O boxeador ucraniano Oleksandr Usyk fará seu retorno neste sábado, 23 de maio de 2026, para defender o cinturão dos pesos-pesados da WBC contra o kickboxer holandês Rico Verhoeven, que entra neste compromisso apenas em seu segundo combate profissional no boxe. A luta principal acontece nas Pirâmides de Gizé, em Cairo, no Egito, e a transmissão ao vivo será feita via pay-per-view pela plataforma DAZN. No coevento principal da noite, Hamzah Sheeraz encara Alem Begic pelo título vago da WBO na categoria super-médio.
Usyk x Verhoeven: informações do evento
O duelo entre Usyk e Verhoeven é o combate principal de um card de 12 rounds no formato tradicional do boxe, com foco total no cinturão dos pesos-pesados da WBC. A parte preliminar começa às 11h (horário de Brasília) no YouTube, enquanto a programação principal está marcada para 1h da tarde (horário de Brasília) no PPV da DAZN. O confronto acontece em Gizé, nas Pirâmides, em Cairo. Para linhas de apostas, o material menciona a checagem das cotações mais recentes em uma casa de apostas, e para acompanhar atualizações e resultados em tempo real, o texto aponta cobertura completa com narração passo a passo.
Usyk chega ao confronto com cartel de 24 vitórias e nenhuma derrota, além de 15 nocautes, e, na prática, já varreu a divisão dos pesados. Os últimos seis compromissos valendo títulos terminaram todos em revanche, com o ucraniano vencendo Anthony Joshua, Tyson Fury e Daniel Dubois duas vezes cada. Apesar de ainda não ter enfrentado dois nomes grandes do cenário, Murat Gassiev (campeão da WBA) e Agit Kabayel (interino da WBC), Usyk escolheu seguir por um caminho diferente: encarar um campeão mundial que fez seu nome no kickboxing, Verhoeven. Aos 39 anos, não há clareza sobre por quanto tempo “The Cat” pretende manter ritmo de competições — nem se existe a intenção de esperar mais cinco anos para, então, enfrentar David Benavidez. Ainda assim, a decisão de aceitar um desafio incomum parece ligada à busca por uma grande premiação, algo que ele certamente conquistou ao longo da carreira. Caso algo saia totalmente do script e Usyk seja surpreendido, o impacto sobre o legado do atleta pode ser enorme, com uma virada histórica no entendimento do público sobre sua trajetória.
Do outro lado, Verhoeven tem apenas um registro de boxe profissional: uma vitória por nocaute no segundo round, obtida há cerca de 12 anos. Ainda assim, o holandês acumula vasta experiência no combate de trocação, tendo construído seu nome como referência mundial do kickboxing ao longo de duas décadas, especialmente sob o guarda-chuva do K-1 e do GLORY. Nesse período, ele acumulou 66 vitórias e 10 derrotas, com 21 nocautes, além de ter colecionado títulos mundiais e vencido nomes como Badr Hari, Gokhan Saki e Peter Aerts, entre outros. Mesmo com toda essa bagagem, o boxe é um esporte com dinâmica própria, e a avaliação geral é de que será necessário um desempenho impecável — ou ao menos um golpe que mude o jogo em um único momento — para derrubar Usyk, já que vários campeões do mundo tentaram, sem sucesso, superar o ucraniano em cenários semelhantes.
O caminho de Verhoeven até este desafio também inclui uma recusa de oportunidades no MMA. O texto lembra que ele teria rejeitado propostas do UFC para migrar ao boxe profissional, decisão que faz sentido dentro de uma lógica de carreira baseada em pagamentos maiores. A ideia de evitar comparações com um nome como Francis Ngannou aparece como uma justificativa adicional no contexto apresentado. No fim, a expectativa descrita é de baixa competitividade: a distância técnica de Usyk em relação ao restante do cenário seria muito grande no momento, e a pouca experiência profissional no boxe de Verhoeven deixa a luta ainda mais improvável de ser “equilibrada”. O confronto, portanto, é tratado como uma espécie de aquecimento para Usyk permanecer ativo antes do que vier em seguida. Ainda assim, o texto abre a possibilidade de um cenário raríssimo: se Verhoeven produzir um feito hercúleo e conquistar uma zebra, a divisão dos pesos-pesados passaria a ter um novo protagonista.
Prévia do card preliminar e lutas marcadas
Nos “prelims”, Basem Mamdouh encara Jamar Talley em luta de cruiserweight. Mamdouh (10-2) é descrito como um veterano bastante rodado, embora a maior parte da experiência venha do cenário local, com quatro nocautes no cartel e chegando em sequência de três vitórias. Talley (6-0), por sua vez, aparece como destaque do boxe amador dos Estados Unidos, mantendo invencibilidade. Com 1,87m de altura, ele é apontado como atleta com boa capacidade atlética e pedigree de formação, o que faz com que seja uma ameaça, ainda que esse compromisso represente o maior teste da carreira até aqui.
Em outro combate no mesmo peso, Mahmoud Mobark (0-0) enfrenta Michael Kalyalya (3-4-1). Mobark é mais um representante do Egito e fará sua estreia profissional diante da torcida da própria casa, em luta muito aguardada no local. Já Kalyalya tem experiência razoável, mas enfrenta dificuldade para emplacar resultados consistentes, o que coloca o duelo dentro de um cenário em que o termo “luta de rodagem” parece apropriado para o momento do adversário.
Fechando a sequência de estreias locais, Omar Hikal (0-0) mede forças com Ali Ssurunkuma (2-3). Ssurunkuma traz experiência no profissional e um cartel que sustenta certo volume de lutas, ainda que não seja exatamente tratado como atleta de topo mundial. A leitura é de que ele deve funcionar como o primeiro grande teste para Hikal, oferecendo resistência suficiente para medir evolução.
No setor dos combates que “precisam vencer”, o texto destaca a luta no leve 135 libras entre Sultan Al-Mohamed (3-0) e Dedy Imprax (2-4). Al-Mohamed é descrito como uma das promessas mais empolgantes do boxe saudita, com apenas 18 anos, e chega embalado com dois triunfos por finalização via parada no boxe. O histórico até aqui é apresentado como sinal claro de força para a divisão e de capacidade para virar problema para adversários mais experientes. Imprax, entretanto, vem em uma sequência de quatro derrotas consecutivas, todas por nocaute, o que deixa a vitória como necessidade imediata para tentar interromper a fase negativa.
O coevento principal marca o confronto entre Hamzah Sheeraz e Alem Begic pelo cinturão vago da WBO na categoria super-médio. Sheeraz vinha com a expectativa de garantir uma luta contra Canelo Alvarez, mas o ingresso acabou sendo destinado a Christian Mbilli. Mesmo assim, Sheeraz tem chance de justificar seu nome com uma atuação forte novamente, como a que ele demonstrou diante de Edgar Berlanga. O texto descreve Sheeraz como um trocador de impacto, com tamanho adequado para a categoria e que tem nocauteado ou dominado boa parte de seus oponentes. Esse será o segundo momento de oportunidade por um título mundial para o britânico, depois de um empate contra Carlos Adames pelo cinturão WBC nos médios no início de 2025. Begic, por outro lado, é apresentado como alguém com longa trajetória profissional, porém com menos potência e menos experiência em nível de elite. Mesmo como azarão, a possibilidade de uma das maiores zebras recentes é colocada como uma porta aberta para que o alemão chame atenção e altere sua posição no cenário.
Na terceira disputa por título, Jack Catterall enfrenta Shakhram Giyasov pela WBO no peso welterweight. Catterall, canhoto e inglês, vem de vitória por nocaute no 11º round sobre Ekow Essuman no mês de novembro do ano anterior. A experiência é apontada como vantagem dele, mas Giyasov chega invicto com campanha de 16-0 e ainda carrega a marca de medalhista olímpico de prata. O texto ressalta que ele está subindo bastante o nível de adversidade nesse compromisso, e que, sem risco, não há recompensa — tratada como a grande oportunidade do lutador para dar salto no ranking e mirar uma nova chance de título.
Nos pesos-pesados, Frank Sanchez enfrenta Richard Torrez Jr. em um duelo esperado para ser de trocação intensa. O compromisso também funciona como eliminatória do cinturão IBF, elevando o valor do resultado. Sanchez tem cartel de 25-1, com 18 vitórias por nocaute, e busca novo passo rumo a uma disputa de título após ter perdido os cinturões WBC Continental Americas e WBO-NABO na divisão para Agit Kabayel em maio de 2024 — única derrota registrada na carreira. Torrez Jr., ex-medalhista olímpico de prata, começou a carreira profissional com desempenho arrasador: 14 vitórias seguidas, 12 nocautes, e ainda conquistou os títulos WBC-NABF e WBO-NABO na categoria de pesados no caminho.
Na divisão feminina, Mizuki Hiruta defende o cinturão da WBO no super flyweight contra Mai Soliman. Hiruta chega com campanha de 10-0, com duas vitórias por nocaute, e ainda carrega o título “The Ring” na mesma categoria. Soliman aparece como a desafiante que tenta causar surpresa, chegando ao duelo como atleta local e com cartel de 10 vitórias e apenas uma derrota, sendo seis por nocaute.
Por fim, no light heavyweight, Daniel Lapin enfrenta Benjamin Mendes Tani em duelo que coloca um invicto ucraniano contra um adversário com menos rodagem no alto nível. Lapin é tratado como favorito absoluto, com cartel 14-0 e cinco nocautes. Tani, por sua vez, tem 9-1, com dois nocautes, e entra na luta buscando o grande upset para elevar o próprio patamar, abrindo caminho para ranqueamento maior e, eventualmente, uma chance por cinturão.
Completando o quadro, o card completo informado para o torneio é o seguinte: no PPV principal da DAZN, Usyk x Verhoeven (pesos-pesados) com Oleksandr Usyk (24-0) contra Rico Verhoeven (1-0), além de Hamzah Sheeraz (22-0) contra Alem Begic (29-0-1) pelo título vago da WBO no super-médio; Jack Catterall (32-2) contra Shakhram Giyasov (16-0) pelo cinturão da WBO no welter; Frank Sanchez (25-1) contra Richard Torrez Jr. (14-0) no peso-pesado; e Mizuki Hiruta (10-0) contra Mai Soliman (10-1) valendo o título da WBO no super flyweight. No peso 175 libras, Daniel Lapin (13-0) enfrenta Benjamin Mendes Tani (9-1). Nos primeiros prelims do YouTube, Basem Mamdouh (10-2) encara Jamar Talley (6-0) e Mahmoud Mobark (0-0) mede forças com Michael Kalyalya (3-4-1), além de Omar Hikal (0-0) contra Ali Ssurunkuma (2-3) e Sultan Al-Mohamed (3-0) contra Dedy Imprax (2-4), com início marcado para 11h no horário indicado na programação do evento.

