O prospecto dos pesos-mosca-compactos Phumi Nkuta, conhecido como “Turbo”, afirmou que acredita ter sido “roubado” após perder pela primeira vez na carreira profissional no card preliminar do MVP MMA 1, realizado no sábado, 16 de maio de 2026, no Intuit Dome, em Los Angeles, Califórnia. O revés aconteceu em duelo contra o ex-campeão do ONE Championship Adriano Moraes, que conseguiu a finalização nos instantes finais.
A controvérsia surgiu porque, segundo o entendimento do time de Nkuta, o mata-leão (choke) teria continuado por tempo demais mesmo depois do fim anunciado do round. Logo após o término, o árbitro Herb Dean solicitou uma revisão imediata por conta do horário questionável da finalização. Após analisar a sequência, a California State Athletic Commission (CSAC) decidiu que Moraes obteve a interrupção com 1 segundo restante na luta.
Antecedentes
Nkuta vinha em uma fase muito forte na carreira, sustentando uma sequência de 11 vitórias seguidas. Nesse período, ele conquistou cinturões em diferentes organizações, incluindo A1 Combat, Peak Fighting Championship e CFFC.
A luta
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Phumi Nkuta entrou no duelo contra Adriano Moraes como grande promessa do peso e buscava manter a sequência de triunfos na carreira profissional.
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No card preliminar do MVP MMA 1, Moraes conseguiu encaixar a finalização nos últimos instantes, levando Nkuta a ser nocauteado/“apagado” pela finalização.
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Após o fim do combate, o árbitro Herb Dean pediu imediatamente a revisão do episódio por causa do timing considerado controverso do mata-leão.
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Com a checagem feita, a CSAC concluiu que a interrupção ocorreu com apenas 1 segundo para encerrar a luta.
Apesar da decisão oficial, o lado de Nkuta não aceitou o desfecho. O time sustentou que a finalização teria sido mantida por considerável tempo depois do encerramento do round e depois de o árbitro tentar interromper a ação.
O pós-luta
Logo em seguida ao combate, a Iridium Sports Agency protocolou uma apelação formal na CSAC contestando o resultado em nome de Phumi Nkuta. Em postagem nas redes sociais, o agente Lance Spaude escreveu que, de acordo com as regras da comissão, o confronto deveria ter sido definido pelas decisões dos juízes.
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Spaude afirmou que a agência apresentou recurso formal à CSAC sobre o desfecho da luta de Nkuta contra Moraes, em Inglewood, Califórnia, defendendo que, conforme a regulamentação, o combate deveria ter ido às cartas.
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Ele também contestou a determinação da comissão de que Nkuta estava inconsciente no final, argumentando que o mata-leão permaneceu por um tempo considerável após o encerramento do round e depois da tentativa de interrupção pelo árbitro Herb Dean.
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O agente declarou ainda que, se a luta tivesse avançado até as notas, Nkuta venceria por decisão.
Para aumentar ainda mais a repercussão, as pontuações oficiais divulgadas posteriormente indicaram que Nkuta estava na frente antes da sequência final: dois juízes marcaram vitória dele em duas parciais, enquanto o terceiro deixou o combate empatado em 19 a 19. A revelação adicionou combustível ao debate sobre o tempo exato em que a finalização deveria ter sido considerada válida.
Mesmo com todo o barulho nas redes sociais e com o questionamento em cima do término, reverter resultados em esportes de combate costuma ser extremamente difícil para comissões atléticas. Em geral, a revisão só ocorre quando há evidência forte de violação de regras ou falha processual relevante.
Na prática, “Turbo” terá uma missão difícil pela frente. A derrota também quebrou a invencibilidade de Nkuta, interrompendo a impressionante sequência de 11 vitórias que havia o levado a conquistar títulos em A1 Combat, Peak Fighting Championship e CFFC.

