A brasileira Larissa Pacheco, ex-campeã por duas vezes da Professional Fighters League (PFL), deu um recado forte em sua estreia no Karate Combat ao parar a jovem polonesa Julia Stasiuk, de 22 anos, de forma contundente no sábado (2 de maio de 2026), durante o Karate Combat 61, em Miami, Flórida. A atuação da atleta chamou atenção pelo ritmo acelerado e pela agressividade desde os primeiros segundos.
Pacheco não perdeu tempo para impor o controle. Logo no início, ela avançou sobre Stasiuk e passou a acertar golpes retos com frequência, enquanto a adversária tentava se manter em movimento e responder com ataques giratórios. A troca seguia com Pacheco pressionando constantemente, encurtando a distância e sustentando a pressão no centro do combate.
Já perto do fim do round, a lutadora brasileira conectou um forte direto de direita por cima, que deixou Stasiuk visivelmente abalada. Por um instante, a polonesa chegou a se afastar, como se o combate estivesse encerrando — mas o árbitro permitiu a sequência. Poucos segundos depois, Pacheco deixou ainda mais claro que não haveria espaço para reação.
Com a luta ainda em andamento, ela desferiu um cotovelo em estilo tomahawk, pesado o suficiente para derrubar Stasiuk, e em seguida partiu para a ofensiva no chão com golpes de curta e média distância para garantir a interrupção ainda no primeiro assalto. O final foi brutal e, pela forma como a adversária ficou após o golpe principal, há quem entenda que a paralisação poderia ter ocorrido antes.
Final da luta
A finalização foi registrada em vídeos compartilhados nas redes sociais, mostrando o momento do tomahawk que provocou a queda e a sequência de golpes no chão que selou a interrupção no primeiro round.
O triunfo também teve peso no contexto da carreira de Pacheco. Foi o primeiro combate dela em 18 meses, período que remete à derrota para Cris Cyborg, e marcou sua volta em uma divisão diferente: foi a primeira vez que ela atuou no peso de Bantamweight desde 2015. Depois de anos disputando categorias como Featherweight e Lightweight, até voltar a bater 135 libras era algo que ela mesma não acreditava que fosse possível — e a brasileira respondeu com uma performance dominante.
Com 31 anos, Pacheco agora entra em um cenário interessante no mercado do MMA. Ela carrega um histórico de vitória sobre a atual campeã do UFC, Kayla Harrison, o que faz dela uma opção chamativa caso a organização decida reabrir as portas para o retorno. Antes disso, Pacheco já competiu no UFC entre 2014 e 2015, período em que terminou com 0-2 — até se reinventar na PFL.
Na PFL, a lutadora reconstruiu a trajetória e acumulou cartel de 12-3, além de conquistar títulos em duas divisões. Resta saber se o UFC vai enfim chamar novamente a brasileira — e, diante do que ela mostrou, a expectativa é que esse convite possa acontecer.

