Mauricio Ruffy promete surpresa e mira nocaute no UFC Freedom 250 no card

O “artista do nocaute” Mauricio Ruffy já acumulou uma sequência de vitórias com finais dignos de replay em sua trajetória no MMA. Agora, o brasileiro, apontado como um dos nomes em ascensão na categoria dos leves, afirma que está pronto para apresentar algo diferente quando voltar a lutar no UFC Freedom 250.

Ruffy x Michael Chandler: duelo no card do UFC Freedom 250

Mauricio Ruffy e o ex-campeão do Bellator na divisão dos leves, Michael Chandler, vão se enfrentar em um combate de peso leve no dia 14 de junho, em luta marcada para acontecer na Casa Branca. No papel, o confronto chama atenção por reunir dois lutadores com potencial real de entregar um espetáculo — e Ruffy vê essa como uma oportunidade de mostrar evolução sem abandonar o estilo que o tornou conhecido no octógono.

Desde que chegou ao UFC, o brasileiro tem como marca registrada a busca por finais impressionantes. Ele sustenta um retrospecto em que três de suas quatro vitórias vieram por nocaute de impacto e, segundo o próprio, está empolgado por encarar um adversário que, na avaliação dele, “não parece ser capaz de produzir combates sem emoção”.

— Estou muito feliz em lutar contra Michael Chandler, alguém que é um lutador extremamente empolgante. Eu também sou um lutador muito empolgante, e estou trabalhando em algo bem diferente que eu quero levar para o octógono, algo que o público nunca tenha visto — disse Ruffy.

Treino com Alexander Volkanovski e a “mudança de rota” no jogo

Nas últimas lutas, Ruffy ajustou o camp de forma consistente e passou um tempo no chão ao lado de Alexander Volkanovski, atual campeão dos penas. A proposta, como o próprio brasileiro descreveu, foi colocá-lo repetidamente em situações desconfortáveis no grappling para aumentar a familiaridade com o que, normalmente, tiraria sua zona de conforto durante o combate.

Para Ruffy, esse trabalho foi exatamente o que faltava para evoluir o MMA de maneira completa, buscando causar impacto na parte mais alta da divisão dos leves.

O que Ruffy disse sobre o trabalho “no limite”

— Eu estou tentando entrar em águas bem, bem profundas. E eu acho que uma das coisas é justamente me colocar em posições difíceis. O “Volk” é um cara muito bom para fazer isso. Ele vai continuar pressionando, vai te jogando em desafios e em situações complicadas. Eu quero ir mais fundo, mais fundo — explicou o lutador.

Plano de luta: gastar Michael Chandler e liberar o “arma secreta”

Em um card do UFC Freedom 250 recheado de estrelas, o duelo entre Ruffy e Chandler se destaca como uma das lutas mais promissoras para virar assunto. Com 29 anos, o brasileiro construiu sua reputação com finais chamativos e garante que tem algo “especial” preparado para apresentar na Casa Branca.

Ainda assim, ele entende que para transformar essa ideia em vitória será necessário ser inteligente: reduzir o ritmo de Chandler, tirar energia do adversário e, só então, colocar em prática o que ele considera seu diferencial.

Como Ruffy pretende administrar o ritmo do combate

— Nós entendemos que o Michael Chandler é um cara que gasta muita energia e, em várias posições que ele assume, ele desperdiça energia com cada esforço. A gente quer tentar colocá-lo em águas profundas o máximo possível, cansá-lo, frustrá-lo e deixá-lo pronto para aquele momento especial que eu tenho reservado pra ele — afirmou Ruffy.

Trajetória recente e caminho até o octógono

Ruffy conquistou uma vaga no UFC após vencer no reality show de Dana White’s Contender Series com um final usando golpes no chão e na distância certa para encerrar Raimond Magomedaliev. Na estreia no octógono, o brasileiro também não demorou: no UFC 301, ele finalizou Jamie Mullarkey com um chute voador de joelho, mostrando explosão imediata.

Depois disso, veio uma vitória por decisão após um trabalho mais difícil diante de James Llontop, lutador do Peru. Já na sequência, Ruffy ampliou seu currículo de grandes finalizações com um nocaute de chute girando na perna (spinning heel kick) contra King Green no UFC 313. Esse triunfo foi listado como o segundo nocaute do ano de 2025 em uma seleção divulgada pelo UFC.com.

Porém, com o ritmo do brasileiro no topo, a fase de crescimento encontrou um obstáculo: em setembro do ano passado, Benoit Saint Denis conseguiu finalizar Ruffy, encerrando a sequência do brasileiro. A derrota teve peso importante na decisão de Ruffy de buscar mais trabalho com Volkanovski para ajustar ainda mais o seu jogo. Com o retorno, ele recuperou a confiança e voltou a vencer no UFC 325, nocauteando Rafael Fiziev — um triunfo que recolocou Ruffy no caminho das vitórias e abriu espaço para um ano potencialmente ainda maior em sua carreira.

Ranquamento na categoria e o que está em jogo

Atualmente, Mauricio Ruffy ocupa a nona colocação no ranking dos pesos leves (155 libras). A ideia é emendar mais um resultado positivo contra adversário de destaque, mas ele também sabe que, em uma divisão tão disputada quanto a dos leves no UFC, vencer por si só pode não bastar para garantir salto de nível.

  • Posição no ranking: 9º lugar na categoria dos leves (155 lb).
  • Objetivo imediato: buscar nova vitória diante de uma oposição relevante.
  • Expectativa de desempenho: manter a capacidade de entreter o público com finais, mas entendendo que o contexto exige mais do que apenas vencer.

O que Ruffy espera do UFC Freedom 250

Para o brasileiro, a missão é simples e direta: vencer, e vencer com estilo. Esse é o mesmo caminho que ele vem seguindo durante toda a carreira — e Ruffy reforça que está motivado para exibir suas habilidades novamente no dia 14 de junho.

— Eu acho que não é só sobre vencer. É sobre como você vence, sobre a apresentação que você faz, sobre a forma como você sai para acabar com seus adversários — e isso é algo que eu faço. Se você pensar bem, é muito sobre o jeito com que você conduz as coisas e como você finaliza lutas. Olha pra mim: eu estava lutando ontem contra Rafael Fiziev, e hoje eu estou no mesmo palco da Casa Branca. É tudo sobre como você faz, como você conduz, como você conquista suas vitórias. Além de vencer, é assim que você cria oportunidades para disputar cinturão — declarou Ruffy.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.