A relação de Colby Covington com o UFC nos últimos anos tem sido marcada por turbulência. O veterano passou cerca de 18 meses sem lutar na organização, período que inclui uma derrota unilateral interrompida pela equipe médica contra Joaquin Buckley. O recorte recente evidencia um ritmo irregular: desde 2020, “Chaos” chegou a atuar no máximo uma vez por ano, mesmo assim preservando uma posição alta no ranking. Diante desse cenário, não surpreendeu o fato de o lutador ter se aposentado em silêncio há algumas semanas.
O que levou Covington a mudar o foco
Fora do universo político e da rotina fora do esporte, Covington direcionou energia para uma nova etapa na carreira: a Real American Freestyle (RAF), uma liga emergente que costuma reunir estrelas do UFC e também nomes de peso do wrestling mundial. Segundo o próprio lutador, a mudança de rota não tem o tom de ruptura com o passado no Ultimate — ao contrário. Ele afirma que conversou com Hunter Campbell, discutiu o caminho à frente e agradeceu as oportunidades obtidas durante o tempo na companhia.
Declarações sobre a saída do UFC
Em entrevista a Ariel Helwani (via cobertura de MMA), Covington descreveu que o encontro com Hunter foi “produtivo” e que o diálogo girou em torno do futuro, do que já tinha sido feito e de assuntos ligados aos negócios. O norte-americano também reforçou gratidão ao UFC por tudo o que viveu na carreira e pelas bênçãos recebidas.
Na visão dele, o próximo passo é se dedicar ao wrestling em tempo integral, tratada como sua primeira paixão. Covington afirma que começou no esporte ainda quando era criança e que agora enxerga a chance de voltar a fazer o que mais gosta. Ele também disse que não buscava pacotes mirabolantes de aposentadoria ou um grande “show” para legitimar a própria trajetória — e garantiu que a intenção é seguir em frente, com gratidão aos fãs e a profissionais da imprensa.
RAF e o “problema” de cruzar com lutadores ativos do UFC
Um ponto sensível na trajetória de Covington dentro da RAF é a regra que impede que atletas que estejam ativos no UFC façam confronto entre si dentro da promoção. Por isso, o lutador planeja lutas que, em tese, não seriam viáveis enquanto ele ainda estivesse classificado como integrante atual do plantel do Ultimate.
- Covington tem o olhar voltado para possíveis duelos contra Khamzat Chimaev.
- O norte-americano também mira uma luta com Kamaru Usman.
- Outro nome citado no radar é Arman Tsarukyan.
- Com a aposentadoria anunciada, esses cruzamentos poderiam ser marcados mais rapidamente no cenário atual.
Ele admite retorno ao MMA? E deixa claro onde quer lutar
Mesmo com a aposentadoria, Covington não descarta totalmente um retorno ao MMA. Caso volte a lutar, a condição colocada pelo próprio lutador é bastante específica: se acontecer, seria dentro do octógono do UFC.
Ele também reforça que não se vê como “dispensado” e afirma que continuará sendo um atleta do Ultimate. Sobre a possibilidade de ser a última luta no MMA, Covington diz que a resposta é incerta — ele não acredita que tenha encerrado tudo, citando que ainda sente que há “muita gasolina” no tanque, embora admita que não consegue prever o futuro. Para ele, apenas Deus conhece o desfecho, e a ideia é seguir o plano traçado, acompanhando a jornada do jeito que foi pretendida.
Quando Covington volta a lutar na RAF
Covington retorna à ação neste fim de semana, no sábado, dia 30 de maio de 2026, contra o ex-campeão do peso-médio do UFC Chris Weidman. A luta está marcada para acontecer dentro do College Park Center, em Arlington, no Texas, no evento RAF 09.

