Depois de chegar ao auge do UFC e conquistar o cinturão sem divisão, Deiveson Figueiredo poderia simplesmente desacelerar e encerrar a carreira no topo. Ainda assim, “Deus Da Guerra” não parece disposto a parar: mesmo já tendo alcançado o topo em outro momento, o brasileiro enxerga espaço para mais conquistas — desta vez, mirando um lugar novamente na disputa máxima da categoria peso-galo.
Figueiredo mira nova chance no cinturão após subir ao peso-galo
Desde que subiu para o peso-galo no fim de 2023, o ex-campeão incontestável do peso-mosca tem encarado os principais nomes dos 135 libras. A ideia é voltar a entrar no cenário do título, com um objetivo claro: tentar se tornar campeão em duas divisões e, assim, ampliar ainda mais o próprio legado no octógono.
O próximo passo acontece neste sábado, em Macau, na China, onde Figueiredo volta a ocupar posição de destaque no card: ele enfrenta o desafiante chinês Song Yadong em um duelo considerado decisivo para os dois lados. A vitória, segundo o contexto do combate, é tratada como fundamental para manter viva a ambição de obter uma oportunidade de disputar o cinturão em 2026.
Como foi a preparação e o que Figueiredo espera de Song
Em entrevista antes do evento em Macau, Figueiredo projetou um confronto intenso e com cara de guerra. Ele afirmou acreditar que a luta contra Song tende a ser “grande”, destacando que ambos gostam de trocar golpes e que o adversário também deve propor um ritmo que favoreça o embate direto.
O brasileiro também comentou que se enxerga como um lutador de forte poder de impacto e que, por isso, espera dificuldades no sábado. Para ele, a combinação de estilos torna o combate tanto “duro” quanto “bom”, sugerindo que o encontro deve ser competitivo do início ao fim.
Retorno a Macau e lembranças da experiência anterior
Embora o combate deste fim de semana aconteça como uma espécie de “território adversário”, Figueiredo não está em um lugar totalmente desconhecido. Ele esteve em Macau em novembro de 2024, quando tentou capturar o cinturão peso-galo incontestável diante de Petr Yan e acabou derrotado na ocasião.
Mesmo sem o resultado que queria, a recepção local ficou marcada. O brasileiro ressaltou que a torcida foi respeitosa e que as pessoas demonstraram muita educação durante o evento.
Posicionamento no card e fase recente: caminho até a disputa
Figueiredo foi o nome principal daquele evento em 2024 e, agora, volta a ser o destaque do cartaz. Aos 38 anos, ele disse valorizar muito sempre que seu rosto aparece em um pôster do UFC, tratando isso como um reconhecimento importante do trabalho. Segundo o brasileiro, o esforço para chegar até esse ponto é grande e a semana de luta tem um significado especial justamente por permitir que ele compartilhe conquistas no próprio ambiente de treino.
Este sábado será a oitava apresentação de Figueiredo como atleta do peso-galo no UFC. Com isso, ele entende que, de certa forma, está “correndo atrás” de lutadores que já competem na divisão há mais tempo. Ainda assim, o brasileiro garante que encontrou seu auge físico atuando nos 135 libras e que segue evoluindo.
Ele também afirmou que se sente muito bem na categoria, mencionou que tem percebido mais força a cada combate e contou que a preparação em Macau já vem se estendendo. Figueiredo disse que levou a família, pretende permanecer mais uma semana, e aproveitou a logística para conhecer melhor o país, a comida e a experiência local — tudo isso, segundo ele, deve contribuir para o desempenho no dia da luta.
Histórico recente, cenário do título e declaração sobre o estilo de troca
O duelo com Song Yadong surge como a oportunidade ideal para Figueiredo reagir e voltar imediatamente a ser considerado no caminho do cinturão no peso-galo. O brasileiro chega para este main event após perder três das últimas quatro lutas. Porém, ele reforça que essas derrotas ocorreram em confrontos competitivos contra nomes do topo da divisão.
- As derrotas por decisão ocorreram contra Petr Yan, então campeão no momento, e contra Umar Nurmagomedov, apontado como o número 2 do ranking.
- Já a derrota por TKO por lesão veio contra Cory Sandhagen, ranqueado como o quarto colocado.
Para Figueiredo, uma boa vitória no sábado o coloca mais perto do título. Ele também comentou que Song carrega um nome de peso no cenário e que, por isso, a luta pode representar um salto direto na direção da disputa. A leitura do brasileiro é que um triunfo pode gerar uma nova oportunidade pelo cinturão — seja com mais um compromisso antes do título, ou até mesmo levando rapidamente à chance principal.
Com esse objetivo em mente, Figueiredo promete uma atuação de alto volume. E, por conta do apelido que traduz “Deus da Guerra”, ele diz estar pronto para fazer jus à própria identidade quando colocar Song no octógono nesta noite de sábado.
“Se quiser ficar em pé, vai estar em perigo”
Na visão de Figueiredo, o combate pode ser perigoso para Song se o chinês optar por trocar golpes em pé. Ele afirmou que, se Song decidir lutar na trocação, estará em grande risco. Por outro lado, caso o adversário tente levar a luta para o chão, o brasileiro também garantiu que a tendência é terminar com finalização.
Para ele, essa lógica é simples: é uma leitura direta de estilo e de capacidade de finalizar — e a confiança fica evidente na forma como o brasileiro descreveu as possibilidades do adversário.
Objetivos finais: concluir a carreira com legado no UFC
Figueiredo deixou claro que ainda tem ambição e fogo competitivo. Independentemente de acumular mais lutas no card principal, somar vitórias ou conquistar cinturões, a motivação central segue sendo a construção do legado. Ele explicou que as conquistas são o combustível para continuar.
O brasileiro reforçou, ainda, que sempre disse querer encerrar a carreira dentro do UFC, se aposentar na organização e alcançar o Hall da Fama. Além disso, ele deseja ter o próprio nome registrado na história do esporte, tratando os feitos como aquilo que o impulsiona para frente.
Com a luta do sábado, Figueiredo diz que quer lutar pelo cinturão e que está caminhando passo a passo na direção desse objetivo. Ao mesmo tempo, ele garante que não vai desistir do plano de voltar ao topo.
