Dana White e Eddie Hearn viraram protagonistas de uma “guerra” pública nos bastidores do esporte de combate, deixando Paddy Pimblett no meio de uma situação que, no fim, tem rendido apenas entretenimento. A rivalidade entre os dois executivos ganhou combustível com provocações e respostas em sequência, incluindo movimentos que foram vistos como “respostas” diretas no mercado. White teria iniciado o duelo ao assinar o boxeador Conor Benn, atleta vinculado à Matchroom Boxing de Hearn, e Hearn respondeu ao firmar um contrato de gestão envolvendo o campeão peso-pesado do UFC, Tom Aspinall. White, por sua vez, tem repetido que pretende “bagunçar” a indústria com seu braço chamado Zuffa Boxing, uma promessa que, segundo o clima do confronto, não foi recebida com indiferença por Hearn.
Provocações, contratos e a “tretinha” que virou assunto
Além do embate comercial, os dois chefes também trocaram farpas sobre a possibilidade de um confronto direto entre eles. Em um evento da Matchroom Boxing em Liverpool, na Inglaterra, Hearn afirmou que uma luta de boxe entre os dois venderia “mais de um milhão” de compras em pay-per-view. White, entretanto, seguiu minimizando a ideia e evitando entrar na conversa no mesmo nível. Paddy Pimblett acompanhou de perto o que acontecia em Liverpool, principalmente por estar lá para observar a amiga Molly McCann em ação, e ironizou o comportamento dos executivos, descrevendo a situação como uma “briga de adolescente”.
O que Paddy Pimblett disse sobre Dana White e Eddie Hearn
De forma bem-humorada, Pimblett comentou que, apesar de a troca de provocações ser “engraçada”, existe uma lógica por trás do papel de cada um. Para ele, White é um promotor de MMA, enquanto Hearn é um promotor do boxe, e ambos estão envolvidos em uma espécie de disputa imatura que, no fim, tende a passar.
“É bem cômico, mas, acima de tudo, o Dana é um promotor de MMA. Acima de tudo, o Eddie é um promotor de boxe. Eles estão nessa uma briguinha maluca no momento. Sem desrespeitar nenhum dos dois, é algo bem infantil, estilo ‘adolescente’, mas eles vão superar. No fim, os dois acabam sendo gente boa, então, por enquanto, a gente segue”, afirmou Pimblett.
White reage em Winnipeg e rebate a provocação de Hearn
Enquanto a discussão continuava, Dana White esteve presente no UFC Winnipeg no sábado e foi questionado sobre o fato de Hearn seguir provocando e alimentando o tema do “possível confronto”. White respondeu em tom agressivo, dizendo que Hearn fala “muita besteira” e chamou o rival de “um fracote”, além de incluir uma provocação pessoal, afirmando que é “velho”.
Se essa luta acontecer, para Pimblett o que esperar
Paddy Pimblett entende que existem vários motivos para uma luta oficial entre os dois nem sequer sair do papel, mas, caso a situação virasse realidade, ele já demonstrou para qual lado sua expectativa pende. Segundo ele, a ideia não deve acontecer e a chance de White entrar no boxe contra Hearn é praticamente inexistente.
“Eu já vi de tudo. É uma loucura, né? Não sei… não vai acontecer. O Dana não vai fazer boxe contra o Eddie. Parece uma situação meio doida. O Eddie tem alcance, mas o Dana é meu chefe, então eu estou do lado do Dana. O Dana vai apagar ele. Ao mesmo tempo, não vai acontecer”, declarou Pimblett.
“Freak show” chamaria atenção — e o dinheiro seria absurdo
Mesmo descartando a possibilidade de um combate real, Pimblett concorda com o argumento de Hearn de que, se o duelo fosse realizado, viraria um grande evento midiático e atrairia muita gente assistindo. O ponto principal, porém, é o cenário financeiro: ele afirma que os dois executivos receberiam valores muito acima do que os próprios lutadores recebem em seus elencos.
Quanto valeria um confronto entre os chefes, segundo Pimblett
- Pimblett disse que, se eles lutassem entre si, ganhariam bem mais do que os atletas recebem atualmente.
- Ele citou a cifra de “30 milhões para cada um”, destacando que nenhum boxeador sob o guarda-chuva de Eddie Hearn receberia algo nesse patamar.
- Também afirmou que nenhum lutador do UFC teria um ganho equivalente sob a gestão de Dana White.
- Para ele, esse seria o aspecto mais engraçado do “espetáculo”: os executivos embolsariam mais do que quem, de fato, está no octógono ou no ringue.
Por fim, Pimblett vê a lógica do mundo prevalecer
No fechamento do raciocínio, Pimblett reforçou que, por mais que a ideia pareça chamar atenção e render conversa, o confronto entre os dois não deve ocorrer. Ele apontou que o mundo do esporte tem suas regras, interesses e limites, e que, na prática, a tendência é que a situação continue apenas como provocação e entretenimento — sem virar uma luta sancionada de fato.
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Vídeos em destaque (conteúdo citado na fonte)
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Fechamento
Com a troca de provocações entre White e Hearn seguindo em alto nível, Paddy Pimblett deixou claro que enxerga a briga como algo passageiro — e, principalmente, que a “luta dos chefes” não deve virar realidade. Ainda assim, a curiosidade do público permanece: caso um confronto inusitado acontecesse de fato, a repercussão seria gigantesca e os valores citados por Pimblett seriam capazes de ofuscar até mesmo os salários dos próprios atletas.

