John Dodson desabafa e reclama do BKFC: “Quando vou voltar ao octógono?

John Dodson segue como campeão peso-mosca do BKFC. No papel, a situação parece ideal — mas o “Magician”, frustrado, não compete no boxe de luvas abertas há mais de dois anos e não consegue entender por que a organização não marca sua volta ao ringue. O lutador também levanta a hipótese de que o BKFC tenha priorizado a chegada de outros nomes do UFC, como Darren Till, ex-desafiante ao cinturão dos meio-médios.

  • Status: John Dodson é o campeão peso-mosca do BKFC.
  • Última luta no BKFC: empate com decisão não unânime (resultado: draw) contra Dagoberto Aguero no BKFC 59, em março de 2024.
  • Cartel (informado na fonte): Dodson aparece com 4-0-1.
  • Tempo sem competir no BKFC: mais de dois anos.
  • Contratação/condição: Dodson assinou um novo vínculo que impede lutas fora da promoção.
  • Lutador citado no contexto: Mike Perry, que tem dois compromissos restantes no acordo com o BKFC.

Dodson reclama de contrato e falta de data para retorno

O campeão afirmou que o próprio BKFC teria assinado um novo contrato com uma cláusula que o impede de lutar por outras organizações. Na prática, ele diz estar esperando a promoção definir seu próximo adversário, enquanto acompanha diretamente a movimentação do evento — o que, segundo ele, tem gerado irritação.

Dodson relatou que precisou assistir ao acontecimento do campeonato interino inaugural da categoria peso-mosca. Para ele, o cenário foi ainda mais frustrante porque ele teria solicitado enfrentar os dois principais nomes envolvidos, mas teria sido informado de que nenhum deles estaria pronto para encarar o “Magician”. Ele também mencionou que, após a definição do vencedor, imaginava que receberia a oportunidade de lutar contra quem conquistou o cinturão interino, mas isso não teria acontecido.

De acordo com o campeão, Andrew Strode teria deixado o título (vacância) e Gee Perez teria seguido lutando com frequência, o que o levou a questionar quando finalmente conseguiria sua chance. O lutador resumiu o sentimento ao explicar que não entende o intervalo até a próxima luta, mesmo sendo o campeão e mesmo com o cinturão em jogo.

Último compromisso: empate no BKFC 59 e espera pelo próximo adversário

Na última vez em que entrou no ringue do BKFC, Dodson disputou um combate que terminou empatado por decisão não unânime contra Dagoberto Aguero, no BKFC 59, em março de 2024. Depois disso, o ex-desafiante ao cinturão peso-mosca do UFC seguiu com compromissos fora do BKFC, dividindo dois combates sob a bandeira do RIZIN ao longo de 2024 e 2025.

Agora, Dodson aguarda com paciência seu próximo compromisso no BKFC. Ele também explicou que fechou um novo acordo após sua última luta no RIZIN, mas que a condição contratual limita a possibilidade de competir fora da organização — ao mesmo tempo em que ele diz não ter problema com isso, desde que a promoção mantenha o ritmo de lutas do campeão.

“Parece que posso ser tratado como refém”, diz o campeão

O lutador seguiu no tom crítico e afirmou que, na prática, a promoção teria liberdade para conduzir a situação com ele e praticamente “segurá-lo” sem definir luta. Dodson disse precisar resolver o impasse, destacando que a frustração é grande porque ele não quer se tornar alguém conhecido por fazer críticas públicas constantes a uma organização.

Segundo o campeão, quanto mais ele fala mal de uma entidade, maior tende a ser a chance de a própria luta ser adiada. Ele também argumentou que, na visão dele, a promoção não estaria fazendo um favor ao mantê-lo parado, já que ele estaria literalmente mantendo o cinturão. Dodson ainda reforçou que, na perspectiva dele, estaria ajudando a promoção a se valorizar: divulgando o BKFC, aparecendo em eventos públicos e apresentando como os pesos-mosca devem se comportar frente ao restante do cenário.

Dentro dessa linha de raciocínio, o lutador questionou por que a organização não consegue cuidar do próprio campeão, já que ele representa o título e, por consequência, ajuda a sustentar a categoria e a marca do evento.

Mike Perry também fala sobre a própria trajetória e o cronograma do BKFC

O desabafo de Dodson ecoa um tipo de questionamento que já apareceu em outras situações recentes envolvendo nomes do MMA que trocaram de cenário. Um exemplo é Mike Perry, que fez uma mudança de rota ao se aproximar do ecossistema do Netflix MMA.

Perry, aos 34 anos, comentou que no ano anterior estaria programado para lutar ao longo de uma sequência extensa de meses — de janeiro até setembro —, mas que o calendário acabou culminando em um combate apenas em outubro. Ele também disse que a expectativa para o ano seguinte seria lutar todos os meses em 2025, mas que, em cada oportunidade, a informação teria sido sempre a mesma: “no próximo mês”.

Além disso, Perry deixou claro que ainda tem dois combates restantes dentro do contrato que mantém com o BKFC. Com isso, a discussão sobre datas, frequência de lutas e prioridades da promoção segue em destaque, tanto para o campeão quanto para outros nomes do plantel.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.