Apesar de King Green mais uma vez ter ficado fora da lista de bônus de performance no UFC 328, o lutador leve não saiu de Newark, no estado de Nova Jersey, com as mãos vazias. Na luta de abertura do card principal do evento do fim de semana passado, ele emplacou uma sequência importante e agora soma uma marca de três vitórias consecutivas.
Antecedentes
Green chegou ao UFC 328 em alta, mas sem o mesmo retorno financeiro que alguns companheiros ganharam com bônus de destaque. Ainda assim, o peso da noite não foi apenas esportivo: o atleta vinha de um episódio recente em que deixou a sensação de ter sido “passado para trás” em fevereiro, quando enfrentou Daniel Zellhuber e destravou uma vitória que, na visão dele, poderia ter rendido um prêmio maior. Dessa vez, porém, a história seguiu outro caminho.
Mesmo sem o bônus de 100 mil dólares por performance, Green garantiu um pacote relevante. A vitória teve direito a bônus de finalização no valor de US$ 25 mil, além de uma fatia do acordo financeiro do adversário. Isso porque Jeremy Stephens perdeu a pesagem e falhou em bater o limite em quatro libras (aproximadamente 1,8 kg). Com isso, Green recebeu 30% da bolsa de “Lil Heathen”.
Outra parte curiosa do dia ficou por conta do próprio Dana White. Ao ser perguntado sobre a ausência de Green no bônus, White explicou que, em vez de premiar o lutador com o valor máximo, a organização decidiu compensar com um presente relacionado ao desejo antigo de King Green: um par de shorts personalizados.
A luta
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No combate que abriu o card principal, King Green começou apostando em um trabalho de controle e, com o passar da ação, conseguiu encaixar a luta onde queria. O resultado veio com uma finalização por estrangulamento por trás (mata-leão), terminando a luta com Jeremy Stephens sendo rendido ainda no primeiro round.
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Apesar de a finalização ter sido suficiente para encerrar a disputa cedo, a execução não foi considerada “espetacular” no nível necessário para garantir mais um bônus de 100 mil dólares naquele formato de premiação.
O pós-luta
Conforme a história foi repercutida, King Green não se limitou a celebrar a vitória: ele chegou a tentar influenciar o desfecho nos bastidores, inclusive com um discurso direcionado a Dana White e Hunter Campbell na tentativa de chamar atenção para o desempenho. Ainda assim, ele acabou sem o prêmio máximo, em um contexto no qual a própria dinâmica da organização sugere que insistir publicamente por bônus pode reduzir as chances de recebê-lo.
White, por sua vez, tratou de ajustar o “recado” em outro sentido: afirmou que Bobby Green terá o que queria em relação aos próprios shorts e que a empresa faria questão de garantir a personalização. O detalhe conecta diretamente com o desejo histórico de King Green, que em entrevistas já mencionou querer usar shorts no mesmo estilo de estrelas e listras que Apollo Creed vestia nos filmes de “Rocky”.
Além do tema dos shorts, a motivação do lutador também passa por perdas financeiras fora do octógono. Green já contou que cerca de 300 mil dólares em joias teriam sido roubados, e disse que pretendia lutar em ritmo mais rápido para recuperar parte desse prejuízo.
Com a vitória ainda muito recente, a próxima movimentação parece já estar sendo preparada. Menos de dois dias após o duelo, King Green postou em stories do Instagram que acredita que pode ter um compromisso marcado em breve, reforçando a mensagem de que “não mente” ao falar que pensa em lutar novamente.
Enquanto o próximo destino oficial não é confirmado, o UFC 328 deixa King Green com três vitórias seguidas, uma finalização que lhe garantiu bônus de US$ 25 mil, mais 30% da bolsa de Stephens por causa da falha na pesagem e, como “compensação” fora do prêmio máximo, a promessa de que detalhes ligados aos seus shorts personalizados serão atendidos.

