Merab Dvalishvili revelou que entrou no octógono machucado na luta contra Petr Yan pelo UFC 323, em dezembro de 2025 — e que, apesar de ter tentado “segurar” detalhes, acabou admitindo que não estava em 100% no combate que custou a perda do cinturão. Com a lesão e as decisões médicas que surgiram no período de preparação, o georgiano agora trata o momento como transição: aguarda a definição do retorno às disputas pelo título e, enquanto isso, vai manter o ritmo em um compromisso de luta livre contra Henry Cejudo neste sábado, em Filadélfia.
O que o “lutar no limite” muda no cenário do ranking e do cinturão
O relato de Dvalishvili ajuda a contextualizar a virada de chave no topo da categoria: em vez de uma queda “por falta de performance”, a explicação aponta para um problema físico que afetou diretamente a capacidade de executar o plano durante a luta. Segundo o próprio campeão, houve orientação de médicos ligados à equipe do UFC para ele considerar a retirada do card, mas ele optou por enfrentar mesmo assim — uma escolha que, desta vez, não se converteu em resultado positivo.
Ao mesmo tempo, o fato de ele ter sofrido com a saúde e ainda assim ter mantido a postura de quem quer continuar desafiando os melhores pesa no “peso” competitivo do nome no ranqueamento. Dvalishvili descreveu o combate como um risco calculado: disse que estava disposto a lutar várias vezes no ano e que encararia a chance contra o adversário mais merecedor, mesmo ciente de que não era um cenário confortável.
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O UFC 323, em dezembro de 2025, marcou a luta em que Petr Yan venceu de forma dominante e interrompeu o ciclo do georgiano como campeão.
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Dvalishvili afirmou que, no camp, recebeu avisos médicos para considerar desistir, mas preferiu encarar o desafio mesmo assim.
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O impacto do machucado é a principal explicação para o resultado: “não foi possível vencer” apesar da disposição para lutar.
Na prática, isso não apaga o que Yan fez no octógono, mas adiciona uma camada importante ao debate sobre “quem está mais próximo” de voltar ao topo. Dvalishvili tratou a derrota com serenidade, indicando que a prioridade agora é recuperar o timing e estar apto para uma nova disputa — e não discutir publicamente se o resultado foi “justo” apenas pelo desempenho.
Recuperação, rematch e a espera por chamadas do UFC
Depois de perder o cinturão, Dvalishvili afirmou que seguiu em frente rapidamente. Ele disse que o UFC teria informado que haveria uma revanche contra o novo campeão, o que, segundo ele, foi determinante para manter a cabeça “relaxada” e sem pressa agressiva por uma data imediata.
O georgiano também descreveu como o calendário virou uma espécie de “linha de produção” entre ajustes físicos e compromissos: ele se preparou para um retorno em maio, imaginando que a luta pelo cinturão não aconteceria antes de junho. No entanto, com uma cirurgia de Petr Yan, a janela se reorganizou e o clima, de acordo com Dvalishvili, ficou mais “tranquilo”.
O ponto central do planejamento está no cruzamento entre as condições dos dois atletas. Yan teria passado por cirurgia nas costas em janeiro, e o timing acabou beneficiando o andamento do caso: Dvalishvili afirmou que, em abril, quebrou o nariz novamente e, por isso, teria adiado a cirurgia por não querer ficar fora por um período longo de aproximadamente um ano. Agora, ele diz aguardar o chamado do UFC para definir a próxima etapa do processo de recuperação e retorno ao cinturão.
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Dvalishvili relatou que, após a derrota, ficou bem e “seguiu em frente”.
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Ele afirmou que o UFC indicou a possibilidade de uma revanche contra o novo campeão.
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O retorno planejado inicialmente seria em maio, mas a cirurgia de Yan alterou o cronograma e deixou tudo “mais relaxado”.
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Dvalishvili mencionou que Yan fez cirurgia nas costas em janeiro e, com o desenrolar, a expectativa passou para a segunda metade do período: ele citou esperança de “logo após junho”, como julho, e disse que a prontidão do adversário poderia levar a lutas em julho e agosto.
Em outras palavras: o debate de ranking e cinturão fica temporariamente “congelado” pelo lado do calendário médico. Mas, com a promessa de rematch e a expectativa de que Yan já estaria pronto para junho (e, portanto, possivelmente para julho e agosto), Dvalishvili se coloca como candidato imediato ao próximo capítulo do título — desde que consiga alinhar a recuperação do próprio corpo.
Próximo passo: RAF08, luta livre com Henry Cejudo e foco no título
Enquanto a organização finaliza as datas do retorno ao UFC, Dvalishvili vai manter o corpo ativo e o preparo competitivo em um confronto de luta livre. Ele será o atleta do evento Real American Freestyle 08 (RAF08) em Filadélfia, contra Henry Cejudo, neste sábado, 18 de abril.
O próprio lutador descreveu a escolha como uma forma de permanecer ocupado: disse que gosta de estar em atividade e que, para ele, o wrestling funciona como uma sessão de treino. Além disso, projetou a continuidade do trabalho: planeja vencer o duelo no crossover e, em seguida, focar novamente na preparação para a luta pelo título.
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Compromisso marcado: Real American Freestyle 08 (RAF08), em Filadélfia, neste sábado (18 de abril).
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Adversário: Henry Cejudo.
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Objetivo declarado: “ficar ocupado”, vencer o confronto e então direcionar o ciclo completo para a disputa do cinturão.
Com isso, Dvalishvili tenta transformar uma fase de espera por rematch em um período de manutenção de base: segue com o wrestling como ferramenta de ritmo, enquanto aguarda o momento em que o UFC “precisar” dele para voltar ao octógono e retomar a corrida pelo título.

