Paulo Costa sinalizou uma mudança de postura após quatro anos de atrito com Khamzat Chimaev. Em vez de insistir em uma possível luta entre os dois, o brasileiro afirmou que quer “seguir a página” e sugeriu que o adversário pode demorar para retornar — ou nem voltar tão cedo —, abrindo espaço para outros caminhos no calendário do UFC. A declaração também vem logo depois do revés de Costa no UFC 328, contra Sean Strickland.
O recado de Paulo Costa sobre Chimaev e o impacto no planejamento
Segundo Paulo Costa, a decisão não tem relação com “perdão” ou com o fato de eles estarem em divisões diferentes. O foco, na visão do lutador, é o timing do retorno do rival. Para ele, a questão não é apenas quando Chimaev volta, mas se ele volta — pelo menos em breve.
O brasileiro afirmou em publicação na rede social que não acredita que o confronto aconteça no curto prazo. Ele também colocou em dúvida a continuidade do projeto do adversário, dizendo que considera Chimaev “finalizado” e que, mesmo que consiga se reorganizar e retornar, não seria “este ano”. Assim, Costa reforçou que prefere olhar para frente e buscar lutas em sequência, citando a janela de agosto — e até julho — como datas interessantes.
- Paulo Costa disse que não vê a luta com Chimaev “assim” acontecendo;
- Ele afirmou que a dúvida é se Chimaev vai voltar, e não apenas quando;
- O brasileiro indicou agosto como um período favorável para lutar (e mencionou julho como alternativa);
- Além do peso-médio, declarou abertura para atuar também no peso-pesado e no meio-pesado.
Na prática, o posicionamento representa uma virada relevante no enredo entre os dois. Durante um tempo, o duelo até parecia difícil de encaixar: Chimaev avançou no ranking rumo ao cinturão, enquanto Costa enfrentou dificuldades para manter o ritmo competitivo que o colocaria na mesma rota. Ainda assim, quando o “timing” voltou a fazer sentido no papel, Costa agora está pronto para abandonar a insistência e seguir buscando oportunidades.
O contexto recente ajuda a explicar a urgência do brasileiro: Chimaev não teve o melhor desempenho na última apresentação, enquanto Costa vinha de seu melhor triunfo em anos ao derrotar Azamat Murzakanov no UFC 327. Com isso, o momento de Costa parece mais alinhado a uma nova fase de planejamento, mesmo que a rivalidade com Chimaev tenha dominado boa parte dos anos anteriores.
Ranqueamento e cinturão: o que muda com as opções de Costa
A troca de rota de Paulo Costa também tem efeito direto na leitura do ranqueamento e na disputa por posições relevantes. Ao declarar que quer lutar o quanto antes e abrir possibilidades em diferentes categorias, ele tenta manter a própria tração competitiva — algo que, no UFC, costuma pesar tanto para encadeamento de lutas quanto para chances futuras em divisões específicas.
Dentro desse cenário, o brasileiro apresentou alternativas de adversários. Ele não apenas citou nomes como também sugeriu o encaixe provável por divisão: Strickland como opção no peso-médio, Josh Hokit como um tema no meio-pesado e Mike Perry como possível adversário no peso-wélter.
- Paulo Costa mencionou uma revanche contra Sean Strickland;
- Ele citou Josh Hokit como alternativa no peso pesado;
- E apontou “Mike Perry” como outra possibilidade, em uma categoria diferente (wélter).
Ao mesmo tempo, a própria matéria contextualiza as dúvidas sobre algumas dessas escolhas. A revanche contra Strickland, por exemplo, não parece empolgar tanto o público devido ao clima morno do primeiro encontro. Já a ideia envolvendo Mike Perry é vista com questionamentos pela diferença de tamanho em relação ao perfil competitivo que Costa normalmente busca para lutas casadas em alto nível.
Quanto a Josh Hokit, há também um fator de agenda e de rota de ranking: Hokit já estaria comprometido com uma luta marcada no “UFC White House”. Além disso, caso ele vença Derrick Lewis, a tendência é que se aproxime de uma janela de disputa de título — o que, na lógica do texto, reduz a chance de ele se desviar para enfrentar “Borrachinha”.
Próxima luta: caminho mais provável e a pergunta sobre Prochazka
Com as opções apresentadas por Costa e as ressalvas sobre calendário e encaixe competitivo, o cenário mais provável é que Paulo Costa acabe enfrentando alguém não citado diretamente — mas que esteja ativo na categoria de 205 libras, isto é, no meio-pesado.
O texto, inclusive, sugere que a escolha pode recair sobre um nome de disputa recente e com ritmo de luta, e encerra com uma interrogação sobre a prontidão de Jiri Prochazka para voltar ao octógono.
- A leitura mais comum é que Costa seja pareado com um contender ativo do peso 205;
- O texto levanta a possibilidade de Jiri Prochazka ser o próximo alvo, caso esteja apto a lutar.
Em resumo: depois do UFC 328, Paulo Costa indicou que não vai mais “esperar” Chimaev. Ele quer luta o quanto antes, admite atuar em mais de uma divisão e, com isso, tenta recuperar espaço no ranking enquanto o futuro do rival segue incerto. A partir daí, resta acompanhar qual contender de 205 libras ficará disponível para fechar a próxima apresentação do brasileiro — e quando Jiri Prochazka estará pronto para retornar.

