Paulo Costa voltou a provocar Khamzat Chimaev após uma vitória recente no UFC 327, em Miami, e deixou claro que quer o confronto no peso até 205 libras. O recado, porém, esbarra em um detalhe: o russo ainda precisa cumprir o próximo compromisso pelo cinturão dos médios, o que deixa o duelo contra “The Eraser” para uma etapa posterior — e pode, inclusive, obrigar o brasileiro a esperar o momento certo na agenda do líder da categoria.
Ranking dos médios e o cinturão: por que a chamada de Costa não acontece agora
Depois do triunfo considerado “bonito” por Costa no UFC 327, o brasileiro passou a pedir diretamente o nome de Chimaev como adversário. Contudo, as solicitações não tiveram o mesmo efeito prático: pelo menos até aqui, não houve sinal de que a organização vá encaixar o confronto imediatamente. A explicação implícita no discurso de Costa é que Chimaev tem um caminho definido — e esse caminho passa pela defesa de título.
Antes de qualquer conversa sobre 205, Chimaev (cartel de 15-0) precisa defender o cinturão dos médios no UFC 328. A disputa está marcada para 9 de maio, em Newark. Ou seja: a busca de Costa por uma luta “já” depende de como Chimaev atravessar esse compromisso pelo cinturão e de como ficará o cenário logo em seguida.
205 libras e o próximo passo: Costa mira o topo, mas precisa de uma vitória convincente
Paulo Costa (16-4) recentemente subiu para o peso-limite do meio-pesado e já passou a ser tratado como um possível candidato ao título. A leitura do momento é direta: ele está ranqueado atualmente como número 7 na divisão de 205 libras, o que sugere que “The Eraser” precisa de um resultado mais impactante para acelerar o caminho rumo ao cinturão.
- Chimaev: campeão dos médios, com defesa agendada no UFC 328 em 9 de maio, em Newark.
- Costa: recém-chegado ao meio-pesado, ocupa a posição de número 7 no ranking de 205 libras.
No centro do recado, Costa também tenta desenhar o cenário de força no peso novo. Ele afirma que não precisaria “queimar” massa nem fazer sacrifícios para chegar ao limite de 185, reforçando que, no seu entendimento, o ganho de “força” seria determinante em 205. Em outras palavras, o brasileiro quer que a diferença de categoria seja o argumento final para justificar a luta.
O que Costa disse e como isso pode influenciar o “próximo combate” de Chimaev
Além do contexto de cronograma pelo cinturão, Costa foi específico no tom e no objetivo: ele quer Chimaev “no 205” e se coloca como adversário pronto para encarar o desafio imediatamente após o compromisso pelo título dos médios.
Em declaração, Costa disse que gostaria de ver Chimaev chegando ao peso de 205 e que ficaria “com os braços abertos”, aguardando o confronto. Para ele, a luta seria “ainda pior” para o rival no meio-pesado, argumentando que, nessa faixa, ele se torna um adversário mais perigoso. O brasileiro também reforçou que não precisaria abrir mão de massa para operar em 185 e, no seu discurso, destacou que, em 205, teria um poder “completo” — colocando a ideia de que isso teria impacto direto no resultado.
Com Chimaev tendo pela frente a defesa do cinturão no UFC 328, a pergunta que fica é: quem será o próximo passo para “The Eraser” depois que o campeão resolver sua pendência? Enquanto o cenário não muda, Costa segue como um nome em ascensão em 205, e o duelo com Chimaev parece depender do desfecho do compromisso de 9 de maio — e de como a divisão se reorganiza logo após a defesa do título.

