Ngannou destrói Philipe Lins com nocaute brutal no 1º round e volta com tudo

Francis Ngannou voltou a causar impacto e ampliou o seu currículo com um nocaute de tirar o fôlego ao derrubar Philipe Lins com um violento gancho de esquerda já no primeiro round, em seu retorno ao MMA após 2024. Logo no começo, o camaronês não demonstrou qualquer receio: pressionou do primeiro segundo ao último instante, encaixando uma sequência pesada de golpes com a mão esquerda até fazer Lins ser arremessado ao chão. O árbitro interrompeu a luta imediatamente, aos 4min31s do round inicial.

Como foi a luta

Desde o início, Ngannou foi agressivo e partiu para o ataque sem dar espaço. Ele acertou alguns golpes duros e ainda adicionou uma finalização de chutes na troca, enquanto Lins respondeu tentando impor seu plano com uma investida de queda encostada na grade. Mesmo assim, Ngannou continuou no ritmo, soltou mais uma sequência de socos e forçou Lins a buscar agarrar as pernas, numa tentativa desesperada de desacelerar o ímpeto do adversário.

Com a luta em curta distância, o vencedor conseguiu levar o confronto para o chão e passou a trabalhar ground and pound, martelando Philipe Lins na lona depois de prendê-lo junto à grade. Quando a ação voltou em pé, Ngannou manteve o volume de ataques, emendando golpes de alto impacto e quase acertando o que seria uma grande finalização com um chute que passou muito perto de atingir a cabeça do brasileiro.

Em um momento de reação, Lins voltou a atacar com um overhand sólido, mas não conseguiu conectar de forma limpa o suficiente para causar o estrago necessário. Enquanto tentava se manter longe do poder do rival, “The Predator” esperou o timing e, então, disparou uma combinação gigantesca que foi fechada justamente pelo golpe decisivo: o gancho de esquerda que encerrou o combate. O impacto fez a cabeça de Lins “ricochetear”, e o atleta caiu na lona; a interrupção veio pouco depois, em questão de um instante.

Repercussão após a vitória

Ngannou comemorou o nocaute e fez questão de reconhecer a resistência do oponente. Ele afirmou que precisa dar muito crédito a Philipe Lins, destacando que o brasileiro foi mais difícil do que ele imaginava, ressaltando que se trata de um adversário “de verdade” e que essa vitória funciona como mais um lembrete para quem ainda não se atentou ao tamanho do seu nome.

Foco imediato: Jon Jones e Jake Paul

Logo após o resultado, Ngannou direcionou o discurso para dois nomes que rondaram a atenção dele no sábado: Jon Jones, que esteve presente na transmissão, e Jake Paul, que promoveu o evento, mas que ele indicou como possível alvo futuro no boxe.

Sobre Jon Jones, Ngannou declarou que se trata de um lutador extremamente grande—provavelmente o melhor que já fez MMA—, mas cobrou uma postura mais ligada aos negócios, dizendo que Jones deveria observar o que está acontecendo e “aprender”. Ele ainda pontuou que acredita que essa luta vai acontecer antes do momento de encerrar a carreira.

Já com relação a Jake Paul, Ngannou afirmou que não vê o empresário como alguém que “corre” o MVP, descrevendo a figura como um personagem sem relevância real no cenário, enquanto disse que a condução do negócio estaria nas mãos de Nakisa. Ele também fez comentários sobre a idade/amadurecimento do próprio Jake, sugerindo que, em outra ocasião, o viu ainda mais jovem.

Posicionamento na divisão dos pesados

Mesmo sem ter cinturão na cintura no momento, Ngannou manteve a postura de quem se enxerga no topo da categoria. Ele repetiu que acredita ser o melhor peso-pesado do mundo no período e cravou que não existe dúvida: “eu sou o melhor”, reforçando a própria supremacia na divisão.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.