Jorge Masvidal acredita que a “era BMF” não deveria terminar com Charles Oliveira e, ao mesmo tempo, defende o campeão do cinturão criado com a proposta de representar uma postura mais “crua” dentro do octógono. Para o ex-desafiante e agora comentarista, a vitória do brasileiro, marcada por um combate de controle intenso, não apagou o significado do troféu — apenas abriu espaço para novas leituras sobre o que é, de fato, lutar “no espírito BMF”.
- Resultado: Charles Oliveira derrotou Jorge “Blessed” (Nate “Blessed” não citado no texto; luta referida como vitória de Oliveira sobre Masvidal “Blessed”) por decisão unânime.
- Método: decisão unânime.
- Round: não informado na fonte.
- Tempo: não informado na fonte.
- Categoria: não informado na fonte.
- Local: não informado na fonte.
- Cartel dos lutadores: não informado na fonte.
Como o cinturão BMF chegou a Charles Oliveira
Masvidal se tornou o primeiro dono do cinturão BMF em novembro de 2019. Na ocasião, ele superou Nate Diaz em um combate no UFC 244, vencendo por interrupção médica em forma de TKO. A linhagem do título seguiu depois com Justin Gaethje e Max Holloway — e, mais recentemente, com Oliveira.
Em março, no UFC 326, Oliveira venceu “Blessed” por decisão unânime. A luta, que recebeu críticas por parte do público, teve um aspecto central: a estratégia do brasileiro com foco em grappling, que resultou em quase 21 minutos de controle ao longo do confronto.
Oliveira foi criticado, mas Masvidal rejeita a ideia de “aposentar” o BMF
Com a atuação de Oliveira e o tempo de imobilização elevado, surgiram diferentes narrativas. Um dos temas mais comentados foi a discussão sobre se a performance realmente representava o que o cinturão BMF, idealizado a partir de uma construção “orgânica”, pretendia simbolizar.
Alguns analistas pós-luta chegaram a defender que o cinturão BMF fosse colocado em aposentadoria após a vitória de Charles Oliveira. Mesmo com esse debate na opinião pública, Masvidal se posicionou de forma firme contra qualquer encerramento do ciclo do título e passou a rebater as críticas direcionadas ao brasileiro.
Declarações de Masvidal: “não é para acabar agora”
Em entrevista, Masvidal afirmou que, se a organização fizer outro combate valendo o cinturão BMF, não faz sentido interromper o projeto naquele momento. Na visão dele, o que importa é manter as lutas no formato que o cinturão propõe, sem “fechar as portas” depois de um confronto específico.
Masvidal também argumentou que, apesar de parte do público não ter gostado do estilo apresentado, Oliveira não teria apenas ficado em situações intermediárias esperando oportunidades. Ele sustentou que o brasileiro buscou posições melhores, aplicou cotoveladas e trabalhou para avançar na luta, em vez de permanecer preso em “meio de guarda” ou apenas sobrevivendo.
Além disso, Masvidal contextualizou o momento esportivo de Oliveira: ele lembrou que Max Holloway teria feito Oliveira “desistir” em algum ponto de sua trajetória, e ressaltou o significado de o brasileiro conseguir, mais tarde, vencer justamente o estilo de adversário que o havia colocado em dificuldade no passado. Para ele, voltar ao ciclo e derrotar quem o fez parar antes seria, por si só, uma característica do que o BMF busca representar.
Por fim, Masvidal disse que o estilo do duelo não era sua preferência particular, mas fez questão de reconhecer o desempenho de Charles e reforçou que tinha “deixado tudo” em Max Holloway na aposta citada por ele.
Possível próximo combate: Oliveira x Arman Tsarukyan
Masvidal enxerga um caminho relativamente simples para a próxima luta do cinturão BMF no UFC. Segundo ele, a organização poderia marcar uma revanche entre Charles Oliveira e Arman Tsarukyan — duelo que, no texto, é apontado como o confronto em que Tsarukyan derrotou “Do Bronx” por decisão dividida no UFC 300, em abril de 2024.
Embora Oliveira e Tsarukyan olhem para um cenário em que o vencedor do card principal do UFC Freedom 250, envolvendo Ilia Topuria e Justin Gaethje na disputa de unificação do cinturão dos leves, possa definir o próximo grande capítulo para a divisão, Masvidal argumenta que ambos ainda teriam espaço para melhorar sua posição perante a cúpula do UFC e se colocarem como o nome mais óbvio para a próxima disputa.
O comentarista também mencionou que as divergências de Tsarukyan com a organização já são conhecidas. Para Masvidal, justamente por isso, uma luta contra Oliveira seria uma oportunidade ideal para o armênio provar valor e consolidar seu caso dentro do ranking e da fila do título.
“O primeiro foi apertado”: a visão de Masvidal para a revanche
Ao falar sobre a luta anterior, Masvidal afirmou que o primeiro confronto entre os dois foi equilibrado. Na sequência, ele sugeriu que, caso Tsarukyan consiga entrar novamente no octógono e fazer uma atuação marcante, impedindo Oliveira de maneira convincente, não haveria espaço para dúvidas sobre quem merece o próximo passo.
Na leitura dele, vencer o cinturão BMF e, ao mesmo tempo, derrotar um dos principais candidatos do mundo (citando que seria o número dois ou três na hierarquia) colocaria Tsarukyan diretamente na rota do cinturão. Masvidal ainda completou dizendo que acredita que Dana White aceitaria a lógica do matchup — como se a sensação fosse de que “faz sentido” para a organização.
Onde acompanhar mais comentários de Masvidal
Para quem quiser ouvir mais sobre o raciocínio de Masvidal a respeito do BMF e sobre os próximos caminhos possíveis no UFC, a fonte indica que ele aparece na íntegra no podcast “The Bohnfire”.

