Anthony Smith mantém o plano no torneio Gamebred e busca o prêmio de 500 mil

Anthony “Lionheart” Smith vive um momento de recomeço após sua estreia no Gamebred Bareknuckle MMA e já mira o que pode acontecer a partir daqui: seguir avançando no torneio de pesos pesados sem luvas para tentar transformar a boa fase em uma corrida rumo ao título máximo da competição, que distribui um prêmio de US$ 500 mil.

De volta ao jogo: o que a vitória no torneio diz sobre Smith

Depois de se aposentar do MMA após uma derrota em abril de 2025 sob a bandeira do UFC, Smith (37-22) decidiu continuar em esportes de combate quando a promoção comandada por Jorge Masvidal o procurou para mais uma luta — desta vez, em uma modalidade com ausência de luvas.

No começo do mês, ele aproveitou a oportunidade de forma dominante no torneio com chave de 16 participantes. Na abertura da competição, Smith enfrentou Chase Sherman e venceu por finalização no primeiro round: ele pressionou, desferiu ações até desorganizar a defesa do rival e conseguiu concluir a luta ainda na etapa inicial. Para o veterano, esse tipo de retorno faz diferença principalmente pelo contexto: ele relatou que buscava voltar a competir sem a carga e a intensidade típicas do palco do UFC, com uma atmosfera mais leve e, ao mesmo tempo, competitiva.

  • Smith escolheu seguir no Gamebred após a aposentadoria no MMA em abril de 2025.
  • Ele venceu Chase Sherman por finalização no primeiro round na rodada inicial do torneio.
  • A motivação central, segundo ele, foi encontrar prazer na luta com menos pressão e menos “peso” do ambiente do UFC.

Com 37 anos, Smith explicou que o plano inicial era lutar contra Sherman e, em seguida, voltar a administrar a rotina fora do esporte: tempo com a família, trabalho com treinamentos/coordenação e também atuação como analista de mesa no UFC. Porém, o encaixe no torneio mudou a rota. O desempenho fez com que ele passasse a considerar a continuidade até as quartas de final e, dali, buscar uma caminhada longa para alcançar a final do campeonato.

Ritmo de torneio e ambição: ranqueamento interno e caminho até o prêmio

Mesmo sem prometer uma trajetória perfeita, Smith deixou claro que entrou na competição pensando em um primeiro passo. A princípio, a ideia era disputar apenas aquela luta inicial e, dependendo da estrutura, encerrar ali ou abrir espaço para algum substituto. Entretanto, o formato de torneio foi apresentado e o lutador percebeu que a logística mudaria tudo.

Ele admitiu que, no momento em que soube do modelo com múltiplas etapas, teve dúvidas sobre conseguir manter o ritmo por quatro compromissos no curto prazo — tanto em termos de tempo dentro de um ano quanto de disponibilidade ao longo da vida. Ainda assim, após “entrar e sair” bem da primeira etapa, ele disse se sentir confortável com a organização e com o tratamento recebido, além de perceber que a torcida realmente gostou do que viu.

Para Smith, a estratégia agora é simples: avançar “um passo de cada vez” antes de pensar em qualquer cenário de título. Como se trata de um torneio com etapas até a final, a consequência prática para o posicionamento dele dentro do evento é direta: cada vitória aumenta as chances de ele continuar vivo na chave e se colocar mais perto do prêmio de US$ 500 mil.

Possível final dos sonhos: Thiago Santos como cenário mais “vendável”

Apesar de ainda existirem muitas lutas até a decisão final, há um nome que inevitavelmente aparece como possibilidade de grande desfecho: Thiago Santos. O brasileiro e ex-desafiante ao cinturão do UFC, além de ser um destaque histórico do MMA, também carrega uma narrativa que pode encaixar perfeitamente em uma final de alto apelo para a promoção.

Smith já enfrentou Santos em outro momento: em fevereiro de 2018, no UFC Fight Night 125, ele sofreu uma derrota por nocaute técnico no segundo round em uma luta de meio-médio. Mesmo não sendo, segundo o próprio Smith, uma revanche que ele esteja “perseguindo” como objetivo imediato, ele enxerga que um encontro entre os dois em uma final seria provavelmente o melhor cenário para negócio e divulgação dentro do crescimento do evento.

Ao comentar esse tipo de caminho, Smith afirmou que, em uma leitura “de negócios e promoção”, o ideal seria Santos chegar à final em dezembro. Ele também ressaltou que, apesar de não terem curtido a primeira experiência entre eles, os dois fizeram um compromisso e agora o futuro pode ser diferente — com a chance de transformar o duelo em um evento maior dentro do torneio.

  • Em fevereiro de 2018, Santos venceu Smith por TKO no segundo round no UFC Fight Night 125.
  • Smith não trata o reencontro como “revanche buscada”, mas entende que uma final com Santos é o melhor cenário promocional.
  • Ele citou dezembro como o mês em que a final poderia ocorrer, caso Santos avance até lá.

Assim, o próximo passo provável para Smith, no curto prazo, é continuar avançando no torneio para chegar às fases mais avançadas — especialmente as quartas de final — mantendo a lógica de vencer uma luta por vez, até que o chaveamento desenhe um possível confronto de grande impacto com Thiago Santos.

Para mais detalhes sobre o pensamento de Smith e sua visão do torneio, ele aparece em participação completa no podcast “The Bohnfire”, com o jornalista Mike Bohn.

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.