Kamaru Usman não concordou com o desfecho do combate principal do UFC 328 e, em especial, questionou a forma como a atuação de Khamzat Chimaev foi interpretada pelos juízes.
- Resultado: Khamzat Chimaev derrotado por decisão dividida (split decision) no duelo principal pelo cinturão dos médios
- Método: decisão dividida
- Rounds: luta completa (cinco rounds)
- Tempo: não informado na fonte
- Categoria: meio-pesado? (não; a fonte indica “middleweight title”, ou seja, peso-médio)
- Local: Prudential Center, Newark, Nova Jersey
- Cartel antes da luta: Chimaev (15-1 MMA, 9-1 UFC) e Sean Strickland (31-7 MMA, 18-7 UFC)
Usman aponta lance a lance o que, para ele, decidiu a luta
O confronto aconteceu no sábado passado, no Prudential Center, em Newark, na Nova Jersey, e colocou frente a frente Chimaev e Sean Strickland pelo título dos médios. Na visão de Usman, os números do placar não contaram a história do que ele considera ser a principal diferença: o ritmo imposto por “Borz” ao longo do combate.
De acordo com o ex-campeão, os três jurados registraram pontuações iguais após quatro rounds. Porém, foi o quinto assalto que separou os lados na decisão final. Mesmo reconhecendo que Strickland foi superior em volume de golpes, Usman acredita que Chimaev deveria ter recebido crédito maior por avançar continuamente e por converter quedas em sequência — algo que ele destaca como central para o controle do duelo.
“Eu não vejo como ele perde” — declaração sobre o placar
Em participação no podcast “Pound 4 Pound”, ao lado de Henry Cejudo, Usman deixou claro que, na sua leitura, Chimaev teria vencido por margem mínima. Ele afirmou que daria o triunfo ao desafiante “Borz” com um placar de 48-47 para Chimaev.
Usman ressaltou que Strickland permaneceu de pé na maior parte do tempo e criticou a estratégia do oponente, argumentando que “todo o tempo” o norte-americano recuava e priorizava tiros de jab, sem construir ofensiva completa. Para ele, enquanto um atleta avançava e ainda se mantinha ativo com combinações, o outro se limitava, em grande medida, a recuar e repetir jabs.
O ex-lutador explicou seu raciocínio citando que Chimaev, além de marchar para cima, também conseguia encaixar golpes — incluindo jabs — e alternar ataques mais pesados, como overhands. Usman também apontou que, ao longo de quase cinco rounds, “Borz” conseguiu fazer quedas em momentos relevantes e manter o ritmo de pressão, algo que, segundo ele, torna difícil justificar uma derrota.
Na fala, Usman resumiu: não entende como Chimaev não foi reconhecido como vencedor, já que, em sua leitura, o combate foi conduzido por quem pressionou mais, tentou variações na trocação e ainda conseguiu derrubadas em sequência.
Como foi o desenrolar dos cinco rounds
Dentro do octógono, Chimaev começou melhor no primeiro assalto. Ele levou Strickland ao chão, controlou a posição e fechou o round com vantagem confortável. No segundo round, porém, Strickland conseguiu reagir: após perceber o momento do adversário, ele passou a ditar o ritmo e, quando Chimaev parecia cansado, puxou guarda, trazendo o duelo para um caminho mais favorável para a virada.
Os três rounds seguintes seguiram como uma disputa equilibrada, com os dois lutadores alternando momentos de ação e controle. Ainda assim, no fim, foi Strickland quem levou a melhor na contagem final dos juízes, garantindo a decisão dividida pelo título.

