Carlos Prates terá mais uma chance de se aproximar do cinturão dos meio-médios. O brasileiro foi escalado para enfrentar um ex-campeão do UFC no octógono em 2 de maio, e a meta declarada é sair com vitória por finalização — com bônus — para, em seguida, encarar o caminho até a disputa do título após Ian Machado Garry enfrentar Islam Makhachev.
Prates mira vitória e título após o confronto de topo
- Prates acredita que bater um ex-campeão mais uma vez, e por nocaute, “trava” a chance pelo cinturão
- Ele afirma que, se vencer e ganhar mais um bônus, chegaria a oito lutas e sete premiações
- O brasileiro diz que não quer “pular” Garry imediatamente, preferindo que o irlandês lute primeiro e depois ele avance
- Prates vê Jack Della Maddalena como o adversário mais difícil da carreira até aqui
O momento é construído a partir de uma sequência forte. Em novembro, Prates impôs a primeira derrota por nocaute na carreira de Leon Edwards, e depois chamou o nome de Jack Della Maddalena na Austrália. A resposta da organização veio com a combinação dos dois pedidos, colocando Prates e Maddalena no evento principal do UFC Perth.
Com a luta marcada, o lutador tratou de projetar o impacto direto no cenário do título. Na visão dele, não haveria outro nome mais adequado para receber a oportunidade após o desfecho do duelo com Garry e Makhachev, reforçando que sua própria vitória por nocaute seria o fator decisivo para a sequência.
Sobre o status do desafiante que virá primeiro, a organização ainda não definiu quem será o próximo da fila para enfrentar Makhachev. Ainda assim, Dana White indicou recentemente que o russo retornará ao octógono em agosto, e Prates acredita que Ian Machado Garry deve ser o adversário nesse momento.
Prates, porém, deixou claro que não pretende pressionar para encarar Garry logo na sequência. Ele disse que preferiria que o irlandês disputasse o cinturão em agosto antes de qualquer reposicionamento, usando esse intervalo para tratar lesões, recuperar do confronto e voltar aos treinos com mais consistência.
Contexto: como Garry chegou ao cenário do título
Entre os concorrentes, Garry aparece como um ponto central. O irlandês foi o único homem a vencer Prates em sete aparições no UFC, quando levou a melhor em abril de 2025 com decisão dos cinco rounds.
Antes disso, Garry também construiu seu credenciamento ao título com uma vitória em novembro sobre Belal Muhammad, ex-campeão, igualmente decidida pelos juízes. Já Prates respondeu de forma contundente depois dessa derrota, emendando nocaute em sequência sobre Geoff Neal e Leon Edwards.
Apesar de prever que Garry pode entrar como azarão nas casas de apostas contra Makhachev, Prates disse torcer para que o cinturão mude de mãos. A ideia seria criar o cenário do reencontro pelo título, com o brasileiro defendendo a realização dessa revanche no Brasil.
Na narrativa de Prates, o plano é simples: ele venceria Maddalena em Perth, enquanto Garry superaria Makhachev, e então os dois voltariam a se enfrentar pelo cinturão no território brasileiro. Ele também indicou que, caso Garry conquistasse o título, a organização provavelmente faria o pareamento para a revanche imediata.
Maddalena como teste máximo e análise do estilo
Para que a segunda parte do plano se concretize, Prates entende que precisa fazer o serviço completo em Perth. E, para ele, o adversário é “de longe” o mais duro que enfrentou até agora dentro do MMA: Jack Della Maddalena.
Embora Leon Edwards também tenha sido campeão, Prates ponderou que o inglês vinha de algumas derrotas antes de encarar o brasileiro. O atleta então projetou o cenário de um novo tombo na carreira de Maddalena, citando que, historicamente, quando um campeão perde o cinturão, costuma haver uma sequência de resultados negativos.
Prates disse esperar que Maddalena sofra sua segunda derrota consecutiva e associou esse raciocínio ao que considera ser o nível do adversário. Mesmo reconhecendo que o pugilista já enfrentou Islam Makhachev em uma luta que foi ao limite de cinco rounds, ele reforçou que nem todo mundo consegue manter esse fôlego diante do russo — e que, por isso, a entrega de Prates precisa ser ainda mais precisa.
Na parte técnica, o brasileiro elogiou o boxe de Maddalena, mas fez questão de enquadrar o lutador como o melhor striker da divisão de meio-médios no momento. Ele evitou se colocar como o “número 1” absoluto do MMA, dizendo ser fã de outros estilos e citando Alex Pereira e Usman Nurmagomedov como referências.
Ainda assim, Prates destacou a qualidade das mãos do rival. Na avaliação dele, Maddalena é um tipo de boxeador que não movimenta tanto a cabeça e tenta acertar com sequência para buscar o nocaute. O brasileiro respondeu com a própria diversidade de golpes: além de mãos e chutes, ele ressaltou que tem joelhadas, chutes e cotoveladas como armas, e concluiu que o UFC Perth será o momento de ver como o adversário reage a esse pacote no dia 2 de maio.

