Kyler Phillips encarar Charles Jourdain no UFC Fight Night: evolução no octógono

Kyler Phillips chega para mais um compromisso no octógono com a sensação de que sua evolução atual é fruto de pequenos ajustes e de um momento de maturidade dentro da carreira. Aos 30 anos, o lutador dos penas altos do estilo e do “ritmo próprio” encara Charles Jourdain em luta de coevento no UFC Fight Night: Burns vs Malott, em Winnipeg, tentando transformar o trabalho do camp em uma resposta imediata após derrotas consecutivas.

  • Resultado: Não informado na fonte (prévia do coevento).
  • Método: Não informado (prévia do coevento).
  • Round e tempo: Não informado (prévia do coevento).
  • Categoria de peso: Bantamweight (peso-galo).
  • Local: Winnipeg.
  • Cartel dos lutadores: Não informado na fonte.

De estreia no UFC a rotina perto do top do peso-galo

Phillips entrou na organização com um histórico que gerou bastante expectativa. Depois de vencer no The Ultimate Fighter: Contender Series em 2017, ele acabou não recebendo contrato no evento de Dana White e, ainda assim, seguiu competindo no programa, onde enfrentou Brad Katona e saiu derrotado em decisão majoritária.

Quase dois anos depois, ele finalmente ganhou espaço no elenco principal. A estreia no UFC veio com três vitórias e duas finalizações, que ajudaram a firmar o nome do atleta na divisão. Seis lutas mais tarde, Phillips já é um nome recorrente entre as proximidades do ranqueamento do peso-galo, embora esteja vindo de dois reveses seguidos.

Camp focado em melhorias graduais e “camadas” a serem ajustadas

À medida que se aproxima do coevento contra Jourdain, Phillips descreve uma postura ao mesmo tempo reflexiva e animada. Ele ressaltou que, apesar das experiências acumuladas, ainda se sente jovem e enxerga o adversário como alguém também em fase de auge. Para ele, estar em um coevento em Winnipeg — cidade onde a luta acontece — representa uma oportunidade especial tanto no momento dele quanto no do rival.

Nos treinos, Phillips tem trabalhado junto de companheiros de equipe como Mario Bautista e Marcus McGhee, no MMA Lab, na região do Arizona. A proposta do camp, de acordo com o lutador, é seguir avançando por etapas, agora que o conjunto de habilidades dele está mais completo.

Com a orientação de John Crouch e na influência de Benson Henderson, ex-campeão dos leves, Phillips reforça que a mentalidade é de “lapidar” continuamente. Ele explicou a diferença entre a forma como o crescimento acontece mais rapidamente quando se é mais novo e como, com o tempo, a evolução se torna um processo de buscar pequenos centímetros de melhoria em detalhes específicos do jogo.

Entre os pontos que ele vem ajustando estão a parte física, o controle mental para manter a calma durante o combate, a tentativa de aprimorar a estratégia para o grappling e, também, elementos do boxe como o jab. Ele resumiu que quer ficar melhor justamente no aspecto do arsenal que estiver mais alinhado ao desenvolvimento necessário naquele momento.

“Desdobramento”: a ideia de evoluir camada por camada

Phillips definiu o tema do camp como “um desdobramento”. Na prática, a cada sessão ele teria buscado “tirar camadas” do próprio desempenho para enxergar onde dá para construir ganhos pequenos, mas que podem fazer diferença real quando o assunto é enfrentar os melhores do mundo.

Quando subir ao octógono em Winnipeg, o lutador fará sua décima luta na organização. Ele enxerga esse marco como uma espécie de passagem para a fase de veterania dentro da companhia, enquanto tenta aproveitar o período considerado como os melhores anos hipotéticos da carreira.

Além disso, a disputa no peso-galo — divisão historicamente competitiva — aparece como o cenário certo para ele buscar uma posição mais sólida. Phillips também fez questão de enfatizar o quanto a motivação cresce ao se observar no espelho e enxergar as partes do próprio caminho que ele quer continuar levando adiante, deixando claro que pretende elevar o nível do que vem apresentando.

Jourdain em alta no peso-galo e buscando manter a sequência

Do outro lado, Charles Jourdain chega com novo fôlego após subir para a categoria. Desde a mudança de divisão, ele emplacou vitórias seguidas por finalização com guilhotina, derrotando Victor Henry e Davey Grant, com bônus de performance em cada apresentação. O canadense, por atuar em casa, tem o objetivo de estender essa fase positiva diante do público local.

Phillips confia no próprio plano e promete agressividade

Apesar do momento do adversário, Phillips enxerga uma vantagem do ponto de vista do comportamento dentro do combate. Ele admite continuar sendo quem é — inclusive comentando o visual diferente que usava na época da entrevista, todo de preto, lembrando a estética do personagem Neo de The Matrix —, mas diz que existe também uma urgência na energia que ele quer colocar na luta.

O lutador acredita que, em um duelo contra alguém bem completo e que também entretém, a partida pode render algo intenso. No entanto, ele deixou claro que a lógica do encontro é direta: ninguém vai “brincar” com o próprio estilo, porque a troca é inevitável. Segundo Phillips, a leitura é de que ele não pretende permitir que o rival execute seu plano com conforto, e que a intenção é dominar a luta e impor um ritmo agressivo.

Em resumo, a mensagem do peso-galo é a mesma: Phillips quer levar o confronto para o tipo de combate em que ele se sente mais à vontade — com pressão, intensidade e a busca pela vitória. O coevento em Winnipeg, portanto, funciona como um teste importante para o momento do brasileiro nos rankings e, ao mesmo tempo, como uma chance de interromper a sequência recente de resultados ruins.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.