O medalhista olímpico de luta greco-romana Kyle Snyder, hoje com foco no wrestling, descartou a ideia de migrar para o MMA por enquanto. Conhecido por ser uma das maiores estrelas da modalidade, o americano vinha sendo questionado por anos sobre “se”, “quando” e “em que” momento daria o salto para o octógono — e, depois de muito tempo, parece ter chegado a uma resposta que o deixa confortável.
O “sim” que não virou plano
Apesar de admitir que já pensou em fazer a transição, Snyder deixou claro que a decisão atual é permanecer fora do MMA. Em conversa recente, ele explicou que sua primeira experiência como espectador em um evento de luta influenciou a curiosidade inicial.
“Eu cheguei a considerar. O meu primeiro contato com uma luta ao vivo foi em Cleveland. O Stipe Miocic estava no card principal e nocautou o adversário. O clima foi algo ‘muito, muito, muito’ incrível, e pensei: ‘cara, eu quero fazer isso em algum momento da minha vida’”, afirmou.
O campeão olímpico também reforçou que continua acompanhando o UFC de perto, inclusive com presença em eventos recentes. Ele citou o exemplo do amigo Bo Nickal, que já compete no MMA, e mostrou que a admiração pelo esporte existe, mas não significa que ele vá entrar em ação no octógono.
“Desde então eu continuo sendo fã. Já fui a vários eventos do UFC. Um dos meus bons amigos, o Bo Nickal, é lutador, então eu estava no UFC em Nova York em novembro vendo ele lutar. Eu gosto do UFC, mas não acho que esteja nos meus planos entrar no octógono. Minha ideia é seguir no wrestling e ver o que Deus vai me orientar depois disso”, completou.
Por que o MMA não parece chamar tanto
Na lista de Snyder, o MMA aparece até atrás do boxe. Ele admitiu não ter uma explicação totalmente racional para isso, mas disse que a ideia de se dedicar ao que ele chama de disciplina “pura” desperta mais interesse do que a mistura de estilos do MMA.
“Sinceramente, eu sinto que eu preferiria boxear a fazer MMA. Só o boxe, para mim, é mais atraente do que artes marciais mistas. Eu não sei por quê. Não consigo dizer exatamente o que é. Acredito que meu amor pelo wrestling — e o fato de ser o que eu quero fazer — vai seguir enquanto eu conseguir fisicamente. Se Deus permitir, eu gostaria de lutar até os 45 anos. Aí vem a pergunta: depois disso, eu começaria MMA? O Yoel (Romero) ainda está fazendo, mas ele é um caso fora da curva. Então eu realmente não sei”, declarou.
Ele vê espaço para peso-pesado, mas segue torcendo de fora
Com o cenário do peso-pesado — especialmente com a proximidade de 2026 — buscando novas estrelas, Snyder entende o valor desse “momento” para o esporte. Ainda assim, ele se mantém como espectador, destacando a empolgação para acompanhar lutas, mesmo sem planejar participar.
“Até o Josh Hokit, por exemplo, só está pesando entre 225 e 230. Para vencer o Curtis Blaydes já nas lutas iniciais, isso é absurdo. O Alex Pereira está vindo da categoria dos 185. Eu adoro isso. Sou fã. É divertido de assistir. Eu não acho que vou fazer”, disse o lutador.
Foco total no wrestling e retorno marcado
Com 30 anos, Kyle Snyder garantiu que não pretende reduzir o ritmo no wrestling. Ele retorna em sua próxima competição, o RAF 9, no dia 30 de maio, onde enfrentará Givi Matcharashvili.
No histórico recente pelo circuito em que vem atuando, Snyder aparece com campanha de 2-0 na promoção: ele venceu Akhmed Tazhudinov e Rizabek Aitmukhan.

