Chris Weidman, ex-campeão dos pesos-médios do UFC e conhecido por lidar tanto com adversidades quanto com golpes que “partem” pernas, apontou que Conor McGregor deve encarar não apenas o retorno físico ao octógono, mas também obstáculos mentais antes de sua volta. A expectativa é que o irlandês marque presença em um novo compromisso durante o UFC 329, previsto para acontecer em meio à International Fight Week neste verão, em Las Vegas.
- Resultado/retorno em foco: Weidman comenta expectativa de luta e desafios para o retorno de Conor McGregor
- Contexto: previsão de retorno do irlandês para o UFC 329, durante a International Fight Week, em Las Vegas
- Idade: Weidman tem 41 anos; McGregor tem 37 anos
- Histórico de lesão de referência: lesão de Weidman ocorreu em 2021 (UFC 261); lesão de McGregor aconteceu em 2021 (UFC 264)
- Cartel citado: McGregor aparece com campanha de 22-6
Weidman projeta desafios mentais e fala sobre o “pool” de testes antidoping
Em entrevista no canal do UFC no YouTube, Weidman reforçou que, após o atleta voltar a ser submetido a testes antidoping, tende a haver um peso adicional na obrigação de efetivamente competir. Segundo o ex-lutador, o simples retorno ao “pool” de fiscalização funciona como um sinal de que o caminho natural é o combate — e não apenas a preparação indefinida.
Ele afirmou que, quando alguém deixa de estar sob monitoramento, retorna ao sistema de testes e precisa provar que está em condição, a tendência é que a luta aconteça. Na avaliação de Weidman, ficar de fora após esse processo pode gerar ainda mais frustração e desconforto para o atleta, já que a sensação de preparação “sem execução” tende a piorar o estado mental.
Comparação direta: a volta após a lesão e a dificuldade de “ser” o mesmo lutador
Weidman também fez uma comparação pessoal com a própria recuperação. Ele lembra que a quebra da perna ocorreu em 2021 e que, apesar de haver tempo suficiente para a reabilitação, o primeiro retorno costuma ser o período mais duro. O motivo, segundo ele, é que o lutador precisa reconquistar a confiança para mover e atacar com naturalidade, como fazia antes do trauma.
O ex-campeão detalhou que passou por uma lesão muito parecida e, durante esse processo, percebeu o peso psicológico de “reaprender” o corpo. Para Weidman, é difícil voltar a ocupar exatamente o mesmo lugar na carreira após um dano desse nível, especialmente na primeira luta após a recuperação.
Lesões em 2021: Weidman no UFC 261 e McGregor no UFC 264
Na sequência, Weidman contextualizou a linha do tempo das duas histórias. Ele quebrou a perna no UFC 261, em abril de 2021. Pouco depois, apenas cerca de três meses mais tarde, Conor McGregor sofreu um dano semelhante no UFC 264.
Weidman, que hoje tem 41 anos, retornou à competição em 2023 e ainda disputou mais três lutas antes de encerrar a participação no UFC. Mais tarde, ele tentou se alinhar com um grupo conhecido como “giffle guys”, mencionando a fase pós-carreira e as movimentações fora do octógono.
O que Weidman diz sobre o “modo de combate” após o trauma
Mesmo desejando o melhor para McGregor, Weidman destacou um ponto que, para ele, foi decisivo: a diferença entre o que o atleta consegue durante o camp e o que acontece na primeira luta oficial após a lesão.
Segundo o ex-lutador, no período de preparação ele chegou a arremessar chutes repetidamente, tentando recuperar a sensação de soltar golpes com as pernas. Ele afirmou que, nos treinos, estava tudo certo — porém, quando chegou a primeira luta após a lesão, o cenário mudou: ao receber impactos e sentir a necessidade de devolver o chute como era de hábito, o corpo não permitiu.
Weidman resumiu isso como uma reação “do corpo” que bloqueia o instinto. Na visão dele, quando o atleta enfrenta uma lesão traumática daquele tamanho, o efeito não fica apenas no membro machucado: a cabeça também passa a sofrer impacto. Para ele, esse tipo de sequela psicológica pode alterar o comportamento durante o combate, mesmo que a parte física pareça estar bem no treinamento.
McGregor chega após derrotas seguidas para Dustin Poirier
Fechando o comentário, Weidman situou o momento competitivo do irlandês. Conor McGregor, com cartel de 22-6, entra na fase de retorno depois de duas derrotas consecutivas para Dustin Poirier, rival de longa data. Com isso, a expectativa em torno da volta ao octógono envolve tanto a recuperação do trauma quanto a tentativa de reagir em alto nível após uma sequência ruim de resultados.

