Strickland provoca Chimaev após vídeo de sparring e chama de “rato

Sean Strickland voltou a provocar Khamzat Chimaev após o campeão dos meio-médios do UFC ter divulgado, nas redes sociais, um curto trecho de uma sessão de treino do passado. O vídeo, com duração de cerca de 25 segundos, mostra pouco além dos dois lutadores trocando jabs, mas veio acompanhado de uma legenda provocativa: “I am bullying weak people” (algo como “estou intimidando pessoas mais fracas”). A nova declaração de Chimaev surge depois de Strickland acusar o adversário de selecionar sparrings de nível inferior, em vez de buscar adversários maiores e mais competitivos no ginásio.

O recorte divulgado por Chimaev e a resposta de Strickland

Durante o media day do UFC 328, Strickland interpretou a divulgação do vídeo como uma espécie de “prova” a favor de um dos pontos mais recorrentes que ele levanta contra Chimaev. O americano afirmou que a gravação reforça exatamente o que ele entende como o comportamento do rival: escolher lutadores mais frágeis para treinar, e não necessariamente testar suas habilidades contra quem está em patamar mais alto.

Strickland também fez uma colocação sobre o contexto do treino, dizendo que não sabia que havia alguém filmando. Para ele, aqueles momentos seriam rounds de aquecimento, não um cenário pensado para exibição pública.

O lutador ainda tentou traduzir a provocação de forma direta, dizendo que Chimaev estaria lidando com “gente fraca” e que, na visão dele, a lógica por trás da situação não faria sentido. Strickland caracterizou o momento como sparring leve e mencionou, em tom de brincadeira, que a escolha da roupa (incluindo o modelo do short) seria um detalhe questionável, além de citar que o ângulo do vídeo não parecia dos melhores.

Strickland diz que não houve “mais tempo na jaula”

Apesar do teor das acusações, Strickland afirmou que, na prática, só sparrou com Chimaev uma única vez. Ainda assim, ele disse que tentou aumentar a quantidade de tempo em treino conjunto com o futuro campeão, buscando mais contato no octógono durante o período de preparação.

Segundo o norte-americano, a tentativa não avançou porque Chimaev não teria demonstrado interesse em participar daquele tipo de intercâmbio por mais rounds. Strickland descreveu a interação passada como curta e sem muito ganho, já que, de acordo com ele, o rival teria preferido sempre focar em treinar contra lutadores de menor nível.

Acusações sobre sparring e o “pedido” do combate

Strickland também comentou o que foi dito por Chimaev sobre uma suposta iniciativa envolvendo o UFC. O campeão teria afirmado que ligou para a organização e pediu especificamente essa luta. O americano, porém, disse não ter como saber se essa versão é verdadeira ou não, deixando claro que não consegue confirmar o que foi dito nesse ponto.

Por que Strickland acredita que o UFC acertou no duelo

Mesmo com as desavenças, Strickland entende que a escolha do UFC para marcar o confronto contra Chimaev foi correta. Ele ressaltou que, principalmente abaixo no ranking, não haveria tantas opções “grandes” e convincentes, o que tornaria o duelo com o campeão uma oportunidade interessante e com apelo esportivo.

Na avaliação do lutador, a luta também seria “divertida” e faria sentido por oferecer uma leitura mais fresca do momento do peso: ele mencionou que existem poucos nomes no topo que, para ele, realmente representariam uma variedade de ameaças distintas no top 5.

  • Strickland citou Brendan Allen como um dos nomes do topo e chamou Chimaev de “saco de pancadas”/“alvo” para a divisão, enquanto avaliou que não haveria muitas alternativas equivalentes no grupo dos cinco primeiros.
  • Para o americano, ter um confronto com “sangue novo”/uma visão diferente na categoria tende a tornar o cenário mais interessante.
  • Ele concluiu que, no fim, o duelo “fez sentido” dentro do contexto da divisão.

Com isso, Strickland transformou a troca de provocações — impulsionada pelo vídeo recente — em combustível para reforçar seu discurso sobre o tipo de sparring que acredita que Chimaev busca, ao mesmo tempo em que defendeu que o UFC fez a escolha certa ao colocar os dois frente a frente no card do UFC 328.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.