Scott Coker está de volta ao centro das discussões do MMA. O veterano promotor, que comandou o Strikeforce e o Bellator em fases marcantes da modalidade, anunciou seu retorno ao mercado e indicou que a nova empreitada deve ser lançada no próximo ciclo, com estreia programada para janeiro de 2027.
Quando a nova promoção deve começar e como será a fase inicial
- Scott Coker não cravou a data exata de lançamento, mas projeta a estreia em janeiro de 2027.
- O promotor afirmou que, após o anúncio, recebeu contato de parceiros antigos envolvidos no Bellator.
- Segundo Coker, a estrutura interna já foi montada, com foco na equipe executiva para acelerar o crescimento.
- A ideia é viajar e realizar eventos em diferentes regiões do mundo, ampliando receitas e alcance do produto.
Em entrevista recente, Coker destacou que ainda não existe um dia marcado no calendário, porém a janela de início está definida para janeiro de 2027. Ele também explicou que, após tornar o projeto público, o grupo passou a receber consultas de diferentes setores e, principalmente, de parceiros ligados ao período em que atuou no Bellator.
O promotor ressaltou que o MMA gera fontes de faturamento ao redor do planeta para esse tipo de produto, não apenas no mercado local. Na visão dele, a estratégia passa por colocar a marca em ação globalmente, com eventos distribuídos por diferentes países e regiões.
Infraestrutura pronta: “agora a bola começa”
Coker afirmou que o retorno ao trabalho efetivo pode, enfim, começar. O motivo é que, segundo ele, a promoção já conta com uma base de operação formada por executivos — um grupo inicial que inclui os primeiros integrantes para tocar o planejamento e criar condições para a expansão.
Com essa equipe no lugar, o promotor disse que o próximo passo é acelerar a construção do projeto, avançando na estrutura e no desenvolvimento do produto. Ele resumiu o momento como o início da fase em que “a bola começa a rolar”, agora que a base está montada.
Scott Coker é lembrado como um dos nomes mais bem-sucedidos da história do MMA. Ele fundou o Strikeforce, transformou o evento em uma marca relevante e, em 2011, vendeu a promoção para o UFC. Depois, em 2014, assumiu o Bellator e permaneceu à frente do crescimento por cerca de uma década, até a venda do Bellator para o PFL em 2024.
Ao tratar do novo capítulo, Coker indicou que pretende aplicar princípios parecidos com os que usou nos projetos anteriores. A ideia central é identificar e lapidar os próximos grandes destaques da modalidade, construindo o elenco de baixo para cima e complementando com aquisições de atletas já consolidados.
Na prática, ele descreveu seu método como uma combinação de “descoberta” e “compra” no topo, afirmando que essa lógica guiou sua carreira inteira como promotor. Segundo o empresário, o objetivo é fazer a mesma abordagem na nova promoção, buscando talentos e estrelas que ainda estão por explodir no cenário.
Formato dos eventos em 2027
Mesmo sem revelar detalhes mais finos sobre como será o funcionamento do circuito, Coker deixou claro o planejamento de quantidade de eventos para 2027. Ele mencionou a intenção de realizar 12 programações ao longo do ano.
Além disso, o promotor disse que cada evento deve reunir uma mistura de torneios e lutas de destaque, com “supercombates” no card. A promessa, conforme ele explicou, é atender diferentes estilos de público, sem transformar a programação em um modelo exclusivamente baseado em torneios.
“A gente vai ter algo para todo mundo”, afirmou Coker, reforçando a intenção de incluir duelos de alto apelo entre atletas já conhecidos. Ele também pediu que o público mantenha a mente aberta para o que será apresentado, já que a proposta combina diferentes formatos para manter o interesse em alta.
O objetivo por trás do retorno: “dar energia” ao MMA
Apesar do planejamento operacional e do formato dos shows, a motivação principal de Coker está ligada ao estado atual do MMA. Ele avaliou que a modalidade vive um período que, na percepção dele, ficou um pouco “estagnado”, como se existisse uma sensação de falta de novidade no ambiente.
De acordo com o promotor, cerca de um ano e meio atrás ele contratou alguém para desenvolvimento de negócios e começou a desenhar um plano inicial. A pergunta central, segundo ele, era entender se o projeto faria sentido para a comunidade e se haveria demanda real por algo novo dentro do cenário.
Coker disse sentir um “desconforto” no MMA no momento, sem conseguir definir exatamente onde está o problema, mas afirmando que existe uma espécie de “clima estranho” no esporte. A conclusão foi que a solução seria mexer no tabuleiro.
Ele comparou a própria proposta ao estilo de um produto que, na visão dele, “mexeu com a panela” e reacendeu o interesse do público. A meta, então, seria reproduzir esse efeito, gerando empolgação e, principalmente, fazendo o torcedor voltar a criar conexão com os atletas.
Na fala final, Coker resumiu a intenção como a necessidade de dar uma “balançada” no esporte, algo que ele acredita ser justamente o que sabe fazer. Para ele, a modalidade precisa de uma sacudida — e a nova promoção entra como ferramenta para provocar essa mudança.

