Jake Paul’s Most Valuable Promotions (MVP) parece ter acertado em cheio mais uma investida direta contra a principal concorrência do setor. Em um momento em que o UFC vem sendo pressionado por conta do aumento do uso de conteúdo promocional com vídeos gerados por inteligência artificial, a MVP escolheu responder com uma campanha própria.
MVP e Netflix lançam campanha com “conteúdo 100% real”
- A MVP e a Netflix divulgaram um spot com duração de cerca de um minuto para o primeiro card de MMA da empresa.
- Jake Paul destacou que o comercial não inclui vídeo produzido com inteligência artificial.
- Paul afirmou que o material é “100% real”.
O recado de Paul surge em meio ao debate sobre a utilização crescente de materiais gerados por IA em peças publicitárias do UFC. A MVP, por sua vez, decidiu colocar seu cartão de visitas no ar antes da estreia do projeto no MMA.
Paul vai entrar no universo do MMA com o primeiro evento da MVP no dia 16 de maio, com transmissão pela Netflix. O card marca a inauguração da modalidade pela empresa, trazendo um elenco com nomes de grande reconhecimento fora do circuito tradicional.
O destaque do evento será uma luta em categoria de penas (featherweight) em formato de “superfight” envolvendo Ronda Rousey e Gina Carano. A luta reúne duas figuras históricas do esporte, e a combinação foi tratada como algo que muitos julgavam praticamente impossível de se concretizar.
Elenco de peso no card: Diaz, Perry, Ngannou e JDS
Além do main event, a MVP também fechou um confronto entre Nate Diaz e Mike Perry. Diaz, que já foi estrela do UFC, encara Perry, ex-lutador do UFC que seguiu em frente e ganhou evidência no BKFC.
O card ainda conta com Francis Ngannou, ex-campeão dos pesados do UFC, e Junior dos Santos, também ex-campeão da categoria na organização. A presença desses dois nomes amplia o apelo do evento e reforça a proposta da MVP de reunir nomes consagrados para atrair atenção logo na primeira edição.
Por muito tempo, o UFC esteve à frente no MMA, e as promoções imediatamente abaixo na hierarquia — como PFL e Bellator — não costumaram oferecer tanta contestação nesse tipo de disputa. Agora, a chegada da MVP pode representar um evento relevante no panorama geral do esporte, especialmente quando o resultado final da temporada e do impacto do card forem avaliados.
A campanha promocional já foi colocada no ar e, agora, a discussão vira inevitável: como esse pacote se compara a uma divulgação típica do UFC? A expectativa é que a própria estreia ajude a medir o peso dessa estratégia no mercado.

