Jack Della Maddalena chegou ao confronto com Islam Makhachev sem conhecer derrotas no UFC, mas o resultado contra o atual campeão não foi algo fácil de deixar para trás. No sábado, o australiano tenta reagir diante de Carlos Prates, no card principal do UFC Perth, buscando apagar a atuação aquém do esperado na luta mais recente. Para “JDM”, este será o primeiro compromisso desde a perda do cinturão dos meio-médios no UFC 322, em novembro passado, e, apesar de admitir que o revés contra Makhachev ainda teve impacto, ele afirma estar concentrado no que precisa fazer agora.
Durante o media day do UFC Perth, realizado na quarta-feira, Della Maddalena tratou o tema derrota como parte inevitável do caminho no esporte. Segundo ele, vitórias e derrotas definem o MMA, e mesmo que o resultado tenha “assombrado” por alguns dias, havia a expectativa de enfrentar grandes desafios pela frente. Ele também comentou que Prates era um nome que, em algum momento, certamente acabaria no radar, e ressaltou que seria mais interessante encarar o adversário como campeão — porém, as circunstâncias não seguiram esse roteiro.
No duelo contra Makhachev, o campeão conseguiu impor um ritmo dominante e venceu por decisão em placar amplo, levando a luta para o chão e controlando a maior parte do tempo com o wrestling por cinco rounds. Com isso, Della Maddalena não conseguiu abrir espaço para mostrar o estilo de trocação que o levou ao posto de campeão. A derrota também marcou a primeira vez que o australiano saiu derrotado no UFC, onde havia iniciado sua trajetória com campanha de 8-0.
Após aquele resultado, Della Maddalena encontrou formas de lidar com o golpe longe do octógono. Ainda no media day, ele relembrou a experiência em Nova York como uma espécie de terapia particular: aproveitou a cidade, “comendo pizza” e absorvendo a rotina local até voltar para casa. O lutador reconheceu que, quando chegou ao destino final, a sensação de tristeza apareceu, mas reforçou que isso faz parte do esporte e que a sensação de vencer é justamente o que torna o jogo tão especial.
Nos cinco meses desde a luta com Makhachev, Della Maddalena e sua equipe tiveram tempo para analisar minuciosamente o que não funcionou. A avaliação, de acordo com o próprio atleta, aponta que ajustes técnicos precisam ser feitos, além de entender por que certas ações não conseguiram ser executadas como planejado. Ele também citou que o confronto com Prates tende a ser um cenário diferente em termos de estilo, o que obriga a preparação a seguir outro caminho. Mais do que mexer em detalhes, o australiano acredita que o foco será em pontos práticos para melhorar a performance: destacou que a movimentação dos pés deve ter papel ainda maior, e disse que espera manter mais tranquilidade durante a luta. Na leitura dele, a emoção pode ter atrapalhado a entrada no combate, e esse é um aspecto que será trabalhado para voltar melhor.
Uma vitória sobre Carlos Prates manteria Della Maddalena vivo na briga pelo cinturão dos meio-médios, que continua extremamente disputada. Além dele e do próprio Prates, nomes como Ian Machado Garry surgem como um candidato em evidência para encarar Islam Makhachev na sequência. No entanto, Michael Morales, ainda invicto, e o ex-campeão Kamaru Usman também aparecem como opções que podem entrar na fila, reforçando a sensação de que a divisão está em constante ebulição.
Diante desse cenário, Della Maddalena não projeta uma chance imediata pelo título independentemente do resultado de sábado. Ele afirmou que provavelmente não será o caso, citando a existência de muitos outros concorrentes e a necessidade de mais lutas acontecerem antes de uma nova disputa. Ainda assim, ele acredita que um triunfo sobre Prates o colocaria novamente no topo da imagem da divisão e que, como recebeu a oportunidade inicial por estar ativo e pronto para entrar quando surgisse uma brecha, a ideia é permanecer na mesma posição caso algo mude. Por fim, ele indicou que espera mais duas lutas antes de buscar novamente o cinturão.

