O UFC está a apenas um dia de distância do evento UFC Perth, que acontece no sábado, 2 de maio de 2026, à tarde, com transmissão pelo Paramount+. A edição será realizada dentro da RAC Arena, em Perth, na Austrália Ocidental.
A principal luta do card coloca frente a frente um nome brasileiro no radar do público internacional: o confronto de pesos-leves? Não — trata-se de 170 libras. No main event, Jack Della Maddalena, ex-campeão dos meio-médios, enfrenta Carlos Prates, desafiante ranqueado na categoria, em uma luta de cinco rounds com implicações relevantes para o fim de 2026 e além.
Em resumo
- Evento: UFC Perth
- Data: Sat., May 2, 2026
- Local: RAC Arena, Perth, Western Australia
- Transmissão: Paramount+
- Main event (170 lbs): Jack Della Maddalena x Carlos Prates
- Co-main event (155 lbs): Beneil Dariush x Quillan Salkilld
Main event (170 lbs): Jack Della Maddalena x Carlos Prates
Jack Della Maddalena chega ao octógono com cartel de 18-3, aos 29 anos. O atleta é cotado com linha de apostas em -105 e tem 12 vitórias por nocaute/tko, 2 por finalização e 4 por decisão, além de 1 derrota por nocaute/tko, 1 por finalização e 1 por decisão.
Com 1,80m (5’11) e envergadura de 73, Della Maddalena usa guarda switch. Seus números recentes indicam 5,57 golpes significativos conectados por minuto, com 51% de acerto, enquanto absorve 3,84 por minuto e registra 63% de defesa. No jogo de quedas, tem média de 0,13 (10% de acerto) e defesa de 64%, com ranking atual como #1. A última luta foi uma derrota por decisão unânime para Islam Makhachev.
Carlos “The Nightmare” Prates aparece com cartel de 23-7, aos 32 anos, e linha de apostas em -120. O paulista soma 18 vitórias por nocaute/tko, 3 por finalização e 2 por decisão, com 2 derrotas por nocaute/tko, 3 por finalização e 2 por decisão.
Prates mede 6’1 (1,85m) e tem envergadura de 78, também com postura switch. Ele anota 3,77 golpes significativos por minuto, com 55% de precisão, absorvendo 4,53 por minuto e com 47% de defesa. No wrestling, registra média de 0,21 (com 100% de acerto) e defesa de 80%, ocupando o #5 no ranking. Seu último compromisso terminou em vitória por nocaute sobre Leon Edwards.
Contexto e leitura para o combate
Jack Della Maddalena volta ao octógono depois de um tropeço que teve peso histórico: foi a primeira derrota da carreira no UFC. No UFC 322, em novembro, ele foi superado nas pontuações por Islam Makhachev em uma decisão unânime.
A leitura feita para a luta leva em conta que Makhachev vive um momento acima da média, sendo apontado como o número 1 do pound-for-pound e também com um feito compartilhado com Anderson Silva no que diz respeito à maior sequência vencedora da história da companhia. Ainda assim, o texto destaca que a queda de Maddalena não necessariamente diz tudo sobre o nível do australiano, já que ele é descrito como um excelente boxeador, com combinações afiadas e controle bem trabalhado de distância.
O ponto fraco recorrente, porém, aparece quando o adversário impõe o ritmo do wrestling. A fonte cita exemplos como Bassil Hafez, que tirou Maddalena de sua zona confortável e acabou levando o confronto até uma decisão dividida, além do caso de Gilbert Burns no UFC 299, quando o brasileiro? — aqui é Burns (não brasileiro), mas o texto cita exatamente que Burns levou Maddalena ao chão sete vezes e acumulou mais de cinco minutos de controle.
Também é lembrado que, na disputa pelo cinturão contra Belal Muhammad, Maddalena teria ficado aquém do necessário por conta de uma atuação descrita como “uma das mais problemáticas em lutas por título”.
Em entrevista, Maddalena afirmou que se sente pronto para entregar uma boa performance, reconhecendo a pressão de atuar diante do público local. Ele disse que tenta não focar no resultado — algo que não controla — e prefere concentrar energia em sair bem e fazer uma atuação da qual possa se orgulhar. O lutador também comentou a importância de encarar o duelo com atenção total, sem se deixar afetar por expectativas externas.
Sobre Prates, Maddalena elogiou o adversário como um combatente capaz de entrar em “fluxo”, com estilo perigoso e empolgante. Ele ressaltou que o adversário já derrubou muitos oponentes e tratou o confronto como uma oportunidade de impor ritmo e testar suas habilidades defensivas contra um striker de elite.
O que Carlos Prates busca no octógono
Carlos Prates tenta reacender o brilho associado ao time The Fighting Nerds, que teria sofrido um grande abalo no fim do ano passado — não incluindo a “defecção” amplamente divulgada mencionada no texto — e que teria gerado críticas de fãs, chamando o grupo de “fraudes”.
Prates, no entanto, também sentiu o impacto em suas próprias lutas. Ele foi derrotado em UFC Kansas City, cerca de um ano atrás, em um duelo contra Ian Garry, na luta principal do evento. A fonte afirma que isso ficou para trás rapidamente, já que “The Nightmare” emendou dois nocautes seguidos diante de Geoff Neal (veterano de longa data) e Leon Edwards (ex-campeão dos meio-médios).
O texto evita cravar críticas excessivas a um caminho vencedor, mas aponta que Neal vinha em queda recente, com três derrotas em cinco lutas anteriores, terminando por finalização em três oportunidades. Já Edwards teria acumulado uma sequência negativa importante, com três derrotas seguidas em um dos maiores desmoronamentos recentes na disputa do cinturão da categoria.
Na parte ofensiva, a fonte descreve Prates como um striker que castiga com poder de nocaute e que chega ao headliner com vantagens de altura e envergadura. Contra Maddalena, o brasileiro? — aqui novamente, o texto usa “brasileiro” como referência ao Prates — terá de fazer diferente do que não deu certo contra Garry, trazendo uma espécie de “plano B” caso o nocaute não aconteça cedo, algo que ele já estaria acostumado no caminho dentro do UFC.
Um ponto adicional vem de Alan Jouban, ex-lutador e analista. Ele afirmou que o confronto tende a ser difícil para Maddalena porque o australiano constrói boa parte do ataque no corpo a corpo e tem trabalho de combinações. Segundo Jouban, Maddalena costuma usar jab, sobre-mão e encaixa uppercuts, mas Prates não “dança” do mesmo jeito.
O analista descreve Prates como um lutador que fica a uma distância segura e, de repente, aparece com joelhadas altas, com movimentação “sorrateira” e fluida. A recomendação é que Maddalena seja pressionado a atuar de forma mais constante, possivelmente tendo de se colocar em risco para ditar o ritmo, já que Prates pode impedir a entrada do adversário na faixa intermediária.
Jouban também destacou que, pelo tipo físico, Prates não “deveria” ter tanto poder: ele comparou lutadores com nocauteadores clássicos a um perfil mais próximo de Mike Tyson, enquanto Prates teria um formato mais próximo de quem joga basquete, mas ainda assim carrega força em um quadro alto e longo. A fonte ainda reforça que seu estilo agressivo empurra o oponente a errar e que existe uma base extensa em Muay Thai e kickboxing.
Projeção para o duelo
O texto conclui que há 12 bônus por desempenho pós-luta somados entre os dois nas últimas temporadas, e que o cenário de um combate “sem graça” é considerado improvável. A aposta apresentada é que, se Prates vencer, deve ser em um nocaute precoce antes de Maddalena achar o ritmo.
A alternativa mais provável, segundo a fonte, é ver Maddalena resistir ao início e crescer no segundo tempo, usando melhor movimentação e defesa para tomar conta do confronto.
Previsão: Jack Della Maddalena vence Carlos Prates por decisão.
Co-main event (155 lbs): Beneil Dariush x Quillan Salkilld
Beneil Dariush entra em ação com cartel de 23-7-1, aos 36 anos, com linha de apostas em +360. Ele tem 5 triunfos por nocaute/tko, 8 por finalização e 10 por decisão, além de 6 derrotas por nocaute/tko, 1 por finalização e 0 por decisão. Dariush mede 5’10 e tem envergadura de 72, usando postura southpaw.
Nos números, ele conecta 3,78 golpes significativos por minuto com 49% de acerto, absorvendo apenas 2,62 por minuto e defendendo com 57%. No wrestling, registra média de 2,11 quedas (com 38% de precisão) e tem defesa de 82% para tentativas adversárias. O ranking atual é #12, e a última luta terminou em derrota por nocaute para Benoit St. Denis.
Quillan Salkilld aparece com cartel de 11-1, aos 26 anos, com linha de apostas em -470. Ele soma 4 vitórias por nocaute/tko, 4 por finalização e 3 por decisão, além de 0 derrotas por nocaute/tko, 1 por finalização e 0 por decisão. Salkilld tem 6’0 de altura (1,83m) e envergadura de 75, trabalhando como ortodoxo.
Seu desempenho indica 5,16 golpes significativos por minuto, com 57% de precisão, enquanto absorve 3,24 por minuto e tem 44% de defesa. No controle de quedas, a média é de 7,95 (com 36% de acerto) e defesa de 90%. Ele segue sem ranking definido no momento e vem de uma vitória por finalização sobre Jamie Mullarkey.
Como a fonte explica o momento de Dariush
A fonte descreve os últimos anos de Beneil Dariush como uma fase complicada. Em determinado momento da trajetória no UFC, ele esteve no Top 5 da divisão até 155 libras e estava a uma vitória de conseguir uma chance direta ao cinturão. No entanto, vieram três derrotas por nocaute em quatro lutas, incluindo um caso de protocolo de concussão, o que o empurrou para o fim da fila.
O texto aponta que, ao todo, são seis nocautes em sete derrotas. Mesmo assim, a fonte faz questão de lembrar que Dariush costuma cair apenas para os melhores e que tem o hábito de atrapalhar trajetórias de adversários, “jogando” resultados contra nomes como Tony Ferguson, Mateusz Gamrot e Renato Moicano.
Na ofensiva, ele é descrito como um grappler com um wrestling incansável. Ao mesmo tempo, a fonte afirma que Dariush pode ser lento na defesa e não teria a mesma durabilidade para sobreviver bem a trocação em um “vai e vem” de alto risco — um ponto que pode ser decisivo, principalmente porque o adversário também favorece o chão.
Em entrevista, Dariush disse que sabe que o adversário é “muito bom” e que seu trabalho é essencialmente neutralizar o que Salkilld faz. Ele afirmou acreditar que o jovem tem potencial para ser o futuro da divisão, mas que a missão dele é atrasar esse avanço. Segundo Dariush, a experiência pode pesar em especial nos momentos mais tardios, como o terceiro round.
Ele também comentou a estratégia de ser completo e competitivo em todas as posições, dizendo que, se tentar fazer apenas uma coisa, Salkilld pode explorar outra frente. Por fim, Dariush relatou que não tem um “plano” claro para depois do combate: a ideia é lidar com o momento e ver o que acontece em seguida.
O que Salkilld representa e por que a tendência é de luta movimentada
A fonte apresenta Quillan Salkilld como exatamente o tipo de atleta que a divisão precisa em 2026: um finalizador jovem e empolgante. Ele teria conquistado três bônus pós-luta em apenas quatro aparições no octógono, incluindo um nocaute por chute alto que teria sido um dos mais “sujos” (no melhor sentido) do período recente, no UFC 321, contra Nasrat Haqparast.
O texto também destaca o volume de quedas: Salkilld teria média próxima de oito por luta, anotando nove contra Gauge Young no Dana White’s Contender Series e oito contra Yanal Ashmouz no UFC 316. Porém, ao converter 17 quedas em 45 tentativas, o panorama muda e sugere que nem sempre o controle é tão eficiente quanto o número parece.
A fonte indica que ele talvez não seja tão bem-sucedido contra um grappler experiente como Dariush. Ainda assim, Salkilld pode não precisar economizar tanto energia porque o combate terá três rounds. Se ele não conseguir pontuar “spamando” quedas ou se Dariush punir as oportunidades perdidas, a tendência pode ser um confronto em pé mais direto, com trocação e trocas de golpes no final.
Ao falar sobre a luta, Salkilld afirmou que é um passo importante subir de patamar contra alguém que ele já observava há muito tempo, imaginando que o encontro aconteceria mais cedo ou mais tarde. Ele disse que o ranking ao lado do nome do adversário deixa tudo ainda mais empolgante, já que sua meta é tomar aquela posição para si. O lutador também declarou que o oponente ameaça bem em qualquer lugar: ele golpeia forte em pé e ainda trabalha bem no grappling, o que promete trocas de controle no chão.
Sobre aspirações de título, Salkilld disse que ainda há muito trabalho até lá, mas que o objetivo final é exatamente esse. Ele acredita que foi construído para chegar ao topo e que o cinturão pode vir antes do que a maioria imagina, reforçando que sempre se enxergou como campeão dos leves e que a realização disso deve acontecer dentro dos próximos anos.
Por fim, a fonte menciona que Dariush viveu grande parte da carreira contra os maiores nomes do esporte, enquanto Salkilld ainda vai ganhar esse tipo de bagagem. A expectativa é que a experiência ajude o veterano a manter o jovem sob controle e até a criar oportunidades para virar o jogo se o australiano? — novamente, o texto se refere ao Salkilld como australiano — não decifrar a forma de lutar de Dariush.
Mesmo assim, a possibilidade que fica no ar é a inversa: se Salkilld conseguir abrir caminho e acertar o que ainda “deteriora” no queixo de Dariush, que já tem 36 anos, pode haver um desfecho agressivo.
Previsão: Quillan Salkilld vence Beneil Dariush por nocaute técnico.
As previsões do restante do card do UFC Perth também entram na pauta da noite, conforme a chamada final do texto original.

