VENICE, Califórnia — Nate Diaz volta ao octógono neste sábado com uma sensação que ele tenta transformar em rotina: a de “estar fazendo a coisa certa”. Sem lutar em MMA há quase quatro anos, o ex-desafiante do UFC afirma que o retorno não é apenas um compromisso esportivo, mas um reencontro com algo que sempre ocupou o espaço central da sua vida.
- Resultado (luta de MMA): Nate Diaz x Mike Perry (luta marcada para o card; reportagem não traz desfecho)
- Método: não informado na fonte
- Round/Tempo: não informado na fonte
- Categoria: meio-médio (welterweight)
- Local: Intuit Dome, em Inglewood (Califórnia)
- Cartel: Nate Diaz (21-13) e Mike Perry (14-8)
Diaz quer “normalidade” após quase quatro anos longe do MMA
Para Nate Diaz, o passo de volta ao cage esta semana tem um objetivo bem específico: fazer com que a mente volte a se encaixar no ritmo que ele conhece. Ele explica que ficou longos períodos sem atuar em lutas de MMA e, segundo o próprio relato, isso traz a sensação de que algo está errado.
O último compromisso no esporte foi há quase quatro anos. Sua despedida no UFC aconteceu no evento principal do UFC 279, em setembro de 2022, quando ele venceu Tony Ferguson por finalização, em uma luta que ainda rendeu bônus. Depois disso, Diaz passou por um caminho diferente: entrou no boxe contra Jake Paul, saiu derrotado, e mais tarde enfrentou Jorge Masvidal, saindo vitorioso em 2024.
Apesar das experiências fora do MMA, o lutador diz que sente falta do “fogo” que o esporte traz. Na quarta-feira, em conversa com integrantes da imprensa, ele resumiu o sentimento de estar sem lutar como algo que não combina com o estilo de vida que construiu desde cedo.
Diaz afirmou que, quando não está competindo, sente que não está fazendo o que deveria. Ele também lembrou que luta há muito tempo — desde os 15 ou 16 anos, passando por fases amadoras e profissionais — e que, na prática, o período sem combate sempre foi exceção. Para ele, portanto, o retorno representa mais do que um evento: é o momento de competir, de se colocar no treinamento e até de “fazer um seminário” com a experiência adquirida ao longo da carreira.
Retorno contra Mike Perry no coevento do grande dia da MVP na Netflix
O reencontro de Diaz com o MMA acontece no sábado, em uma luta de coevento do que pode ser um dos maiores dias do ano para a empresa do evento na estreia da MVP. O adversário é Mike Perry, conhecido como “King of Violence” no cenário e ex-lutador do UFC, com cartel de 14-8.
A luta entre Diaz e Perry está programada para o Intuit Dome, em Inglewood, na Califórnia. Além disso, o combate faz parte de uma plataforma global: o evento será exibido na Netflix, o que coloca o ex-campeão em um lugar de grande visibilidade — um ponto que ele considera importante no momento de voltar.
Diaz ainda enxerga a programação ao redor como um fator de timing. O coevento que movimenta a atenção do público envolve duas figuras históricas do MMA feminino: Ronda Rousey e Gina Carano. Com esse contexto, Diaz entende que pode estar no cenário certo, no momento certo, para reconectar o público ao seu nome.
Ele também comentou a questão do “tamanho do palco”, deixando claro que não aceitaria uma volta a qualquer nível. Em outras palavras, o lutador disse que só toparia algo que se comparasse à dimensão que o evento terá — e que, para ele, a entrada da Netflix no pacote representa uma oportunidade acima da média.
Sem guerra pessoal: Diaz evita fabricar rivalidade com Perry
Embora a luta seja cercada por expectativa de impacto e intensidade, Diaz afirmou que não houve uma construção significativa de provocação ou fala polêmica do tipo que costuma alimentar rivalidades. O lutador declarou que não pretende fabricar um clima de desavença com Mike Perry, reforçando que sua postura é a de manter a relação esportiva dentro do que considera correto.
Segundo Diaz, do outro lado também não surgiu uma “briga” de verdade. Para ele, a história poderia ter tomado esse caminho, mas não foi o que aconteceu. O ex-UFC, então, tenta manter o foco na luta em si, preferindo um resultado “antigo e sangrento” dentro do cage ao ruído da internet.
Diaz disse que não quer favorecer uma rivalidade artificial e que não tem problema com Perry — nem nunca teve. Ele ainda mencionou que, nos últimos combates, o público talvez tenha associado seu comportamento a algum tipo de confronto, mas ele se vê como um atleta de nível mundial e quer preservar essa imagem. Caso alguém queira transformar a luta em questão pessoal, ele afirma que isso caberia aos outros, deixando claro que ele não procura problemas.
Com a volta ao MMA após um longo período de ausência, Nate Diaz tenta transformar a expectativa do sábado em um reencontro com o que sempre definiu sua identidade no esporte: competir, enfrentar e, acima de tudo, voltar a sentir que está vivendo no ritmo certo.

