Dana White voltou a tocar no assunto envolvendo Anderson Silva e, desta vez, a declaração ganhou ainda mais peso depois que o ex-campeão reagiu publicamente às palavras do presidente do UFC. Em entrevista recente, White afirmou que “o Aranha” não teria mais conversado com ele “até hoje”, após Silva ter dito que “acabou” quando atingiu 40 anos, e a resposta de Anderson nas redes sociais deixou claro que ele não gostou da forma como os comentários foram colocados.
Na conversa, White explicou que o brasileiro não teria apreciado como foram conduzidos os últimos momentos dele dentro da organização. O presidente mencionou a saída do atleta após uma derrota para Uriah Hall, luta que marcou o terceiro revés consecutivo de Silva e o sétimo tropeço no total em apenas nove combates. A reação de Anderson veio nos comentários de uma publicação no Instagram, quando ele rebateu as críticas no próprio tom e no próprio idioma. “O careca falando (besteira). Eu já estou fora da organização há muitos anos, mas parece que nem os lutadores atuais nem o próprio careca conseguem esquecer minhas conquistas”, escreveu Silva em português.
Anderson seguiu a provocação ao insinuar que White estaria ciente do legado que ele construiu enquanto esteve no UFC, mas que, ainda assim, insistiria em distorcer a memória do que aconteceu. “No fundo, o careca sabe que comigo não teve chororô, todo mundo apanhou e eu salvava a promoção mais de uma vez. E só para deixar claro, parece que o careca não sabe contar”, completou o ex-campeão.
O ponto sobre “contar” provavelmente tem relação direta com o que White havia dito anteriormente. Segundo o presidente, Silva “perdeu de 8, 9 ou 10 em sequência” antes de ser dispensado do UFC, uma sequência que Anderson tratou como impropria e que virou alvo de sua resposta. Desde então, o debate sobre a fase final do brasileiro voltou a circular, agora com Anderson colocando em evidência o impacto que ele teve na companhia em diferentes períodos da carreira.
Anderson Silva não volta a lutar sob regras do MMA desde que se desligou do UFC em 2020. O encerramento do ciclo dele no octógono aconteceu com três derrotas seguidas: primeiro para Uriah Hall, depois para Jared Cannonier e, por fim, para Israel Adesanya. Depois disso, “The Spider” migrou para o boxe e emplacou uma sequência marcante, chegando a dominar nomes como Julio Cesar Chavez Jr., Tito Ortiz e Tyron Woodley — com uma derrota no meio do caminho para Jake Paul, que interrompeu o ritmo do brasileiro na modalidade.
Na época em que esteve no auge, Anderson Silva foi um dos campeões mais dominantes da história do UFC. Ele somou 16 vitórias consecutivas na organização e construiu defesas de título que ficaram marcadas, como as contra Dan Henderson, Chael Sonnen e Vitor Belfort. Além disso, quando decidiu subir de categoria, o brasileiro também teve números expressivos: foram três lutas no peso-pesado? não — no caso, ele fez a transição para o meio-pesado e venceu todas, fechando uma campanha de 3-0 com nocautes no primeiro round em cada uma das apresentações, incluindo um massacre inesquecível sobre o ex-campeão Forrest Griffin.

