Anthony Joshua está programado para voltar ao boxe no dia 25 de julho, quando enfrentará Kristian Prenga em uma luta de preparação com apoio financeiro ligado à Arábia Saudita. A vitória, segundo o próprio contexto do anúncio do retorno, abriria caminho para um confronto muito aguardado contra o conterrâneo Tyson Fury — e, depois disso, Joshua admite a possibilidade de olhar para o MMA como um “próximo capítulo” de carreira, num movimento que chamaria atenção por envolver um grande astro do peso-pesado do boxe buscando a jaula.
O retorno ao ringue e o “plano AJ”: Fury primeiro, MMA como experimento
Em entrevista recente, Joshua deixou claro que considera a transição para o MMA, ainda que por enquanto o foco esteja no compromisso imediato do dia 25 de julho. A lógica que ele apresenta é simples: os atletas de MMA têm vindo com frequência para o boxe, enquanto a via inversa ainda é menos comum — e ele enxerga valor em ser um dos raros nomes do boxe a tentar essa mudança.
O lutador britânico afirmou que, em meio aos bastidores, pensou no motivo de não dar o passo para o “território” do MMA, já que, no sentido oposto, o fluxo de atletas tem sido constante. Ele também ressaltou que, embora existam diferenças entre modalidades, trata-se de um esporte de alto nível, com profissionais experientes tanto no boxe quanto no MMA e no kickboxing. Para ele, a curiosidade é compreender na prática como ele se adaptaria ao ambiente da categoria de lutas mistas.
No mesmo diálogo, foi levantada a hipótese de que o MMA poderia não oferecer o mesmo volume de dinheiro do boxe. Joshua discordou e disse que, a depender de quem entra na jaula, o cenário pode ser igualmente “grande negócio”. Ele citou que, entre MMA, kickboxing e boxe, a transição poderia ser viável — e sugeriu que esse tipo de movimento seria algo que o público gostaria de ver.
Ao comentar a ideia, Joshua reconheceu que já houve tentativas de boxeadores no MMA, lembrando o caso de James Toney. Ainda assim, apesar do histórico negativo do exemplo citado — derrota logo no primeiro round para Randy Couture em 2010 — o britânico se manteve interessado, com a percepção de que seria marcante ver um astro do boxe, em idade de auge, tentando o MMA.
- Data do retorno ao boxe: 25 de julho
- Adversário na luta de preparação: Kristian Prenga
- Objetivo imediato após a vitória: duelo com Tyson Fury
- Ideia levantada por Joshua: testar o MMA como um salto raro de carreira
- Referência histórica citada: James Toney, com derrota no primeiro round para Randy Couture em 2010
Comparação de “territórios” e o debate do dinheiro no MMA
Joshua não é o único nome do peso-pesado do boxe falando em possíveis incursões no MMA. Deontay Wilder também já flertou com a possibilidade de uma luta na modalidade por algum tempo. Do outro lado, Oleksandr Usyk vem sinalizando uma possível mudança há mais de um ano e, segundo o contexto apresentado, chegou a incorporar elementos de MMA ao próprio treinamento.
Apesar disso, a discussão sobre valores permanece no centro do debate. O ponto levantado é que, em termos de remuneração, o boxe costuma pagar mais do que o MMA como um todo — mas o cenário pode mudar quando entram grandes players de eventos e distribuição, com apelo comercial capaz de transformar lutas “de impacto” em grandes negócios. No contexto citado, há uma movimentação crescente: a busca por um evento “gigante” e a disposição de uma grande plataforma de streaming em investir alto em lutas que puxem audiência.
- Deontay Wilder: já demonstrou interesse/curiosidade em luta no MMA
- Oleksandr Usyk: provoca uma possível ida ao MMA há mais de um ano
- Usyk: chegou a incluir treinos de MMA no período de preparação
- Discussão financeira: o boxe tende a pagar mais do que o MMA, mas o mercado vem se aquecendo
O que esse caminho muda no “tabuleiro” do peso-pesado: ranqueamento e cinturão ficam para depois
Mesmo com a conversa sobre uma eventual estreia no MMA, o caminho de Joshua ainda passa por etapas bem claras. Em termos de ranqueamento e disputa de cinturão, uma transição desse tipo não acontece “no automático”: a prioridade declarada é vencer Kristian Prenga e, em seguida, resolver a pendência de Tyson Fury no boxe. Só depois disso faria sentido especular qualquer evolução no MMA — e, mesmo que Joshua entrasse na modalidade, a definição de onde ele se encaixaria dependeria de resultados dentro da jaula, de adaptações técnicas e do tipo de adversário escolhido para alinhar competitividade e apelo comercial.
Dentro do cenário descrito, o próximo passo provável é o compromisso de 25 de julho. Joshua precisa superar Prenga para manter a rota do grande duelo com Tyson Fury. A partir daí, a possibilidade de ele “cruzar” para o MMA deixa de ser apenas uma ideia e passaria para a esfera de planejamento concreto — principalmente porque ele próprio coloca essa hipótese como uma forma de ser um dos primeiros grandes astros do boxe, em fase de auge, tentando o MMA no alto nível.
- Roteiro imediato: vencer Kristian Prenga (25 de julho)
- Depois: enfrentar Tyson Fury antes de qualquer “incursão” no MMA
- Ranqueamento/cinturão no MMA: só ganham relevância se houver estreia e sequência de resultados na jaula
- Impacto esperado: caso aconteça, seria um movimento raro de grande nome do boxe buscando o MMA
Por ora, porém, o recado é direto: antes de qualquer “sidequest”, Joshua precisa vencer Kristian Prenga e completar o caminho até o confronto contra Tyson Fury. Só depois, com a atenção do público já voltada para o próximo grande capítulo, a conversa sobre MMA — e sobre quem será o primeiro astro do boxe em seu auge a tentar de verdade — pode sair do campo das entrevistas e virar plano de ação.

