Jasudavicius nega uso de pouch de nicotina e responde polêmica no UFC Winnipeg

A canadense Jasmine Jasudavicius voltou a vencer no UFC e, embora tenha superado Karine Silva com uma decisão unânime no último sábado (Fight Night 273), o enredo do combate acabou ofuscado por uma controvérsia durante os intervalos. O assunto ganhou força após um registro de canto sugerir que a lutadora estaria com um objeto na boca entre os rounds, levantando questionamentos sobre regras e possíveis repercussões.

Decisão unânime em Winnipeg e o impacto no debate sobre regras

No UFC Fight Night 273, realizado no Canada Life Centre, em Winnipeg, Jasudavicius levou a melhor sobre Karine Silva por decisão unânime. O triunfo teve peso esportivo, mas a conversa principal fora do octógono girou em torno do que o público observou no intervalo do confronto.

Imagens de bastidores, compartilhadas nas redes sociais a partir do corner, mostraram Jasudavicius (cartel no MMA: 15-4; no UFC: 9-3) mastigando e, em seguida, deslocando um item branco entre o lábio inferior e as gengivas antes de recolocar sua proteção bucal. A partir disso, parte dos fãs especulou que a canadense poderia estar usando um “nicotine pouch” (saquinho de nicotina) durante a luta — algo que, segundo o entendimento das regras unificadas do MMA, configuraria violação e poderia colocar o resultado em risco de revisão.

Jasudavicius tratou o caso na terça-feira, ao comentar o episódio durante uma participação no “The Ariel Helwani Show”.

O que Jasudavicius alegou: goma de mascar e “esquecimento” antes de entrar

Em sua explicação, a lutadora minimizou a polêmica e afirmou que o objeto era goma de mascar. Segundo Jasudavicius, ela teria treinado com esse tipo de produto, inclusive aquecendo com a goma, e que, em algum momento, teria esquecido de cuspir antes de sair para a luta.

“É tão engraçado que todo mundo está dizendo que eu tinha um saquinho de nicotina na boca. Não, eu treino com goma, e eu estava aquecendo com goma. Às vezes eu já lutei com goma na boca antes, mas eu esqueci de cuspir antes de sair para o combate, e ficou ainda na minha boca. Melhor do que palito. … Eu nem pensei nisso; foi com a minha proteção bucal, e eu ainda masco do jeito normal, e aí eu só coloquei entre o meu lábio e, durante os rounds, eu fiz umas duas mastigadas”, declarou.

Mesmo com a justificativa, permanece a questão regulatória. A goma também é considerada proibida na boca do atleta, assim como qualquer objeto estranho. Com isso, ainda não está claro se haverá qualquer desdobramento oficial ligado à admissão da canadense.

Contexto da campanha de Jasudavicius e o que esse resultado sugere para próximos passos

A vitória funciona como reação importante para Jasmine Jasudavicius. Ela vinha de uma eliminação na categoria peso-mosca feminino, em um confronto que valia vaga direta na disputa de título, contra Manon Fiorot, ocorrido no mês de outubro passado. Antes desse revés, a canadense carregava uma sequência invicta de cinco vitórias consecutivas.

  • Último resultado: vitória por decisão unânime sobre Karine Silva no UFC Fight Night 273.

  • Antes disso: derrota em luta eliminatória ao cinturão para Manon Fiorot (outubro).

  • Sequência anterior: cinco triunfos seguidos antes do revés para Fiorot.

Com o triunfo, Jasudavicius reafirma força dentro do peso-mosca feminino, mas o caso envolvendo o que estava em sua boca durante os rounds adiciona uma camada de incerteza ao pós-luta. Esportivamente, o próximo passo natural para uma atleta que reage após um eliminador costuma ser voltar a figurar entre as principais candidatas — ainda que, no curto prazo, o desfecho do debate regulatório possa influenciar o ritmo dos próximos compromissos.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.