Eddie Hearn crava briga com Dana White na mira e projeta mais de 1 milhão de PPV

A disputa nos bastidores entre Eddie Hearn, presidente da Matchroom Boxing, e Dana White, comandante do UFC, segue ganhando força — mesmo com a resistência do dirigente do Ultimate em aceitar um confronto direto. A rivalidade, que começou a se intensificar após decisões comerciais dos dois lados, passou a incluir até conversas sobre a possibilidade real de um combate entre eles, algo que Hearn tratou como “o maior duelo disponível no momento”.

O que reacendeu a briga entre Hearn e White

O atrito entre as partes se aprofunda na parte mais prática do negócio. White assinou um lutador ligado ao empresário britânico, Conor Benn, enquanto Hearn respondeu fechando um acordo de gerenciamento com o campeão peso-pesado do UFC, Tom Aspinall.

Com isso, o embate deixou de ser apenas institucional e começou a caminhar para o terreno pessoal e, agora, para o imaginário de uma luta entre os próprios executivos.

Hearn topa o desafio e ironiza a recusa de White

Após o evento de combate que envolveu o duelo entre Ben Whittaker e Braian Suarez, Hearn participou de uma coletiva de imprensa em Liverpool, na Inglaterra, no sábado. Em sua fala, o dirigente afirmou que White demonstrou relutância em aceitar a proposta — e, ao mesmo tempo, declarou que aceitaria o confronto caso fosse colocado em prática.

Declarações de Hearn na coletiva

Hearn disse que, apesar de não ter utilidade para a luta, “sabe lutar um pouco”. Ele também afirmou que White seria “capaz de lutar um pouco”, ainda que, na visão do empresário, ele possa ter mais habilidade e mobilidade — e que, ainda assim, estaria disposto a encarar o desafio.

O britânico ainda sustentou que, quando White o provocou chamando-o de “covarde”, ele respondeu no mesmo tom, dizendo que, se fosse realmente um “covarde”, então que aparecesse para provar isso dentro do ringue. Na sequência, Hearn mencionou que White passou a justificar a ideia com a idade, dizendo que “tem 57 anos”.

Na resposta, Hearn rebateu afirmando que, se White disse anteriormente que não faria, e se chamou Hearn de “covarde”, então a pergunta que fica é o que ele seria diante da própria recusa — mantendo a provocação como combustível do debate.

Por fim, Hearn descreveu o cenário como “uma boa diversão”, mas deixou claro que toparia a luta de maneira genuína.

Por que Hearn acredita que a luta venderia milhões

O empresário sustenta que um duelo de “novidade” entre ele e White não apenas resolveria a rixa, como também faria os dois ganharem dezenas de milhões de dólares, desde que fosse feito do jeito certo. Hearn afirma que conhece os números e o potencial comercial do espetáculo.

Segundo ele, o único fator que impediria a realização do combate seria o próprio Dana White.

Argumentos de Hearn sobre bilheteria e audiência

  • Hearn afirmou que a luta poderia esgotar o O2.
  • Ele também citou a possibilidade de superar um milhão de compras no mundo todo.
  • O empresário ressaltou que o tamanho do nome de White ajudaria o interesse do público, inclusive nos Estados Unidos.
  • Hearn disse que existiriam audiências tanto no mercado americano quanto no britânico, e que isso ampliaria a capacidade de vender o card.

Resposta de White após evento no Canadá

Dana White também falou com a imprensa no sábado, depois de um evento do UFC em Winnipeg, em Manitoba, no Canadá. O dirigente manteve a postura de que a ideia é absurda, deixando claro que considera exagerada a insistência de Hearn em lutar — ainda mais quando o assunto é o sucesso desse combate imaginário.

White ironizou que Hearn “fala muita besteira” e disse que já está acostumado com esse tipo de declaração. Ele ainda mencionou que Eddie já chegou a afirmar que ele e Hearn seriam “o maior combate do boxe”, apontando que o problema do boxe é exatamente esse tipo de exagero vindo de um promotor que teria condições de fazer algo grandioso com lutadores de verdade.

Na sequência, White partiu para críticas diretas: declarou que Hearn “é um cara sem relevância”, que ele próprio é mais velho, e concluiu dizendo que nenhum dos dois deveria estar no card diante de lutadores reais.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.