos possíveis, o impacto sobre o esporte seria grande. Em complemento, Rogan reforçou o argumento de que existe muito dinheiro envolvido na imagem de um campeão invicto, o que tornaria o cenário ainda mais sensível.
Na conclusão do comentarista, ele levanta a hipótese de que, mesmo sem saber se há corrupção, os envolvidos “sabem” quando as coisas saem do controle. A mensagem final foi clara: se alguém “bagunça” o sistema, cria-se espaço para “artimanhas” que prejudicam todo mundo — e, no contexto, descredibiliza o resultado para o público que acompanha o combate.

