Cain Velasquez deixou claro que a possibilidade de um retorno ao octógono não é algo para o qual os fãs do peso-pesado devam criar expectativas. O ex-campeão dos pesados do UFC, hoje com 43 anos, apareceu recentemente em um grande evento relacionado ao combate entre Francis Ngannou e Philipe Lins, mas a presença no evento não significa interesse real em voltar a lutar.
Antecedentes
Duas semanas atrás, Velasquez surpreendeu o público ao surgir nas pesagens cerimoniais de Ronda Rousey vs. Gina Carano, acompanhando os momentos finais de enfrentamento entre os lutadores dos pesos-pesados. Na ocasião, ele esteve envolvido nas checagens finais dos confrontos entre Francis Ngannou e Philipe Lins, além de Robelis Despaigne contra Junior Dos Santos. Para parte da torcida, a atuação dele no evento pode ter soado como um sinal de que ele estaria disposto a competir novamente — mas, segundo o próprio lutador, a interpretação é equivocada.
Em entrevista ao podcast “Weighing In”, ao lado de Josh Thomson, Velasquez afirmou que a decisão de voltar dependeria exclusivamente do valor oferecido, e mesmo assim não acredita que alguém consiga pagar o suficiente para fazê-lo mudar de ideia.
“O dinheiro teria que me fazer querer fazer isso. Eu já disse isso antes: eu não quero voltar”, declarou Velasquez. “Eu tenho outros interesses agora. Mas o dinheiro realmente teria que me convencer, e eu não acho que alguém esteja disposto a pagar esse nível.”
Além disso, o momento atual do cartel e das condições físicas pesa. Velasquez não compete desde 2019 e, aos 43 anos, ele reconhece que um retorno ao ritmo do esporte pode não ser algo tão simples quanto parece.
“Eu até poderia sempre (lutar de novo), mas em que grau isso seria diferente, né?”, disse o ex-campeão, rindo da ideia de uma lista de adversários. “Claro que a gente sempre pode fazer isso. Mas em que grau você estaria fazendo? Em qual nível?”
Mesmo mantendo contato ocasional com o American Kickboxing Academy, onde já ajudou lutadores mais jovens, Velasquez também deixou explícito que o caminho de volta não passaria pelo papel de treinador como porta de entrada para o retorno às lutas.
“Nesse sentido, eu não. Não me interessa mais”, afirmou. “Eu fico tão envolvido no que eu faço que, seja lá como você queira chamar, isso não me motiva do jeito que antes.”
O pós-luta
Fora do esporte, Velasquez obteve progressão de regime em fevereiro após cumprir uma pena de 10 meses. Ele foi beneficiado após concluir o período determinado, depois de ter se declarado sem contestação a uma acusação de tentativa de assassinato envolvendo um homem que respondia por abuso contra o filho.
Na carreira dentro do UFC, a última luta de Velasquez aconteceu em fevereiro de 2019. Na ocasião, ele foi nocauteado por Francis Ngannou em apenas 26 segundos, encerrando sua passagem pela companhia após um hiato de dois anos e meio.

