“Notorious” volta a chamar atenção — e, pelo menos por enquanto, como azarão. Os rumores sobre o aguardado retorno do ex-campeão em duas divisões do UFC Conor McGregor ganharam força novamente, apontando para um possível duelo de alto impacto contra Max Holloway, ex-dono do cinturão dos penas e do título BMF. A ideia seria realizar a revanche no UFC 329, durante a International Fight Week, neste verão, no T-Mobile Arena, em Las Vegas, Nevada.
Se as primeiras linhas de aposta forem levadas em conta, o mercado não está dando favoritismo ao irlandês. Nas aberturas, McGregor apareceu como pagante na faixa de +235, enquanto Holloway foi listado como favorito em -270. Pouco depois, a movimentação fez a cotação aumentar para McGregor (+270) e, do outro lado, reduzir ainda mais a vantagem de Holloway (-330).
O cenário faz sentido quando se olha para o momento recente de cada atleta. McGregor não luta desde o UFC 264, em 2021, quando sofreu uma fratura grave na perna contra Dustin Poirier. Desde então, ele ficou afastado do octógono lidando com lesões, investidas fora do esporte e questões legais. Ainda assim, recentemente, o próprio lutador afirmou que está com uma mentalidade renovada para voltar a competir, destacando um foco maior em seguir lutando através da religião.
Enquanto isso, Holloway manteve ritmo de competição e enfrentou adversários de alto nível. Mesmo depois de uma derrota para Charles do Bronx em março de 2026, que custou ao “Blessed” o título BMF, o havaiano voltou a aparecer no cage oito vezes durante o período em que McGregor esteve sem lutar. Com isso, segue sendo visto como um dos strikers mais consistentes em volume e durabilidade no cenário atual.
Os dois se cruzaram pela primeira vez em 2013. Na ocasião, McGregor saiu com uma vitória por decisão unânime, mesmo com um rompimento de ligamento do joelho (ACL) ainda durante o combate. A luta também marcou o último revés do então adversário antes de uma sequência histórica: Holloway emendou 13 vitórias seguidas, conquistou o cinturão dos penas e ainda conseguiu parar José Aldo duas vezes, consolidando sua fase dominante.
Agora, mais de uma década depois, a possibilidade é de uma nova revanche — mas com os dois vivendo fases bem diferentes de carreira. Resta saber se o mercado está certo e se a cotação de McGregor como azarão seria suficiente para atrair o público para a aposta.

