Gilbert Burns mira competições no jiu-jitsu e plano de abrir academia

Gilbert Durinho Burns encerrou a carreira no MMA após perder para Mike Malott no evento principal do UFC Winnipeg, mas não pretende se afastar das competições no mundo das lutas. O antigo desafiante ao cinturão dos meio-médios do UFC afirmou que, embora não vá voltar a usar luvas de MMA, seguirá ativo no esporte — com foco em objetivos no jiu-jitsu, planos profissionais fora do octógono e uma transição que mira ajudar atletas a chegarem ao alto nível.

Fim da era no UFC: legado, cartel e impactos no ranqueamento

Burns fechou sua trajetória com 25 lutas profissionais e um retrospecto final de 22 vitórias e 10 derrotas. Dentro do UFC, foram 15 triunfos e 10 reveses, com vitórias importantes sobre nomes como Jorge Masvidal, Demian Maia, Tyron Woodley e Stephen Thompson. Apesar do revés que marcou o encerramento da carreira — no main event do UFC Winnipeg contra Mike Malott — o brasileiro deixa para trás um histórico que o colocou repetidamente no radar dos principais desafios da divisão.

  • Carreira no MMA: 22-10 (22 vitórias e 10 derrotas), ao todo 25 compromissos.
  • Passagem pelo UFC: 15-10.
  • Vitórias de destaque: Jorge Masvidal, Demian Maia, Tyron Woodley e Stephen Thompson.

No contexto do ranqueamento, a saída de Burns não altera apenas a “fila” por oportunidades imediatas: ela reforça a importância do legado que ele construiu como grappler de elite. O estilo que o tornou competitivo em alto nível — especialmente com base no seu jiu-jitsu — também ajuda a projetar o impacto do atleta no desenvolvimento de novas gerações, já que ele declarou intenção direta de atuar como mentor e estruturador de carreira.

Transição para gestão e novo ciclo: cinturão ou futuro no combate?

Em declaração divulgada em seu canal no YouTube, Burns afirmou que “fechou esse capítulo” e que agora inicia uma fase nova, na qual pretende dedicar energia a diferentes frentes. O plano inclui, segundo ele, a intenção de se tornar gestor — com um projeto que estava guardado e que agora começará a ser colocado em prática.

Durinho explicou que quer ajudar atletas a chegarem ao UFC “do jeito certo”, criticando modelos de trabalho que apenas colocam o lutador na organização e não constroem, de forma consistente, uma trajetória profissional. Para isso, ele citou como metas envolver áreas como redes sociais, relações e posicionamento de marca.

  • Plano profissional: atuar como manager.
  • Objetivo: auxiliar atletas a chegarem ao UFC com estrutura e planejamento.
  • Foco citado: redes sociais, networking e construção de identidade de marca.

Quanto a “disputas de cinturão”, o caminho imediato muda: Burns não pretende retornar ao MMA. Ainda assim, a leitura para a disputa de topo na divisão é indireta. Ao se posicionar como gestor e mentor, ele tende a influenciar a qualidade do pipeline de atletas — e, portanto, o nível de concorrência que chega às maiores oportunidades. Dentro do octógono, o espaço que ele ocupa no imaginário do público e do cenário do grappling fica — mas a próxima “briga” dele acontece em outro ambiente: o do jiu-jitsu competitivo.

Próxima fase: ginásio na Flórida e metas no jiu-jitsu (com datas e desafios)

Burns disse que deve abrir em breve sua própria academia em Boca Raton, na Flórida, e continuar treinando. A tendência, porém, é que ele evite sparring (lutas de treino) como parte de sua rotina. No aspecto esportivo, ele mirou retornar às competições para perseguir medalhas no jiu-jitsu — com uma primeira etapa já marcada.

A meta principal envolve o World Master IBJJF Jiu-Jitsu Championship, com realização prevista para a primeira semana de setembro, em Las Vegas. Ele também indicou que a participação no torneio é tratada como prioridade total: quer se tornar campeão mundial na categoria Master.

Antes disso, Burns já tem um desafio agendado para o dia 11 de julho, no Rio de Janeiro, quando enfrentará Piter Frank, no evento Connect Heroes. Ele deixou claro que pretende competir neste ano no jiu-jitsu e ressaltou que a preparação precisa ser intensa para buscar o título mundial na divisão Master.

  • Evento no Brasil: 11 de julho, no Rio de Janeiro — luta contra Piter Frank no Connect Heroes.
  • Principal objetivo do ano: World Master IBJJF Jiu-Jitsu Championship — primeira semana de setembro, em Las Vegas.
  • Meta declarada: conquistar o título mundial no Master.
  • Treino para competição: ele indicou que terá de treinar “como louco” para encarar o nível do torneio.

USADA, IBJJF e “brincadeira” sobre futuro: controle antidoping e planejamento

Com a saída do programa antidoping do UFC, Burns fez uma observação bem-humorada sobre a possibilidade de “apimentar” seu corpo no futuro. Ele brincou com a ideia de adicionar algum “veneno” — mas em seguida pediu que primeiro fossem feitos testes, sugerindo que a questão permaneceria sob controle e avaliação.

Ele também sinalizou que pretende competir tanto com quimono (gi) quanto sem quimono (no-gi). Ao mesmo tempo, apontou que ainda está observando o calendário para definir a próxima competição, mas deixou a impressão de que vai manter uma rotina ativa no jiu-jitsu.

Apesar da brincadeira, há um ponto relevante de organização: Burns deve esperar após o World Master para “incrementar” qualquer plano imaginado, já que a agência antidoping dos Estados Unidos vem realizando controles em eventos da IBJJF desde 2013. Ou seja, o brasileiro tende a alinhar sua agenda com o calendário e com o ambiente regulatório que envolve o circuito que ele pretende dominar na categoria Master.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.