Sean Strickland afirmou que não recebeu autorização para participar do UFC Freedom 250, evento marcado para 14 de junho na Casa Branca. Com isso, o campeão dos médios usou as redes sociais para criticar a atual gestão presidencial dos Estados Unidos.
O que o campeão alegou sobre o evento
- Strickland disse que foi “banido” do UFC Freedom 250.
- O lutador afirmou que a Casa Branca não o liberou para o ato.
- Ele mencionou que não teria permissão por não ser “israelense o bastante”.
- Strickland disse que, apesar disso, ainda teria um ingresso.
O tema reacendeu após Strickland ter se mostrado contrário ao evento no endereço oficial, afirmando anteriormente que não queria “ficar por aí” com pessoas associadas à lista citada por ele. Na quarta-feira, o campeão do UFC, conhecido por falar sem filtros, respondeu a uma publicação no Instagram da organização que promovia a luta entre Ciryl Gane e Alex Pereira.
Em uma das respostas, Strickland ironizou a presença de “BB” na plateia e descreveu o clima do encontro com uma expressão ofensiva, sugerindo que o evento seria um “espetáculo” sem substância. Em outra mensagem, ele disse que, “para ser justo”, foi mesmo impedido de ir.
Na sequência, o campeão completou que a petulância do processo teria relação com quem ele considera “líderes” — citando Israel. Com o post ganhando repercussão, ele decidiu continuar o desabafo publicando um vídeo para explicar o caso.
Vídeo: Strickland cita Trump, Netanyahu e Israel
No conteúdo divulgado no X (antigo Twitter), Strickland começou dizendo que recebeu um telefonema. Ele relatou que pessoas ligadas ao UFC teriam informado que ele não teria sido aprovado por não se encaixar no critério exigido para o evento.
Segundo a versão do campeão, a justificativa teria sido que ele não seria “israelense o suficiente” para comparecer ao UFC 250 em sua “edição israelense”, e que a Casa Branca não teria liberado sua presença. Ele afirmou que não ficou surpreso com a recusa e disse que pretende, dali em diante, “pedir desculpas” a Israel.
Strickland também afirmou que quer se desculpar com Donald Trump. No vídeo, ele criticou declarações atribuídas ao presidente e mencionou que, quando Trump teria falado sobre não entrar em certos assuntos por risco de responsabilização de pessoas associadas, isso poderia “manchar” nomes — e, na fala dele, o objetivo seria evitar esse tipo de consequência.
O campeão ainda mencionou o que descreveu como ataques a partir do lado americano contra o Irã, apontando um impacto financeiro para os EUA. Ele disse que, apesar de ter sido crítico dessa postura, agora estaria recuando na posição para “se desculpar”.
Na continuidade, Strickland declarou que sua “lealdade” teria ido para o lugar errado e insistiu em “se arrepender”. Em outra parte do vídeo, ele citou uma fala atribuída a Trump sobre a queda da aprovação presidencial e contrapôs isso ao que Trump teria dito sobre o nível de aceitação em Israel, afirmando que também quer se desculpar por essa comparação.
Reação de Marjorie Taylor Greene
As declarações de Strickland chamaram atenção de Marjorie Taylor Greene, ex-deputada republicana da Geórgia. Ela afirmou que passou de uma postura de apoio firme a Trump para uma posição diferente, citando a condução ligada aos chamados arquivos de Epstein.
Greene escreveu no X que “abençoa” Strickland e o chamou de “um grande americano”. Ela disse que o campeão estaria sendo perseguido pela administração de Trump por causa da liberdade de expressão, e afirmou que a organização teria o banido, mas teria convidado “Bibi”, em referência a Benjamin Netanyahu.
A ex-parlamentar também criticou, na mensagem, a escolha política que ela atribuiu ao governo, dizendo que isso poderia acabar como “queda” para a continuidade do apoio entre jovens. Greene ainda afirmou esperar que, diante desse contexto, a proteção a um grupo que ela chama de “elites” ligadas ao caso Epstein “valha a pena”.
Possível protesto: ingresso em mãos
Mesmo dizendo que não seria bem-vindo na área externa do evento na Casa Branca, Strickland declarou que pode aparecer mesmo assim. Ele afirmou que, embora “não seja americano o bastante” para o Freedom 250, teria conseguido ficar com o ingresso.
O campeão disse que a ideia seria ir ao local com a correia (o cinturão) e permanecer do lado de fora do portão, usando a presença como forma de protesto. Na fala final, ele afirmou que quer que o público entenda “o que ele realmente pensa” sobre Trump e Israel.

