Oleksandr Usyk e Rico Verhoeven se enfrentaram no principal confronto de uma noite de boxe realizada em 23 de maio, no complexo das Pirâmides de Gizé, no Egito. Mais pesado e com mais presença física, o holandês chegou ao ringue com cartel de estreia (1-0), enquanto o ucraniano entrou como invicto e favorito por retrospecto (24-0). A luta teve transmissão ao vivo via pay-per-view do serviço DAZN.
O desfecho veio no 11º assalto: Usyk venceu Verhoeven por nocaute técnico no 11º round, aos 2:59.
Antecedentes
O duelo colocou frente a frente um lutador com histórico de invencibilidade e controle de distância, como Usyk, contra Verhoeven, que vinha com vantagem de porte e agressividade constante para pressionar desde o início. A expectativa era de um combate movimentado, com tentativas frequentes de encaixe do holandês e evolução progressiva do ucraniano ao longo dos assaltos.
A luta
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Round 1: Verhoeven, maior, começou se mexendo bastante e acertou um direto de direita vindo de cima. Usyk respondia circulando enquanto o rival avançava com uma sequência de golpes que não encontrou o alvo. Já no fim do assalto, Verhoeven conectou mais uma grande direita e fechou na frente, mantendo o ritmo até o sino. A pontuação do round ficou com 10-9 para Verhoeven.
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Round 2: Verhoeven iniciou forte e pesado, e Usyk deixou o holandês trabalhar antes de aumentar o próprio volume. Nos primeiros 30 segundos, Usyk conseguiu colocar mais golpes na conta do que no primeiro round, ainda que sem “explodir” em potência. O ucraniano foi ajustando, acelerando um pouco, e encontrou um uppercut que sinalizou vantagem no trabalho de curta/média distância. Placar do round: 10-9 Verhoeven (no total, 20-18).
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Round 3: Usyk pareceu deixar Verhoeven gastar energia, enquanto avançava para encurtar a distância. O ucraniano aplicou bons jabs e recebeu um aviso por parte do árbitro relacionado a um possível cotovelada/ação irregular. Usyk acertou no corpo e Rico respondeu com um golpe de cima. Verhoeven seguiu agressivo, trocando, e os dois colocaram combinações na troca: houve esquerda do ucraniano e sequência limpa do holandês. Mesmo assim, Usyk ainda não tinha encontrado o “modo” mais dominante, e a leitura foi de que ele estava atrás na soma. Pontuação do round: 10-9 Verhoeven (30-27 no geral).
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Round 4: Verhoeven continuou ativo e pressionando. Usyk acertou, mas foi rebatido na sequência. A partir daí, o ucraniano encaixou uma sequência com três golpes e virou a dinâmica, deixando o rival em desequilíbrio e em apuros. Usyk voltou a desferir impactos fortes, incluindo uppercut. Verhoeven buscou clinch para se recuperar e o árbitro separou. Já perto do fim, Usyk acertou com esquerda e voltou a pressionar; Verhoeven respondeu com bons golpes, mas um uppercut “escondido” de Usyk encontrou o alvo. Houve perda do protetor bucal por parte do holandês e o round seguiu até o sino. Placar do round: 10-9 Usyk (no geral, 39-37 para Verhoeven).
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Round 5: O momento virou para Usyk: ele trabalhou contra-ataques com direita, repetiu jabs e evitou o encaixe pesado de Verhoeven. Mesmo avançando com vontade máxima, o holandês não conseguiu transformar a pressão em vantagem efetiva. Usyk seguiu compondo a luta com mão de esquerda e feinting, enquanto ambos erravam e tentavam encontrar espaço. Nos instantes finais, Usyk mostrou controle com jab e left hook, e Verhoeven tentou responder com jab, deixando um round apertado, mas com a sensação de que o ucraniano “pendeu” na frente. Pontuação do round: 10-9 Usyk (no geral, 48-47 Verhoeven).
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Round 6: Usyk começou com bom ritmo e conectou uppercuts de esquerda logo no início, repetindo a ação. Verhoeven acertou um jab e o ucraniano respondeu no mesmo padrão. Os dois foram para o clinch, com o holandês tentando arremessos e avançando; houve várias tentativas do rival que não se conectaram totalmente, mas ele manteve a direção. Perto do fim, a luta ficou mais aberta, com contra-ataques ruins para o Verhoeven e uma esquerda “pesada” de Usyk, seguida por um golpe de esquerda de Verhoeven em contra-mão (no estilo no-look). O sino soou com a impressão de virada de energia no combate. Placar do round: 10-9 Verhoeven (no geral, 58-56 Verhoeven).
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Round 7: Usyk precisava do round e encontrou o contragolpe. Ele encaixou uma direita de resposta muito bonita, seguido de sequência com jab e combinações até chegar em uppercut. Verhoeven passou a correr atrás, mas o ucraniano manteve o “tiro” e conseguiu encaixar golpes de esquerda com precisão. O holandês trocou para a postura sul-americana (southpaw) e voltou a acertar forte, enquanto Usyk também começou a colocar impactos na conta. Houve troca constante e o assalto seguiu com vantagem percebida do lado de Verhoeven, ainda que com resposta do campeão. Pontuação do round: 10-9 Verhoeven (no geral, 68-65 Verhoeven).
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Round 8: Um assalto de trocas intensas: ambos acertaram left hooks ao mesmo tempo em determinado momento. Verhoeven conseguiu uma direita forte e pressionou Usyk no “miolo” da luta, parecendo estar dominando a área interna. Se o ucraniano estava segurando algo, precisava acelerar, porque estava sendo claramente batido em alguns momentos. Mesmo assim, Usyk respondeu com esquerda e um uppercut de boa execução. Quando o ucraniano encaixava, Verhoeven avançava para travar a progressão e a disputa entrou novamente em clinch. O início de Usyk foi mais lento, mas a avaliação foi de que ele conseguiu recuperar parcialmente ao final. Pontuação do round: 10-9 Usyk (no geral, 77-75 Verhoeven).
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Round 9: A leitura era de que o placar poderia estar ainda mais favorável a Verhoeven, dado o ritmo e a dificuldade de Usyk em encontrar uma zona de controle consistente. O holandês seguiu com direita e esquerda pesadas, enquanto Usyk parecia trabalhar em um “modo” mais difícil. Após oito rounds, houve menção de que os cartões estariam empatados (76-76), mas a percepção era de que isso não refletia o andamento real do combate. Usyk acertou esquerda em contragolpe para fechar o round com mais uma troca apertada. Pontuação do round: 10-9 Usyk (no geral, 86-85 Verhoeven).
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Round 10: Usyk colocou algumas mãos curtas, mas Verhoeven continuou avançando como vinha fazendo durante a luta. O holandês trabalhou o jab e conectou um bom golpe de esquerda ao empurrar o ucraniano para frente. Houve clinch e, no corpo a corpo, Verhoeven também acertou golpes no tronco. A pressão seguiu, com Verhoeven empurrando Usyk para o canto, mas o ucraniano respondeu em seguida com golpes grandes, colocando o rival em perigo. No fim do round, Verhoeven ainda conseguiu uma direita no apito, porém a ofensiva de Usyk no final foi decisiva para o fechamento. Pontuação do round: 10-9 Usyk (no geral, 95-95).
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Round 11: Com cartões próximos e rounds apertados, ninguém parecia confortável com o placar. Usyk saiu com vantagem no início do assalto e conectou golpes em sequência, enquanto Verhoeven tentava empurrar o ritmo com ombradas para afastar o ucraniano. Usyk seguiu pressionando, acertando novamente e ampliando a ofensiva, incluindo uma sequência rara de ataques ao corpo. Quando conseguiu espaço, Usyk encaixou golpes com clareza e, em um momento decisivo, colocou Verhoeven no chão. O holandês tentou se recuperar e levantou antes do fim da contagem; porém, ainda assim o árbitro deixou a ação continuar. A partir daí, Usyk foi para cima com intensidade, “explodindo” em ataques repetidos até o momento final. O combate chegou ao sino com a sensação de sobrevivência de Verhoeven — mas a luta terminou com o desfecho oficial: Usyk venceu por nocaute técnico aos 2:59 do 11º round.
O pós-luta
Com o resultado, Oleksandr Usyk manteve a invencibilidade e ampliou a reputação como um dos nomes mais completos do boxe, fechando o confronto com autoridade no momento decisivo. Rico Verhoeven teve a estreia interrompida pelo nocaute técnico no 11º assalto, após atravessar quase todo o combate com pressão constante e trocas intensas, mas sem conseguir segurar a fase final do adversário.

