Topuria mira finalização e quer “chocar o mundo” se enfrentar Makhachev

Ilia Topuria, invicto no MMA e com trajetória impecável dentro do UFC, já projeta um cenário que, para muitos, parece impossível. Caso um dia o espanhol (17-0 no cartel, 9-0 no Ultimate) suba ao octógono para encarar Islam Makhachev, o plano do campeão é transformar o confronto em um momento “inesquecível” para quem estiver assistindo.

Topuria quer “choquear o mundo” e mira uma finalização

Campeão do UFC em duas categorias, Topuria mira um terceiro cinturão ao colocar o peso do evento sobre os ombros de um dos nomes mais dominantes da atualidade: Makhachev (28-1 no cartel, 17-1 no UFC), atual campeão na divisão dos meio-médios. Mais do que vencer — algo que por si só já seria histórico — a ideia do lutador é ir além e tornar a vitória um feito raro: finalizar o russo.

Em entrevista ao programa “The Ariel Helwani Show”, Topuria explicou que a motivação dele, quando recebe uma oportunidade de disputar uma luta grande, passa por tentar causar impacto real no esporte. Segundo o atleta, o caminho para isso contra Makhachev seria uma finalização, com direito a previsão do que pretende fazer no octógono.

“Quando eu tenho a chance de lutar contra alguém, eu sempre penso no que posso fazer para realmente chocar o mundo”, disse Topuria. “Com o Islam, eu sinto que, para chocar, eu preciso submetê-lo. Então é isso que eu acredito que vai acontecer: eu vou derrubá-lo e vou finalizá-lo.”

Topuria também tratou como “normal” soar improvável para quem está de fora, antecipando reações de surpresa diante do que ele espera executar na prática. “Eu sei que, por fora, pode parecer estranho… tipo ‘como você vai derrubar e finalizar ele?’. Mas não se espante se você assistir isso acontecendo.”

O desafio de enfrentar um dos grapplers mais temidos do MMA

Makhachev tem apenas uma derrota na carreira profissional. No UFC 192, em 2015, ele foi nocautado no primeiro round por Adriano Martins. Desde então, o campeão passou a ser visto como uma força quase incontrolável, acumulando conquistas e mantendo domínio em mais de uma categoria.

Topuria acompanha de perto o que Makhachev representa — especialmente no aspecto do jogo de chão —, mas afirma que a confiança no próprio arsenal é o que faz a ideia de finalizar um oponente conhecido principalmente por sua luta agarrada parecer possível. O espanhol entende que o feito tem um peso extra justamente por ser algo que, até então, não teria acontecido no cenário que ele projeta.

“Todo mundo é bom, mas eu sou diferente”: a postura de Topuria

Ao comentar o nível dos principais nomes do momento, Topuria adotou um tom direto: reconheceu qualidade em vários adversários de elite, mas reforçou que se enxerga como um lutador acima da média. Na sequência, ele mencionou nomes como Justin Gaethje, Alex Volkanovski, Charles Oliveira e Max Holloway como exemplos de atletas “bons” — porém insistiu que a forma como ele se diferencia é o que faz o discurso ganhar força.

“Ele é bom. Todo mundo é bom. O Justin (Gaethje) é bom. O Alex (Volkanovski) é bom. O Charles (Oliveira) é bom. O Max (Holloway) é bom. Todo mundo é bom, mas eu sou diferente”, declarou Topuria. “Eu sou o GOAT… não, na real. Eu não gosto de me colocar como o melhor de todos. Prefiro deixar essa decisão para os fãs. São eles que vão tomar esse veredito.”

By Rafael Costa

Rafael é jornalista esportivo focado em MMA e UFC. Ele acompanha eventos nacionais e internacionais, trazendo análises detalhadas de lutas, rankings e desempenho dos atletas.