Colby Covington crava: cartel merece Hall da Fama do UFC, sem dúvidas

Colby Covington, um possível futuro integrante do Hall da Fama do UFC?

Se depender apenas de terceiros, talvez não. Mas, ao menos uma “endosso” Covington já tem: ele mesmo acredita que seu cartel faz jus à honraria.

Em sua primeira entrevista desde a aposentadoria no UFC, o norte-americano (17-5) afirmou no programa “The Ariel Helwani Show” que, no fim das contas, não liga muito para o Hall da Fama. Ainda assim, quando a pergunta apareceu, ele disse entender que seu histórico é forte o bastante para ser considerado.

“Não faz diferença pra mim se eu entrar no Hall da Fama. Isso significa que eu vou ganhar dinheiro, ou o que isso representa? Quem fala por mim são os fãs. A empresa sabe o valor que eu tenho e tudo o que eu vendi. Eu saí do UFC para o Madison Square Garden com uma das maiores arrecadações da história do local, fiz uma luta marcante e ainda fui um dos dois principais duelos de uma noite que teve pay-per-view sem ser disputa de cinturão — o outro foi Conor McGregor. Eu sei exatamente a estrela que eu trago pra dentro da empresa, o que eu já fiz ali e o dinheiro que eu gerei para o negócio. Por isso, sinceramente, não muda nada se eles me colocarem no Hall da Fama ou não. Eu não vou ficar perdendo o sono por isso.”

Mesmo assim, ele se vê com razão para estar entre os escolhidos.

“Com certeza, sem dúvida (meu currículo é digno do Hall da Fama). Eu fui o único lutador a levar um título mundial até a Casa Branca, para um presidente em exercício. O que eu fiz nesse esporte… eu fui o primeiro atleta a colocar a família do presidente na primeira fila em um evento principal quando enfrentei Robbie Lawler, que também é Hall da Fama. Eu venço campeão após campeão, e fiquei como atração principal em pay-per-view por seis, sete, oito anos. Passei quase uma década entre os dez primeiros do UFC. Meus números e meu currículo falam por si. Eu não tenho mais nada pra provar no UFC.”

Com 38 anos, Covington somou campanha de 12-5 na organização entre agosto de 2014 e dezembro de 2024. Nesse período, ele derrotou nomes relevantes como Robbie Lawler, Rafael dos Anjos, Tyron Woodley, Demian Maia e Jorge Masvidal. Ele chegou a ocupar brevemente o cinturão interino dos meio-médios do UFC, mas acabou sendo despojado do título após não conseguir disputar, imediatamente depois, uma luta de unificação.

Consultando os registros do UFC na categoria dos meio-médios, o melhor desempenho de Covington aparece no tempo de controle. No ranking histórico, ele aparece em terceiro lugar com 2:05:05, atrás apenas de Georges St-Pierre (2:38:49) e do rival Kamaru Usman (2:26:48), que venceu o próprio Covington em duas disputas de título, ambas sem divisão de resultados.

Por outro lado, Covington não figura no grupo dos dez primeiros em vitórias na divisão nem em número de finalizações. Ainda assim, ele divide a 10ª colocação em vitórias por decisão (7).

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.