Angela Hill esteve diante da imprensa no sábado, após a vitória sobre Jingnan Xiong no UFC Fight Night 277. No card preliminar em Galaxy Macau, a norte-americana fez valer o ritmo e o volume de golpes para superar a ex-campeã do circuito ONE, estragando a estreia de Xiong no Ultimate diante do público local.
Vitória nos preliminares e impacto no momento das duas lutadoras
Hill chegou ao duelo com cartel de 19-16 no MMA e 14-16 no UFC. Do outro lado, Jingnan Xiong entrou com 19-3 no MMA e 0-1 no UFC, carregando o peso do status de ex-titular do ONE Championship. Dentro do octógono, Hill conseguiu trabalhar melhor ao longo das ações e, com isso, garantiu o resultado que marcou a sua atuação na fase inicial do evento em Galaxy Macau.
Após a luta, Hill comentou que ficou frustrada por não ter conseguido finalizar a adversária. Ainda assim, ela indicou que não era exatamente uma surpresa ter que aguardar o veredicto dos jurados: ao longo da carreira, ela percorre os rounds completos em uma parcela muito alta de seus combates — chegando a quase 80% das lutas.
Leitura de carreira: longevidade, legado e o que vem pela frente
Com mais de 40 anos e acumulando diversas marcas relacionadas à permanência por longos períodos no UFC, Hill afirmou que não está obcecada com o que o futuro imediato pode significar. A lutadora deixou claro que enxerga a longevidade como um diferencial raro dentro do esporte, justamente pela dificuldade de manter alto nível e consistência por tantos anos.
Em declaração após o triunfo, Hill afirmou: “A longevidade é algo que muitos dos melhores atletas não conseguem ter. Se eu conseguir levar isso comigo junto do meu legado e de tudo o que construí, eu fico feliz em seguir empurrando até os ‘rodas’ caírem.”
Com isso, Hill reforça a identidade de quem sustenta desempenho e competitividade mesmo em fases avançadas da carreira — e, ao mesmo tempo, preserva o foco na construção do legado, mais do que em metas imediatas de curto prazo.

