Agora não é mais preciso fazer a pergunta sobre por que Colby Covington seguia aparecendo nas listas oficiais do UFC na categoria peso-meio-médio. O nome do lutador finalmente saiu do ranking da divisão de 170 libras.
Na atualização divulgada na terça-feira, com a entrada de Mike Malott e Yaroslav Amosov no bloco dos quinze melhores, Covington não apareceu pela primeira vez desde 2017. Na prática, a ausência marca o fim de um período em que ele permanecia entre os ranqueados, mesmo em meio a uma fase de pouca atividade e resultados recentes que colocaram sua posição em xeque.
A permanência dele entre os top 15 já vinha sendo contestada em janeiro, quando o presidente do UFC, Dana White, admitiu achar estranho vê-lo ainda listado (na ocasião, ocupando a 14ª colocação) em uma divisão extremamente disputada, especialmente diante da inatividade do atleta. Nesse contexto, o histórico recente pesava: Covington lutou apenas uma vez em 2020, 2021, 2022, 2023 e 2024. A luta mais recente foi uma derrota por nocaute técnico para Joaquin Buckley, em dezembro de 2024, e ele não emplaca uma vitória desde o triunfo sobre Jorge Masvidal, agora aposentado, em março de 2022.
Apesar das críticas vindas tanto de White quanto de parte do público, que passou a pedir a retirada de Covington do ranking, o lutador tratou o assunto com indiferença. Em janeiro, ele respondeu a jornalistas dizendo que não importava o que o chefão pensava sobre ele, reforçando que se considerava campeão mundial, “o lutador favorito de Donald Trump”, além de se colocar como o “campeão dos Estados Unidos” e o “rei de Miami”. Covington ainda afirmou que essas “títulos” não poderiam ser tirados, e que, mesmo tirando seu nome da lista, isso não mudaria o fato de que ele seguia sendo o maior apelo na divisão de peso-meio-médio. Para ele, a numeração ao lado do nome não alteraria o que consegue fazer, insistindo que segue sendo o melhor lutador e wrestler do planeta.
Antes disso, Covington também alimentava a esperança de participar de um evento na Casa Branca em 14 de junho, mas o status que ele mesmo promove como “o lutador favorito de Donald Trump” não foi suficiente para garantir uma vaga no card do UFC Freedom 250. O atleta reconheceu que ficou “chateado” com a situação e, até o momento, não há indicação de planos imediatos para ele voltar ao octógono.
Fora do MMA profissional, Covington competiu no Real American Freestyle ainda neste ano e conseguiu vencer Dillon Danis por vitória na modalidade com placar técnico. Agora, a expectativa é que ele lidere o RAF 09 em 30 de maio, em Dallas.

