T.J. Dillashaw rebate Sam Calavitta após perda de Chimaev no UFC 328

Após a derrota de Khamzat Chimaev na luta principal do UFC 328, T.J. Dillashaw entrou no debate ao rebater críticas direcionadas ao preparo do treinador Sam Calavitta. O americano afirmou que o problema teria começado na redução de peso, e não no trabalho de bastidores, enquanto surgiram novos relatos sobre a dificuldade do sueco-checheno no último dia da pesagem.

O que a derrota de Chimaev muda no ranqueamento e na corrida do meio-médio

Khamzat Chimaev chegou ao UFC 328 com cartel de 15-1 no MMA e 9-1 no UFC e disputou o cinturão dos médios contra Sean Strickland, que vinha com 31-7 no cartel geral e 18-7 na organização. Em Newark, no Prudential Center, o campeão perdeu o título em uma decisão dividida que virou o jogo a favor de Strickland, em um resultado que pegou muita gente de surpresa.

O desenrolar do confronto também alimentou a discussão: Chimaev começou bem, mas apresentou queda de desempenho no Round 2, desacelerando de forma evidente. Ainda assim, ele conseguiu reagir em seguida e, em alguns momentos, voltou a ter presença no ritmo da luta.

  • Evento: UFC 328
  • Local: Prudential Center, Newark (N.J.)
  • Disputa: título dos médios
  • Resultado: Chimaev perdeu o cinturão em decisão dividida para Sean Strickland

Calavitta em questão: Dillashaw atribui a queda ao corte de peso

Com a derrota, o tema “quem errou no treinamento” ganhou espaço. Demetrious Johnson, ex-campeão do UFC, chegou a levantar dúvidas sobre a possibilidade de Chimaev ter sido sobrecarregado no camp pelo treinador Sam Calavitta, com críticas que chegaram até a forma como o trabalho teria sido conduzido.

Dillashaw, porém, discordou dessas leituras e tratou o assunto como uma consequência direta da redução de peso. Em declaração publicada em um canal do YouTube de Tim Welch, o ex-campeão argumentou que muita gente só enxerga o que aparece nas redes sociais e, a partir disso, tenta encontrar um culpado para explicar por que um lutador perdeu.

Na visão de Dillashaw, o corte seria o ponto de ruptura: ele sustenta que uma má redução pode desfazer completamente semanas de preparação. Segundo o americano, Chimaev teria enfrentado dificuldade para fazer o peso e, em vez de “comprar” o plano do camp com a energia esperada, teria ficado para trás nesse aspecto, o que teria impacto no desempenho dentro do octógono.

O lutador ainda fez comparações para reforçar seu argumento: ele mencionou que, no duelo contra Dricus du Plessis (DDP), Chimaev mostrou resistência e “cartão de visitas” de preparo físico ao longo do combate, conectando isso ao fato de que, naquele cenário, o condicionamento teria sido mais consistente. Ao mesmo tempo, Dillashaw reconheceu que, apesar da desaceleração no meio da luta, o desfecho final deu sinais de que Chimaev terminou com fôlego superior ao de Strickland em alguns momentos.

Por fim, Dillashaw ampliou a crítica e disse que a responsabilidade recairia sobre a redução de peso, além de insinuar que o próprio treinador Sam Calavitta teria sido o fator que exigiu que o lutador recuasse em decisões de preparação, algo que, na leitura dele, se refletiria também em outros atletas caso sigam o mesmo processo.

  • Rebate de Dillashaw: ele negou a tese de que houve problema no treinamento por parte de Sam Calavitta
  • Responsável apontado: corte de peso considerado “ruim” e com dificuldades para o atleta conseguir fazer a redução
  • Impacto citado: perda de rendimento após um corte que teria comprometido o trabalho do camp

Relato do corte no último dia e o próximo passo: revanche contra Strickland

O debate ganhou mais combustível com uma informação trazida por Arman Tsarukyan. Ele afirmou que Chimaev cortou entre 12 e 13 libras no último dia, período em que o atleta teria sofrido para cumprir a meta. Esse detalhe reforça a tese defendida por Dillashaw: não apenas o “peso” como um fator geral, mas a forma como a redução teria sido concluída em cima da hora.

Além disso, Tsarukyan indicou que Chimaev chegou a cogitar competir na categoria dos meio-pesados em algum momento, mas que, no momento, estaria “obcecado” em repetir o combate contra Sean Strickland. Na prática, isso sugere que a prioridade do sueco-checheno deve ser uma revanche para tentar corrigir o que, na leitura do grupo dele, saiu fora do controle no UFC 328.

  • Relato sobre o corte: entre 12 e 13 libras no último dia
  • Dificuldade mencionada: o atleta teria sofrido para concluir essa etapa
  • Direção provável: busca por uma revanche com Sean Strickland

Conclusão: impacto imediato no cinturão e o que esperar da sequência

Com Chimaev perdendo o cinturão dos médios em decisão dividida para Strickland, o resultado altera a leitura do momento do atleta na divisão e reacende discussões sobre preparação e rotina de corte. Ao mesmo tempo, a narrativa que se forma — com Dillashaw atribuindo o revés a uma redução problemática e com relatos de dificuldade no último dia — coloca a revanche como o caminho mais plausível para quem, segundo seu time, quer “rodar o filme de novo” contra o novo campeão.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.