Juan Diaz diz estar aberto a enfrentar qualquer adversário, em qualquer lugar, mas deixa claro que também tem preferências quando o assunto é a próxima luta. Recém-saído de um começo de carreira no UFC com vitória, o lutador mantém o foco em construir uma rota de confrontos que façam sentido esportivamente — e, principalmente, que lhe deem a chance de medir forças com nomes que combinam com o seu estilo.
Preferências para a próxima luta no UFC
Com cartel de 16-1-1 no MMA e campanha de 1-0 no UFC, Diaz relatou que gostaria de voltar ao octógono para, de certa forma, “dar sequência” ao que vem planejando desde o início da trajetória na principal liga. Entre os alvos, ele citou dois veteranos e também deixou aberta a possibilidade de encarar outro nome que chegou à organização na mesma época.
- Davey Grant: Diaz expressou vontade de enfrentar o lutador do UFC, apontando que enxerga potencial em um bom duelo considerando as características de ambos.
- Louis Jourdain: o brasileiro de coração e trajetória internacional também mencionou o nome do adversário, lembrando que ele se juntou à categoria do UFC por volta do mesmo período em que Diaz estreou.
- Vingança/retomada frente a Adrian Luna Martinetti: o desejo de Diaz tem um componente emocional e esportivo, já que ele quer reparar o caminho do próprio companheiro de equipe.
O nome de Davey Grant entra como prioridade
Em entrevista à mídia em espanhol, Diaz foi direto ao explicar por que Grant chama atenção. Para ele, o principal motivo está no resultado que o veterano teve sobre um integrante do seu ambiente de treino, o que criou uma ligação imediata com a possibilidade de confronto.
Diaz destacou que, por ter vencido o seu companheiro Adrian Luna Martinetti há cerca de duas semanas, Davey Grant ganhou destaque entre os nomes que lhe interessam. Além disso, o lutador também mencionou que o outro nome em sua lista tem contexto semelhante: Louis Jourdain, citado como o irmão de Charles Jourdain, já havia lutado em um evento de preparação para o UFC pouco antes de Diaz estrear na organização.
“Há muita competição e, quando você pergunta por isso, um nome vem à cabeça: o cara que bateu meu companheiro Adrian Luna duas semanas atrás — Davey Grant. Só pelo fato de ele ter vencido meu teammate. Ele, ou outro nome que eu gosto, é alguém que competiu no Contender uma semana antes de eu lutar; era o irmão do Charles Jourdain (Louis Jourdain). Ele é bom. Esses dois me interessam. Vamos ver se acontece; se não, tudo bem, vai ser o que a companhia decidir. Você sabe: ‘Pegajoso’ enfrenta qualquer um”, afirmou Diaz.
Estreia no octógono: vitória dominante e bônus
Juan Diaz fez sua estreia no UFC no card principal do UFC Fight Night 276. Apesar de não entrar como favorito, ele teve uma performance acima do esperado e superou um adversário apontado como promessa em ascensão.
O confronto foi contra Malcolm Wellmaker (10-2 no MMA, 2-2 no UFC). Mesmo entrando como grande azarão na luta, Diaz tomou conta do ritmo, controlou a ação e conseguiu finalizar Wellmaker. A vitória veio por finalização, colocando Diaz como protagonista na noite.
Além do triunfo, o lutador ainda garantiu um prêmio extra: ele recebeu um bônus de 100 mil dólares por Performance of the Night.
Como ele explica a própria atuação
Diaz também comentou sobre a forma como chegou para o combate e como se sentiu durante a semana do evento. Segundo ele, a sensação de confiança foi constante, mesmo com o peso de ser visto como azarão em praticamente todas as disputas da carreira — inclusive fora do UFC, antes de chegar à organização.
Ele afirmou que, em quase todas as lutas, atua como o menos cotado, o que faz a vitória virar uma surpresa para o público. Diaz sustentou que ninguém depositava confiança nele, mas que ele conseguiu provar que podia vencer. Por fim, ressaltou que a preparação foi positiva, que o camp transcorreu bem, que a semana de luta foi agradável e que, na hora de entrar no octógono, não sentiu nervosismo.
“Em quase todas as minhas lutas eu sou o azarão — até nas outras promoções (antes do UFC). Então, quando eu ganho, eu surpreendo as pessoas, e eu vou surpreendendo, surpreendendo. Ninguém tinha confiança em mim, e eu mostrei que eu conseguia fazer isso. Aquela semana inteira eu me senti muito confiante. Eu estava bem treinado, e tudo deu certo. O treino foi bom, a semana de luta foi boa, eu aproveitei bastante. O peso foi fácil. Eu estava empolgado andando para lutar. Eu não tive nervos. Era só mais uma luta para mim, e eu acho que você viu isso no resultado”, concluiu Diaz.

