Jon Jones voltou a cutucar Daniel Cormier e relembrou o favoritismo do retrospecto direto entre os dois, reforçando que a relação não passaria de um “desentendimento” antigo — apesar de o duelo entre eles ser lembrado como uma das maiores rivalidades da história do UFC.
Jones e Cormier são, historicamente, dois dos nomes mais marcantes quando o assunto é rivalidade no octógono. Mesmo com a recente reconciliação entre Sean Strickland e Khamzat Chimaev após a luta pelo cinturão no UFC 328, a dupla formada por “Bones” e “DC” segue trocando farpas quase uma década depois dos principais capítulos do confronto.
Durante as gravações do programa “Alf Reality”, da ALF Global, Jones fez questão de afirmar que não existe rivalidade com Cormier. A justificativa veio depois de duas vitórias de Jones sobre o rival nas disputas de título dos pesos-leves pesados: no entanto, o reencontro entre os dois teve o resultado posteriormente revertido para “sem resultado” (no contest), após a constatação de uma substância ligada ao uso de turinabol — especificamente um metabólito.
Em fala publicada no canal do YouTube da ALF Global, Jones declarou: “Todo mundo sente como se existisse uma rivalidade grande entre nós. Rivalidades normalmente surgem quando uma pessoa está com uma vitória e a outra também está com uma vitória. No meu caso, eu tenho duas vitórias. Então não existe rivalidade. E não é só isso: ele nem chega a ser meu adversário mais duro”.
Na mesma conversa, Jones ainda posicionou Cormier como seu terceiro oponente mais difícil, citando antes Alexander Gustafsson e Dominick Reyes. Do outro lado, Cormier tratou a segunda vitória de Jones sobre ele com um “asterisco”, insinuando que houve conduta inadequada ao fazer ruídos relacionados a injeções durante o período do combate.
Quando foi questionado diretamente se “odeia” Jon Jones, Cormier respondeu sem hesitar: “Sim. É muito fácil. É, tipo, muito fácil. É uma resposta de uma única palavra. Não precisa ficar explicando, explicando, explicando: sim”.

